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Sem ABC, CUT escolhe presidente


Eric Fujita
Do Diário do Grande ABC

17/07/2005 | 07:58


Pela primeira vez desde a fundação, em 1983, a CUT (Central Única dos Trabalhadores) deixará de ter um concorrente forte do Grande ABC ao escolher seu novo presidente, no próximo dia 27. Quatro são os mais cotados para substituir Luiz Marinho, que deixou o cargo nesta semana para assumir o Ministério do Trabalho. A principal missão do escolhido será tentar mostrar autonomia perante o governo federal, apesar do vínculo histórico com o PT.

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Quem assumir o posto, ficará até maio do próximo ano, quando se encerra o mandato para o qual o metalúrgico Luiz Marinho foi eleito. Dentre os concorrentes, três fazem parte da Articulação Sindical - a ala dominante e moderada da CUT, composta pelo campo majoritário do PT no sindicalismo. São eles o secretário-geral e ex-presidente da central, João Felício, o secretário de Relações Internacionais, João Vaccari, e o secretário de Organização Artur Henrique da Silva Santos. Eles foram presidentes, respectivamente, da Apeoesp (Sindicato dos Professores do Ensino Oficial do Estado), do Sindicato dos Bancários de São Paulo, e do Sinergia (Sindicato dos Trabalhadores em Energia).

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Além deles, o presidente interino também demonstra interesse em ficar definitivamente no cargo, mesmo sendo de outra tendência dentro da CUT. Ex-presidente do Sindicato dos Metroviários da Capital, Wagner Gomes faz parte da Corrente Sindical Classista, controlada pelo PC do B.

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A ausência de concorrentes da região é inédita. Em 22 anos de existência, a CUT teve quatro presidentes, dos quais três vieram do antigo Sindicato dos Metalúrgicos de São Bernardo, hoje do ABC: Jair Meneguelli, Vicente Paulo da Silva, o Vicentinho, e o próprio Marinho, que foi candidato em 2000, mas, em razão do acordo dentro da Articulação, o eleito foi João Felício.

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Bastidores - Nos bastidores, a escolha de um presidente da Articulação Sindical é dada como certa entre todas as alas da CUT. A corrente conta com 13 dos 25 diretores na executiva nacional. Os nomes de João Felício e João Vaccari são os mais fortes para assumir a presidência.",1]);//-->

Até o encontro do dia 27, o vice-presidente, Wagner Gomes, ligado ao PC do B, ficará interinamente à frente da CUT. Participarão da escolha do novo presidente os 25 membros da executiva, conforme prevê o estatuto da central sindical.

Quem assumir o posto, ficará até maio do próximo ano, quando se encerra o mandato para o qual o metalúrgico Luiz Marinho foi eleito. Dentre os concorrentes, três fazem parte da Articulação Sindical - a ala dominante e moderada da CUT, composta pelo campo majoritário do PT no sindicalismo. São eles o secretário-geral e ex-presidente da central, João Felício, o secretário de Relações Internacionais, João Vaccari, e o secretário de Organização Artur Henrique da Silva Santos. Eles foram presidentes, respectivamente, da Apeoesp (Sindicato dos Professores do Ensino Oficial do Estado), do Sindicato dos Bancários de São Paulo, e do Sinergia (Sindicato dos Trabalhadores em Energia).

Além deles, o presidente interino também demonstra interesse em ficar definitivamente no cargo, mesmo sendo de outra tendência dentro da CUT. Ex-presidente do Sindicato dos Metroviários da Capital, Wagner Gomes faz parte da Corrente Sindical Classista, controlada pelo PC do B.

A ausência de concorrentes da região é inédita. Em 22 anos de existência, a CUT teve quatro presidentes, dos quais três vieram do antigo Sindicato dos Metalúrgicos de São Bernardo, hoje do ABC: Jair Meneguelli, Vicente Paulo da Silva, o Vicentinho, e o próprio Marinho, que foi candidato em 2000, mas, em razão do acordo dentro da Articulação, o eleito foi João Felício.

Bastidores - Nos bastidores, a escolha de um presidente da Articulação Sindical é dada como certa entre todas as alas da CUT. A corrente conta com 13 dos 25 diretores na executiva nacional. Os nomes de João Felício e João Vaccari são os mais fortes para assumir a presidência.

Para alguns sindicalistas, Felício pode retornar ao posto máximo da central sindical por ter feito um "bom trabalho" no mandato anterior. Outros apostam em Vaccari, com base num acordo feito na eleição de Marinho, segundo o qual a próxima escolha recairia sobre um sindicalista da categoria química ou dos bancários.

Para um dirigente, a Articulação quer minar a participação da Corrente Sindical Classista, representada por Wagner Gomes. O motivo seriam divergências entre as duas correntes em pontos da reforma sindical.

Candidatos - Se o clima nos bastidores é de disputa, oficialmente os candidatos afirmam que a CUT será muito bem representada por qualquer um dos escolhidos. Três candidatos ouvidos pelo Diário fizeram questão de dizer que a central é autônoma e sem ligações com o governo.

"Resolvi concorrer a presidente devido a pedidos de vários sindicatos porque reconheceram a minha gestão", afirmou Felício. Artur Henrique da Silva Santos destacou que resolveu entrar na disputa dentro da proposta da própria CUT de renovar seus quadros. João Vaccari não foi localizado.

Mesmo com interesse de se efetivar no cargo, o presidente interino Wagner Gomes admitiu a pouca possibilidade de ficar com a vaga. "Seria uma honra ficar na presidência. É difícil isso acontecer, mas não impossível."

Já a ala minoritária e radical da CUT não lançou candidato, reconhecendo falta de chances. Esse bloco é representado pela ASS (Alternativa Sindical Socialista), dissidentes da Articulação e pelo P-Sol. "Quem for escolhido, estará ligado a um movimento que abandonou as bandeiras históricas", lamentou a diretora-executiva da CUT nacional, Lurjan Maria Bacelar de Miranda.

Os presidentes

1983-1994
Jair Meneguelli
Categoria: metalúrgica
 
1994-2000
Vicente Paulo da Silva, o Vicentinho
Categoria: metalúrgica
 
2000-2003
João Felício
Categoria: professores
 
2003-2005
Luiz Marinho
Categoria: metalúrgica



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Sem ABC, CUT escolhe presidente

Eric Fujita
Do Diário do Grande ABC

17/07/2005 | 07:58


Pela primeira vez desde a fundação, em 1983, a CUT (Central Única dos Trabalhadores) deixará de ter um concorrente forte do Grande ABC ao escolher seu novo presidente, no próximo dia 27. Quatro são os mais cotados para substituir Luiz Marinho, que deixou o cargo nesta semana para assumir o Ministério do Trabalho. A principal missão do escolhido será tentar mostrar autonomia perante o governo federal, apesar do vínculo histórico com o PT.

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Quem assumir o posto, ficará até maio do próximo ano, quando se encerra o mandato para o qual o metalúrgico Luiz Marinho foi eleito. Dentre os concorrentes, três fazem parte da Articulação Sindical - a ala dominante e moderada da CUT, composta pelo campo majoritário do PT no sindicalismo. São eles o secretário-geral e ex-presidente da central, João Felício, o secretário de Relações Internacionais, João Vaccari, e o secretário de Organização Artur Henrique da Silva Santos. Eles foram presidentes, respectivamente, da Apeoesp (Sindicato dos Professores do Ensino Oficial do Estado), do Sindicato dos Bancários de São Paulo, e do Sinergia (Sindicato dos Trabalhadores em Energia).

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Além deles, o presidente interino também demonstra interesse em ficar definitivamente no cargo, mesmo sendo de outra tendência dentro da CUT. Ex-presidente do Sindicato dos Metroviários da Capital, Wagner Gomes faz parte da Corrente Sindical Classista, controlada pelo PC do B.

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A ausência de concorrentes da região é inédita. Em 22 anos de existência, a CUT teve quatro presidentes, dos quais três vieram do antigo Sindicato dos Metalúrgicos de São Bernardo, hoje do ABC: Jair Meneguelli, Vicente Paulo da Silva, o Vicentinho, e o próprio Marinho, que foi candidato em 2000, mas, em razão do acordo dentro da Articulação, o eleito foi João Felício.

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Bastidores - Nos bastidores, a escolha de um presidente da Articulação Sindical é dada como certa entre todas as alas da CUT. A corrente conta com 13 dos 25 diretores na executiva nacional. Os nomes de João Felício e João Vaccari são os mais fortes para assumir a presidência.",1]);//-->

Até o encontro do dia 27, o vice-presidente, Wagner Gomes, ligado ao PC do B, ficará interinamente à frente da CUT. Participarão da escolha do novo presidente os 25 membros da executiva, conforme prevê o estatuto da central sindical.

Quem assumir o posto, ficará até maio do próximo ano, quando se encerra o mandato para o qual o metalúrgico Luiz Marinho foi eleito. Dentre os concorrentes, três fazem parte da Articulação Sindical - a ala dominante e moderada da CUT, composta pelo campo majoritário do PT no sindicalismo. São eles o secretário-geral e ex-presidente da central, João Felício, o secretário de Relações Internacionais, João Vaccari, e o secretário de Organização Artur Henrique da Silva Santos. Eles foram presidentes, respectivamente, da Apeoesp (Sindicato dos Professores do Ensino Oficial do Estado), do Sindicato dos Bancários de São Paulo, e do Sinergia (Sindicato dos Trabalhadores em Energia).

Além deles, o presidente interino também demonstra interesse em ficar definitivamente no cargo, mesmo sendo de outra tendência dentro da CUT. Ex-presidente do Sindicato dos Metroviários da Capital, Wagner Gomes faz parte da Corrente Sindical Classista, controlada pelo PC do B.

A ausência de concorrentes da região é inédita. Em 22 anos de existência, a CUT teve quatro presidentes, dos quais três vieram do antigo Sindicato dos Metalúrgicos de São Bernardo, hoje do ABC: Jair Meneguelli, Vicente Paulo da Silva, o Vicentinho, e o próprio Marinho, que foi candidato em 2000, mas, em razão do acordo dentro da Articulação, o eleito foi João Felício.

Bastidores - Nos bastidores, a escolha de um presidente da Articulação Sindical é dada como certa entre todas as alas da CUT. A corrente conta com 13 dos 25 diretores na executiva nacional. Os nomes de João Felício e João Vaccari são os mais fortes para assumir a presidência.

Para alguns sindicalistas, Felício pode retornar ao posto máximo da central sindical por ter feito um "bom trabalho" no mandato anterior. Outros apostam em Vaccari, com base num acordo feito na eleição de Marinho, segundo o qual a próxima escolha recairia sobre um sindicalista da categoria química ou dos bancários.

Para um dirigente, a Articulação quer minar a participação da Corrente Sindical Classista, representada por Wagner Gomes. O motivo seriam divergências entre as duas correntes em pontos da reforma sindical.

Candidatos - Se o clima nos bastidores é de disputa, oficialmente os candidatos afirmam que a CUT será muito bem representada por qualquer um dos escolhidos. Três candidatos ouvidos pelo Diário fizeram questão de dizer que a central é autônoma e sem ligações com o governo.

"Resolvi concorrer a presidente devido a pedidos de vários sindicatos porque reconheceram a minha gestão", afirmou Felício. Artur Henrique da Silva Santos destacou que resolveu entrar na disputa dentro da proposta da própria CUT de renovar seus quadros. João Vaccari não foi localizado.

Mesmo com interesse de se efetivar no cargo, o presidente interino Wagner Gomes admitiu a pouca possibilidade de ficar com a vaga. "Seria uma honra ficar na presidência. É difícil isso acontecer, mas não impossível."

Já a ala minoritária e radical da CUT não lançou candidato, reconhecendo falta de chances. Esse bloco é representado pela ASS (Alternativa Sindical Socialista), dissidentes da Articulação e pelo P-Sol. "Quem for escolhido, estará ligado a um movimento que abandonou as bandeiras históricas", lamentou a diretora-executiva da CUT nacional, Lurjan Maria Bacelar de Miranda.

Os presidentes

1983-1994
Jair Meneguelli
Categoria: metalúrgica
 
1994-2000
Vicente Paulo da Silva, o Vicentinho
Categoria: metalúrgica
 
2000-2003
João Felício
Categoria: professores
 
2003-2005
Luiz Marinho
Categoria: metalúrgica

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