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UPAs têm quadro
incompleto de médicos

Unidades de Mauá e São Bernardo trabalham com número de
profissionais abaixo do indicado; ideal é 4 médicos por unidade


Natália Fernandjes
Do Diário do Grande ABC

10/07/2012 | 07:00


"Não temos clínico geral". Essa era a informação fornecida pela recepcionista da UPA (Unidade de Pronto Atendimento) Vila Magini, em Mauá, a todos os adultos que se aproximavam do balcão na manhã de ontem. A realidade, vivida pela população do bairro periférico do município, não é diferente da observada em outras unidades do Grande ABC, onde o quadro de médicos está abaixo do recomendado pelo Ministério da Saúde para UPAs do tipo 2, que recebem até 300 pacientes por dia.

O ideal é que cada unidade tenha quatro médicos, sendo no mínimo dois pediatras e dois clínicos gerais, para atendimento 24 horas.

Após decepção por não receber tratamento, o aposentado João Antônio dos Santos, 69 anos, partiu em busca de médico em outra UPA para que possa resolver sua dor crônica no pé. "Me disseram que só tem clínico geral na Vila Assis, na Vila São João e no Zaíra", destaca, revoltado. Na unidade da Vila Magini, onde o aposentado mora, só havia um pediatra para atender a população.

Perto dali, na UPA Zaíra, apenas um clínico geral e um pediatra estavam no plantão. Apesar da quantidade inadequada de profissionais, a fila de espera não era assustadora. "Talvez por ser feriado não esteja demorando tanto", comemora o aposentado Almir Santos, 65, que aguardava por atendimento há meia hora para a neta de oito anos que passava por crise de bronquite.

A mais vazia das unidades de pronto atendimento de Mauá é a da Vila Assis. Ontem, havia um pediatra e um clínico geral. Sabendo disso, a dona de casa Michele Cristina, 36, nem leva a filha para ser atendida nas UPAs São João e Vila Magini, mais próximas de sua casa. "Aqui é sempre mais tranquilo", comenta. Segundo ela, enquanto a unidade da Vila São João é muito cheia, na Vila Magini nunca há médicos.

SÃO BERNARDO

A mais problemática das UPAs de São Bernardo era a localizada na Vila São Pedro. Por lá, a fila de espera por atendimento passava de duas horas e apenas um clínico e um pediatra atendiam na manhã de ontem. Nas outras duas unidades visitadas - União Alvarenga e Rudge Ramos - a única dificuldade é a falta de médicos, em ambas havia apenas dois clínicos e um pediatra.

A auxiliar de cozinha Maria do Carmo Silva, 49, aguardava há mais de duas horas para ser avaliada e medicada contra dor resultante de artrite. A mesma situação era vivida pelo pedreiro aposentado Moacir dos Santos, 36, que estava com crise de tosse desde o fim de semana.

Prefeituras assumem dificuldades para contratar especialistas

Desde que o Diário denuncia a falta de médicos nas UPAs da região, as prefeituras justificam o problema com a dificuldade de contratar profissionais. O Grande ABC conta atualmente com 15 unidades de pronto atendimento, sendo oito em São Bernardo, quatro em Mauá, duas em Santo André e uma em Diadema.

Na tentativa de reverter esse quadro, Mauá anunciou, em maio, contratação de 83 médicos para trabalhar nas UPAs Vila Magini, Vila Assis e Zaíra. São 21 clínicos gerais e oito pediatras para a unidade da Vila Magini, 14 clínicos e 16 pediatras para a UPA Vila Assis, e outros 13 clínicos e 11 pediatras para a UPA do Jardim Zaíra.

Por conta do feriado, as prefeituras não retornaram aos pedidos de entrevista sobre a falta de profissionais nas UPAs.



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UPAs têm quadro
incompleto de médicos

Unidades de Mauá e São Bernardo trabalham com número de
profissionais abaixo do indicado; ideal é 4 médicos por unidade

Natália Fernandjes
Do Diário do Grande ABC

10/07/2012 | 07:00


"Não temos clínico geral". Essa era a informação fornecida pela recepcionista da UPA (Unidade de Pronto Atendimento) Vila Magini, em Mauá, a todos os adultos que se aproximavam do balcão na manhã de ontem. A realidade, vivida pela população do bairro periférico do município, não é diferente da observada em outras unidades do Grande ABC, onde o quadro de médicos está abaixo do recomendado pelo Ministério da Saúde para UPAs do tipo 2, que recebem até 300 pacientes por dia.

O ideal é que cada unidade tenha quatro médicos, sendo no mínimo dois pediatras e dois clínicos gerais, para atendimento 24 horas.

Após decepção por não receber tratamento, o aposentado João Antônio dos Santos, 69 anos, partiu em busca de médico em outra UPA para que possa resolver sua dor crônica no pé. "Me disseram que só tem clínico geral na Vila Assis, na Vila São João e no Zaíra", destaca, revoltado. Na unidade da Vila Magini, onde o aposentado mora, só havia um pediatra para atender a população.

Perto dali, na UPA Zaíra, apenas um clínico geral e um pediatra estavam no plantão. Apesar da quantidade inadequada de profissionais, a fila de espera não era assustadora. "Talvez por ser feriado não esteja demorando tanto", comemora o aposentado Almir Santos, 65, que aguardava por atendimento há meia hora para a neta de oito anos que passava por crise de bronquite.

A mais vazia das unidades de pronto atendimento de Mauá é a da Vila Assis. Ontem, havia um pediatra e um clínico geral. Sabendo disso, a dona de casa Michele Cristina, 36, nem leva a filha para ser atendida nas UPAs São João e Vila Magini, mais próximas de sua casa. "Aqui é sempre mais tranquilo", comenta. Segundo ela, enquanto a unidade da Vila São João é muito cheia, na Vila Magini nunca há médicos.

SÃO BERNARDO

A mais problemática das UPAs de São Bernardo era a localizada na Vila São Pedro. Por lá, a fila de espera por atendimento passava de duas horas e apenas um clínico e um pediatra atendiam na manhã de ontem. Nas outras duas unidades visitadas - União Alvarenga e Rudge Ramos - a única dificuldade é a falta de médicos, em ambas havia apenas dois clínicos e um pediatra.

A auxiliar de cozinha Maria do Carmo Silva, 49, aguardava há mais de duas horas para ser avaliada e medicada contra dor resultante de artrite. A mesma situação era vivida pelo pedreiro aposentado Moacir dos Santos, 36, que estava com crise de tosse desde o fim de semana.

Prefeituras assumem dificuldades para contratar especialistas

Desde que o Diário denuncia a falta de médicos nas UPAs da região, as prefeituras justificam o problema com a dificuldade de contratar profissionais. O Grande ABC conta atualmente com 15 unidades de pronto atendimento, sendo oito em São Bernardo, quatro em Mauá, duas em Santo André e uma em Diadema.

Na tentativa de reverter esse quadro, Mauá anunciou, em maio, contratação de 83 médicos para trabalhar nas UPAs Vila Magini, Vila Assis e Zaíra. São 21 clínicos gerais e oito pediatras para a unidade da Vila Magini, 14 clínicos e 16 pediatras para a UPA Vila Assis, e outros 13 clínicos e 11 pediatras para a UPA do Jardim Zaíra.

Por conta do feriado, as prefeituras não retornaram aos pedidos de entrevista sobre a falta de profissionais nas UPAs.

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