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Consorciado vai à polícia para tentar reaver carro


Luciana Sereno
Do Diário do Grande ABC

22/02/2005 | 14:23


Às vésperas de quitar as 60 parcelas de um consórcio, o zelador de São Caetano Dinaílson Teixeira Silva, 29 anos, foi contemplado. Com a carta de crédito em mãos, o consumidor foi até uma loja da rede Sopave, escolheu o carro e voltou para casa realizado. Foi o primeiro carro de Silva. A sensação de conquista, porém, durou pouco. Três meses após colocar seu primeiro carro na garagem, Silva descobriu que o veículo está com restrições: tem registro por busca e apreensão solicitado pelo antigo proprietário e expedido pela Justiça. Isso porque essa pessoa teria deixado o veículo em consignação na Sopave e não recebeu o pagamento por ocasião da venda para o zelador. O caso foi parar na polícia, que abriu inquérito para investigar a ocorrência.

“Segui a orientação do Procon e comprei o carro em uma loja autorizada para ter garantia e os demais benefícios, mas me dei mal do mesmo jeito”, desabafa Silva, com o carnê das cinco prestações restantes do plano de consórcio em mãos. “A loja não quer me devolver a carta de crédito. Terei de gastar com advogado para tentar conseguir o dinheiro de volta.” Os órgãos de defesa do consumidor afirmam que o caminho da Justiça é o único que o lesado tem para conseguir ser ressarcido, caso não consiga acordo amigável com a loja. A carta de crédito é de pouco mais de R$ 15 mil.

A ouvidoria da unidade da Sopave da avenida Nazaré, em São Paulo, onde Silva trocou sua carta de crédito, explicou que o “transtorno” foi causado por problemas internos no processo da loja e afirmou que o zelador não ficará com o prejuízo. A loja informou que não pode devolver a carta de crédito, mas afirma que vai regularizar a situação do Golf escolhido pelo zelador ou conceder outro veículo no mesmo valor.

Segundo explica a ouvidoria da loja, em concordância com a polícia, o “mal entendido” é decorrente do atraso no acerto entre a concessionária e o antigo proprietário do carro. A ouvidoria explica que o procedimento legal é acertar o pagamento em até dez dias após a venda do carro, mas que, “devido a problemas no caixa”, aguardava receber o valor da carta de crédito para quitar a dívida junto ao antigo dono. A lentidão do processo na concessionária levou o proprietário anterior a pedir o bloqueio do carro junto a autoridades de trânsito.

O zelador de São Caetano conta que descobriu o problema no último dia 12, três meses após ter comprado o carro, quando tentou negociar o Golf em uma loja de veículos de Santo André. “Fui vender porque juntei um pouco mais de dinheiro e queria outro carro, mas quando fizeram a pesquisa para verificar a situação do Golf – se tinha multas ou outro problema – descobriram a restrição e perdi o negócio.”

Desde então, Silva tenta resolver o problema junto à unidade da Sopave de São Paulo. O zelador devolveu o veículo, mas não conseguiu receber a carta de crédito. “Houve resistência da loja para me devolver a carta de crédito ou dar outro carro, por isso procurei a polícia.” No 17º Distrito Policial da capital, localizado no Ipiranga, foi aberto inquérito para investigar outros casos semelhantes que envolvem a rede autorizada. Após ser procurada pelo Diário, a Sopave garantiu que vai ressarcir Dinaílson Teixeira Silva.



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Consorciado vai à polícia para tentar reaver carro

Luciana Sereno
Do Diário do Grande ABC

22/02/2005 | 14:23


Às vésperas de quitar as 60 parcelas de um consórcio, o zelador de São Caetano Dinaílson Teixeira Silva, 29 anos, foi contemplado. Com a carta de crédito em mãos, o consumidor foi até uma loja da rede Sopave, escolheu o carro e voltou para casa realizado. Foi o primeiro carro de Silva. A sensação de conquista, porém, durou pouco. Três meses após colocar seu primeiro carro na garagem, Silva descobriu que o veículo está com restrições: tem registro por busca e apreensão solicitado pelo antigo proprietário e expedido pela Justiça. Isso porque essa pessoa teria deixado o veículo em consignação na Sopave e não recebeu o pagamento por ocasião da venda para o zelador. O caso foi parar na polícia, que abriu inquérito para investigar a ocorrência.

“Segui a orientação do Procon e comprei o carro em uma loja autorizada para ter garantia e os demais benefícios, mas me dei mal do mesmo jeito”, desabafa Silva, com o carnê das cinco prestações restantes do plano de consórcio em mãos. “A loja não quer me devolver a carta de crédito. Terei de gastar com advogado para tentar conseguir o dinheiro de volta.” Os órgãos de defesa do consumidor afirmam que o caminho da Justiça é o único que o lesado tem para conseguir ser ressarcido, caso não consiga acordo amigável com a loja. A carta de crédito é de pouco mais de R$ 15 mil.

A ouvidoria da unidade da Sopave da avenida Nazaré, em São Paulo, onde Silva trocou sua carta de crédito, explicou que o “transtorno” foi causado por problemas internos no processo da loja e afirmou que o zelador não ficará com o prejuízo. A loja informou que não pode devolver a carta de crédito, mas afirma que vai regularizar a situação do Golf escolhido pelo zelador ou conceder outro veículo no mesmo valor.

Segundo explica a ouvidoria da loja, em concordância com a polícia, o “mal entendido” é decorrente do atraso no acerto entre a concessionária e o antigo proprietário do carro. A ouvidoria explica que o procedimento legal é acertar o pagamento em até dez dias após a venda do carro, mas que, “devido a problemas no caixa”, aguardava receber o valor da carta de crédito para quitar a dívida junto ao antigo dono. A lentidão do processo na concessionária levou o proprietário anterior a pedir o bloqueio do carro junto a autoridades de trânsito.

O zelador de São Caetano conta que descobriu o problema no último dia 12, três meses após ter comprado o carro, quando tentou negociar o Golf em uma loja de veículos de Santo André. “Fui vender porque juntei um pouco mais de dinheiro e queria outro carro, mas quando fizeram a pesquisa para verificar a situação do Golf – se tinha multas ou outro problema – descobriram a restrição e perdi o negócio.”

Desde então, Silva tenta resolver o problema junto à unidade da Sopave de São Paulo. O zelador devolveu o veículo, mas não conseguiu receber a carta de crédito. “Houve resistência da loja para me devolver a carta de crédito ou dar outro carro, por isso procurei a polícia.” No 17º Distrito Policial da capital, localizado no Ipiranga, foi aberto inquérito para investigar outros casos semelhantes que envolvem a rede autorizada. Após ser procurada pelo Diário, a Sopave garantiu que vai ressarcir Dinaílson Teixeira Silva.

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