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Falso show do Falamansa é anunciado no Orkut


Gabriel Batista
Do Diário do Grande ABC

22/07/2005 | 08:02


Um falso show da banda de forró Falamansa foi divulgado no site de relacionamentos Orkut e teve ingressos vendidos em São Bernardo. O vendedor Erik Rodrigues dos Santos, 23 anos, criou a comunidade Família Falamansa no Orkut e deixou mensagem em que afirmou vender convites para o show da banda na casa noturna Napoleão Bar, na esquina das ruas Jurubatuba e Rio Branco, no Centro. Ele anunciou a apresentação para este sábado, às 21h. A promotora de eventos Márcia Cavalcante de Mello foi quem distribuiu os ingressos – que não mencionavam a banda Falamansa, mas um concurso de forró no Napoleão Bar. Márcia, no entanto, não tinha fechado contrato com a casa.

A proprietária do Napoleão Bar, Maria Regina Fanani, 47 anos, e o empresário do grupo Falamansa, Fábio Cruz, acusam as pessoas que imprimiram e venderam ingressos de estelionatários. Na terça-feira, a polícia deteve o vendedor Erik Santos com ingressos falsos em uma lan house da avenida Robert Kennedy, em São Bernardo. Erik, a promotora de eventos Márcia e mais duas pessoas envolvidas com a comercialização do show fictício foram ouvidos no 1º DP da cidade, e liberados em seguida.

A empresa que administra os negócios do grupo Falamansa descobriu na segunda-feira a veiculação do falso show na Internet. Um funcionário da empresa é encarregado de entrar no Orkut para se informar sobre os comentários de fãs da banda. Na comunidade Família Falamansa, havia uma mensagem atribuída ao vendedor Erik Santos.

No recado deixado pelo vendedor no Orkut, estava escrito: "Aeh pessoal, seguinte, dia 23.07, a partir das 21:00, vai ter show do Falamansa no Napoleão Bar em São Bernardo do Campo (ABC-SP). Quem estiver interessado, estou vendendo convites a R$ 20, com direito a churrasco na faixa. Mas andem logo, estão acabando os convites." Abaixo da mensagem, Erik deixou seu telefone celular. Nesta quinta-feira, a comunidade não existia mais.

Ao perceber o anúncio do evento em São Bernardo, o funcionário avisou o empresário responsável pelo grupo de forró, Fábio Cruz. "Verifiquei a agenda e os contratos. Neste sábado, o grupo tem um show em Barra do Garça, no Mato Grosso. Não havia nada fechado para São Bernardo", afirmou Cruz. O empresário entrou em contato com a dona do Napoleão Bar, Maria Regina Fanani, que ficou surpresa com a notícia.

Maria Regina ligou para o celular de Erik e pediu para comprar um ingresso. Ele disse que a esperava na lan house, e passou-lhe o endereço. A dona do Napoleão Bar procurou a polícia e foi ao encontro de Erik acompanhada de cinco investigadores. Na lan house, Erik foi detido e levado algemado para o 1º DP de São Bernardo. A promotora de eventos Márcia e outros dois vendedores foram chamados em seguida para prestar depoimento na condição de averiguados.

O delegado titular Pietrantonio Minichillo de Araújo abriu um inquérito sobre crime contra as relações de consumo, delito um pouco mais leve que o estelionato, e liberou os averiguados. "Tinha informação sobre o show na página do Orkut. Até aí, é pouco para mandar alguém para a cadeia. Mas vamos investigar e quem tiver culpa será indiciado", disse o delegado. Ele reforçou que não descarta a hipótese de estelionato nem a possibilidade de tudo ser apenas um mal entendido. A polícia não sabe quantos convites foram vendidos.

O delegado Pietrantonio diz que optou por não fazer uma prisão em flagrante porque o ingresso não anunciava apresentação da banda Falamansa, e também por apurar que a vendedora Márcia havia entrado em contato com a dona do Napoleão Bar há um mês. A vendedora, no entanto, não fechou contrato de aluguel do espaço com a casa e vendeu convites mesmo assim.

Erik e Márcia negam a prática de crime e dizem que o episódio não passou de um "equívoco total". "Foi um engano que cometi. A Márcia me passou informação sobre um evento e entendi errado, achei que tinha a participação do Falamansa", disse Erik. "Não posso responder pelo erro do Erik. Mas distribuí os ingressos antes de fechar com a casa porque tinha certeza de que era impossível perder a data reservada", afirma Márcia.

A proprietária do Napoleão Bar, Maria Regina, diz que foi procurada pela promotora de eventos Márcia, mas que o contrato não foi fechado. Maria Regina afirma que a promotora de eventos queria alugar o espaço para uma entidade assistencial que faria um encontro com música em baixo volume. "Ela nunca falou em concurso de forró. E eu não trabalho com vendas de ingressos para o público em geral, apenas para pessoas da empresa locatária", disse a dona do Napoleão Bar.

O Napoleão Bar já promoveu forró universitários entre 1999 e 2000. Mas, desde 2003, concentra-se em alugar o espaço para empresas e bufês.



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Falso show do Falamansa é anunciado no Orkut

Gabriel Batista
Do Diário do Grande ABC

22/07/2005 | 08:02


Um falso show da banda de forró Falamansa foi divulgado no site de relacionamentos Orkut e teve ingressos vendidos em São Bernardo. O vendedor Erik Rodrigues dos Santos, 23 anos, criou a comunidade Família Falamansa no Orkut e deixou mensagem em que afirmou vender convites para o show da banda na casa noturna Napoleão Bar, na esquina das ruas Jurubatuba e Rio Branco, no Centro. Ele anunciou a apresentação para este sábado, às 21h. A promotora de eventos Márcia Cavalcante de Mello foi quem distribuiu os ingressos – que não mencionavam a banda Falamansa, mas um concurso de forró no Napoleão Bar. Márcia, no entanto, não tinha fechado contrato com a casa.

A proprietária do Napoleão Bar, Maria Regina Fanani, 47 anos, e o empresário do grupo Falamansa, Fábio Cruz, acusam as pessoas que imprimiram e venderam ingressos de estelionatários. Na terça-feira, a polícia deteve o vendedor Erik Santos com ingressos falsos em uma lan house da avenida Robert Kennedy, em São Bernardo. Erik, a promotora de eventos Márcia e mais duas pessoas envolvidas com a comercialização do show fictício foram ouvidos no 1º DP da cidade, e liberados em seguida.

A empresa que administra os negócios do grupo Falamansa descobriu na segunda-feira a veiculação do falso show na Internet. Um funcionário da empresa é encarregado de entrar no Orkut para se informar sobre os comentários de fãs da banda. Na comunidade Família Falamansa, havia uma mensagem atribuída ao vendedor Erik Santos.

No recado deixado pelo vendedor no Orkut, estava escrito: "Aeh pessoal, seguinte, dia 23.07, a partir das 21:00, vai ter show do Falamansa no Napoleão Bar em São Bernardo do Campo (ABC-SP). Quem estiver interessado, estou vendendo convites a R$ 20, com direito a churrasco na faixa. Mas andem logo, estão acabando os convites." Abaixo da mensagem, Erik deixou seu telefone celular. Nesta quinta-feira, a comunidade não existia mais.

Ao perceber o anúncio do evento em São Bernardo, o funcionário avisou o empresário responsável pelo grupo de forró, Fábio Cruz. "Verifiquei a agenda e os contratos. Neste sábado, o grupo tem um show em Barra do Garça, no Mato Grosso. Não havia nada fechado para São Bernardo", afirmou Cruz. O empresário entrou em contato com a dona do Napoleão Bar, Maria Regina Fanani, que ficou surpresa com a notícia.

Maria Regina ligou para o celular de Erik e pediu para comprar um ingresso. Ele disse que a esperava na lan house, e passou-lhe o endereço. A dona do Napoleão Bar procurou a polícia e foi ao encontro de Erik acompanhada de cinco investigadores. Na lan house, Erik foi detido e levado algemado para o 1º DP de São Bernardo. A promotora de eventos Márcia e outros dois vendedores foram chamados em seguida para prestar depoimento na condição de averiguados.

O delegado titular Pietrantonio Minichillo de Araújo abriu um inquérito sobre crime contra as relações de consumo, delito um pouco mais leve que o estelionato, e liberou os averiguados. "Tinha informação sobre o show na página do Orkut. Até aí, é pouco para mandar alguém para a cadeia. Mas vamos investigar e quem tiver culpa será indiciado", disse o delegado. Ele reforçou que não descarta a hipótese de estelionato nem a possibilidade de tudo ser apenas um mal entendido. A polícia não sabe quantos convites foram vendidos.

O delegado Pietrantonio diz que optou por não fazer uma prisão em flagrante porque o ingresso não anunciava apresentação da banda Falamansa, e também por apurar que a vendedora Márcia havia entrado em contato com a dona do Napoleão Bar há um mês. A vendedora, no entanto, não fechou contrato de aluguel do espaço com a casa e vendeu convites mesmo assim.

Erik e Márcia negam a prática de crime e dizem que o episódio não passou de um "equívoco total". "Foi um engano que cometi. A Márcia me passou informação sobre um evento e entendi errado, achei que tinha a participação do Falamansa", disse Erik. "Não posso responder pelo erro do Erik. Mas distribuí os ingressos antes de fechar com a casa porque tinha certeza de que era impossível perder a data reservada", afirma Márcia.

A proprietária do Napoleão Bar, Maria Regina, diz que foi procurada pela promotora de eventos Márcia, mas que o contrato não foi fechado. Maria Regina afirma que a promotora de eventos queria alugar o espaço para uma entidade assistencial que faria um encontro com música em baixo volume. "Ela nunca falou em concurso de forró. E eu não trabalho com vendas de ingressos para o público em geral, apenas para pessoas da empresa locatária", disse a dona do Napoleão Bar.

O Napoleão Bar já promoveu forró universitários entre 1999 e 2000. Mas, desde 2003, concentra-se em alugar o espaço para empresas e bufês.

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