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Famílias do Jd.Ipê continuam desabrigadas


Marco Borba
Do Diário do Grande ABC

01/06/2006 | 07:55


A situação de quase indigência de pelo menos 40 famílias que na semana passada tiveram de deixar uma área (233 mil m²) invadida no Jardim Ipê continuará a mesma pelos próximos dias. A Prefeitura não cumpriu a promessa feita terça-feira de acomodá-las em um abrigo provisório. Três galpões industriais cogitados foram descartados por falta de infra-estrutura.

A solução apresentada quarta-feira à tarde pela secretária de Assistência Social, Sílvia Regina Grecco, foi a concessão do chamado aluguel social, por meio do qual a família procura um imóvel – de até R$ 300 mensais – a ser pago pela Prefeitura.

No entanto, será preciso modificar a lei 3773/05, que prevê o auxílio apenas em situações de calamidade pública. "O prefeito (Leonel Damo) vai enviar ainda hoje (quarta-feira) à Câmara uma proposta de emenda à lei para que essas famílias sejam atendidas", afirmou Sílvia Regina.

A assessoria da Câmara informou que até 18h o Legislativo ainda não havia recebido tal proposta de emenda, que deverá ser votada somente na terça-feira, a não ser que seja convocada sessão extraordinária entre quinta e sexta-feira.

A informação de que, com a mudança na lei, deverão serão atendidas primeiramente famílias com filhos pequenos e as abrigadas na sede da SAB (Sociedade Amigos de Bairro) causou desconforto. "Estamos no mesmo barco. Não tem de privilegiar ninguém. E os que estão espalhados por aí, vivendo de favor em casa de amigo ou parente, como eu, e que não têm para onde ir? Tive de deixar minha máquina de costura na garagem de um conhecido. Por conta dessa situação, nem posso trabalhar", criticou a costureira Terezinha Silva dos Santos, 58 anos.

Desde a terça-feira da semana passada, 20 pessoas, entre elas nove crianças, estão abrigadas na sede da SAB. Do lado de fora, algumas famílias improvisaram uma lona para cobrir os móveis e para passar a noite. A sede tem apenas um cômodo. A área invadida pertence à Associação de Atividades Comunitárias do Núcleo Canaã, que obteve na Justiça o direito à reintegração de posse.



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Famílias do Jd.Ipê continuam desabrigadas

Marco Borba
Do Diário do Grande ABC

01/06/2006 | 07:55


A situação de quase indigência de pelo menos 40 famílias que na semana passada tiveram de deixar uma área (233 mil m²) invadida no Jardim Ipê continuará a mesma pelos próximos dias. A Prefeitura não cumpriu a promessa feita terça-feira de acomodá-las em um abrigo provisório. Três galpões industriais cogitados foram descartados por falta de infra-estrutura.

A solução apresentada quarta-feira à tarde pela secretária de Assistência Social, Sílvia Regina Grecco, foi a concessão do chamado aluguel social, por meio do qual a família procura um imóvel – de até R$ 300 mensais – a ser pago pela Prefeitura.

No entanto, será preciso modificar a lei 3773/05, que prevê o auxílio apenas em situações de calamidade pública. "O prefeito (Leonel Damo) vai enviar ainda hoje (quarta-feira) à Câmara uma proposta de emenda à lei para que essas famílias sejam atendidas", afirmou Sílvia Regina.

A assessoria da Câmara informou que até 18h o Legislativo ainda não havia recebido tal proposta de emenda, que deverá ser votada somente na terça-feira, a não ser que seja convocada sessão extraordinária entre quinta e sexta-feira.

A informação de que, com a mudança na lei, deverão serão atendidas primeiramente famílias com filhos pequenos e as abrigadas na sede da SAB (Sociedade Amigos de Bairro) causou desconforto. "Estamos no mesmo barco. Não tem de privilegiar ninguém. E os que estão espalhados por aí, vivendo de favor em casa de amigo ou parente, como eu, e que não têm para onde ir? Tive de deixar minha máquina de costura na garagem de um conhecido. Por conta dessa situação, nem posso trabalhar", criticou a costureira Terezinha Silva dos Santos, 58 anos.

Desde a terça-feira da semana passada, 20 pessoas, entre elas nove crianças, estão abrigadas na sede da SAB. Do lado de fora, algumas famílias improvisaram uma lona para cobrir os móveis e para passar a noite. A sede tem apenas um cômodo. A área invadida pertence à Associação de Atividades Comunitárias do Núcleo Canaã, que obteve na Justiça o direito à reintegração de posse.

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