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Peça russa questiona autoridade


Dojival Filho
Do Diário do Grande ABC

03/06/2006 | 09:03


Os questionamentos éticos e as perspectivas dos jovens em um sistema corrupto são os temas abordados na peça Querida Helena, da autora russa Ludmilla Razoumovskaya, que está sendo encenada pela primeira vez no Brasil. O espetáculo, com direção e iluminação de Iacov Hillel, será apresentado neste sábado, às 21h, no Teatro Municipal de Mauá (r. Gabriel Marques, s/nº. Tel.: 4555-0086). Os ingressos custam R$ 5.

Escrita por encomenda do Ministério da Cultura da ex-União Soviética, a peça mostra o que quatro estudantes são capazes de fazer para obter o resultado de uma prova que irá encaminhá-los ao ensino superior. Depois de estrear na Estônia, em 1981, Querida Helena foi rapidamente retirada de cartaz.

A censura durou até 1987, já que o órgão governamental alegava que o texto “apresentava estudantes imorais, manipuladores e dispostos a tudo”. Outro argumento utilizado pelos censores foi o fato de que, diante da produção teatral soviética, obrigatoriamente educativa e otimista, a peça era “realista demais”. Por conta disso, Ludmilla passou a integrar a lista negra de autores proibidos pelo governo.

Autora de quinze peças e dois filmes, a dramaturga tem obras traduzidas para inglês, alemão, irlandês, italiano, japonês, sueco e finlandês. Após a queda do regime socialista, Querida Helena voltou ao cartaz em Moscou com enorme sucesso e percorreu diversos países da Europa.

Tema universal – Iacov descobriu a dramaturgia de Ludmilla quando assistiu à montagem francesa da peça, que esteve em cartaz no Theatre de La Comune, em Paris. “O texto nos impulsiona para uma reflexão sobre os processos educativos, a relação dos professores com os estudantes e vai além, mostrando as conseqüências de um comportamento que não respeita limites. A autora consegue uma impressionante universalização do tema”, afirma o diretor. Ainda segundo ele, o público poderá conferir “a velha União Soviética enfrentando a modernidade por meio de seus estudantes”. O elenco da montagem brasileira da peça, traduzida por Tatiana Belinky, traz Eliana Guttman, Alan Medina, Cássio Inácio, Clarissa Kiste e Theodoro Cochrane. Os cenários e os figurinos são de José de Anchieta.


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Peça russa questiona autoridade

Dojival Filho
Do Diário do Grande ABC

03/06/2006 | 09:03


Os questionamentos éticos e as perspectivas dos jovens em um sistema corrupto são os temas abordados na peça Querida Helena, da autora russa Ludmilla Razoumovskaya, que está sendo encenada pela primeira vez no Brasil. O espetáculo, com direção e iluminação de Iacov Hillel, será apresentado neste sábado, às 21h, no Teatro Municipal de Mauá (r. Gabriel Marques, s/nº. Tel.: 4555-0086). Os ingressos custam R$ 5.

Escrita por encomenda do Ministério da Cultura da ex-União Soviética, a peça mostra o que quatro estudantes são capazes de fazer para obter o resultado de uma prova que irá encaminhá-los ao ensino superior. Depois de estrear na Estônia, em 1981, Querida Helena foi rapidamente retirada de cartaz.

A censura durou até 1987, já que o órgão governamental alegava que o texto “apresentava estudantes imorais, manipuladores e dispostos a tudo”. Outro argumento utilizado pelos censores foi o fato de que, diante da produção teatral soviética, obrigatoriamente educativa e otimista, a peça era “realista demais”. Por conta disso, Ludmilla passou a integrar a lista negra de autores proibidos pelo governo.

Autora de quinze peças e dois filmes, a dramaturga tem obras traduzidas para inglês, alemão, irlandês, italiano, japonês, sueco e finlandês. Após a queda do regime socialista, Querida Helena voltou ao cartaz em Moscou com enorme sucesso e percorreu diversos países da Europa.

Tema universal – Iacov descobriu a dramaturgia de Ludmilla quando assistiu à montagem francesa da peça, que esteve em cartaz no Theatre de La Comune, em Paris. “O texto nos impulsiona para uma reflexão sobre os processos educativos, a relação dos professores com os estudantes e vai além, mostrando as conseqüências de um comportamento que não respeita limites. A autora consegue uma impressionante universalização do tema”, afirma o diretor. Ainda segundo ele, o público poderá conferir “a velha União Soviética enfrentando a modernidade por meio de seus estudantes”. O elenco da montagem brasileira da peça, traduzida por Tatiana Belinky, traz Eliana Guttman, Alan Medina, Cássio Inácio, Clarissa Kiste e Theodoro Cochrane. Os cenários e os figurinos são de José de Anchieta.

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