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Melancia e abacaxi geram prejuízo de R$ 450 mil


Paula Cabrera
Do Diário do Grande ABC

25/01/2010 | 07:01


A chuva de quinta-feira acabou com boa parte do estoque de melancia e abacaxi no Ceagesp (Companhia de Entrepostos e Armazéns Gerais de São Paulo). De acordo com o Ceagesp, o prejuízo só com estes itens chegou a R$ 450 mil. Além disso, o assessor técnico da Ceagesp, José Carlos Videira, estima que cerca de R$ 15 milhões deixaram de ser arrecadados pelo fechamento da Companhia na quinta-feira por conta da enchente que acometeu o local.

"Perdemos 570 toneladas de melancia e abacaxi, o que representa 80% do armazenamento. Quando inundam as ruas internas, que são 44, independentemente de afetar o produto ou não, fechamos o mercado: ninguém entra, nem sai. O impacto na comercialização de produtos chega a R$ 15 milhões de perda."

No Grande ABC, as chuvas também trouxeram problemas diretos para comerciantes e revendedores de frutas, verduras e legumes. Robson Fagundes, de 39 anos, dono de uma lanchonete no Bairro Jardim, em Santo André, afirma que com a alta dos preços dos hortifrutis, os lucros caem. "Não posso deixar de comprar tomates, alfaces ou frutas. Mesmo com preços mais altos. É ruim porque nossos preços não sobem, mas, pelo menos, mantemos a qualidade", conta.

Para diminuir perdas, a Companhia fornece lista dos produtos que devem ser evitados nestes períodos (arte acima).

ÍNDICES - Segundo a Ceagesp, as fortes chuvas que ocorreram no mês nas principais regiões produtoras afetaram significativamente a plantação de praticamente todas as folhagens e produtos sensíveis. O aumento mais acentuado foi no setor de verduras com 56,08%, puxado principalmente pela alta do coentro (228,71%), escarola (89,7%) e brócolis (88,70%). Outros aumentos foram nos setores de legumes (12,51%) e Pescado (6,71%).

Consumidores optam por substituir produtos com preços em alta

Descontentes com o aumento nos hortifrutigranjeiro no Grande ABC, consumidores reclamam que o prejuízo de feirantes por causa da chuva tenha de ser pago pelos compradores.

Com a alta temporada de diversas frutas, donas de casa tem optado por substituir itens caros por outros que caibam no bolso.

É o caso de Lurdes Kiwukawa, que andou medindo os preços da feira, ontem, antes de avaliar o que levaria para casa. "Mamão não vai, está caro e muito feio, optei pela banana. Temos de inventar para não perder", afirma a dona de casa.

Lurdes completa que, apesar da chuva, as más condições do alimentos deveriam ser analisadas. "As frutas estão estragando, não ficam boas, verduras, nem passo perto. Tinha de ver isso melhor", diz.

Já o funileiro industrial José Milton Praxedes afirma que a falta de tempo dificulta sua situação. "Sou viúvo e não tenho tempo para pesquisar preços. Mesmo com tudo mais caro, levo", conta.

O feirante Dorival Carvalho explica que com a alta dos preços, consumidores preferem levar menos produtos ou deixá-los na gôndola. "Vendemos, mas não como antes. Melancia não vende quando chove, como agora, só sai quando está muito calor."

Para substituir o produto, o feirante aposta na laranja. "Mesmo com o preço um pouco mais alto, é uma fruta que sempre sai", pontua.

Laranja, ovos e carne foram vilões da semana

Os preços da laranja, carne bovina e ovos brancos foram os que mais tiveram alteração na semana passada. Segundo a Craisa (Companhia Regional de Abastecimento Integrado de Santo André), o quilo da laranja ficou 11,63% mais caro. Os ovos brancos tiveram aumento de 8,37% e a carne bovina de primeira, 7,15%.

O assessor técnico da Ceagesp (Companhia de Entrepostos e Armazéns Gerais de São Paulo) explica que a baixa validade dos produtos perecíveis faz com que as altas de preços sejam inevitáveis até o fim deste mês, quando ainda há previsão de chuvas que podem atrapalhar o funcionamento da Companhia.

Mas, apesar do aumento nos preços, o engenheiro agrônomo da Companhia, Fabio Vezzá de Benedetto, comenta que os valores não devem preocupar consumidores. "É uma análise semanal e isso varia muito. Sabemos que alguns produtos estão com preço subindo, mas, por exemplo, o arroz, apesar do preço atual, está em queda. Então, nestes casos, é melhor aguardar o fechamento do mês para avalizar a situação."

No mercado e nas feiras livres da região, a procura pelos produtos já mostrou queda. Maças, laranjas e ovos foram os primeiros a serem cortados da lista de compra dos consumidores.

Para evitar o desabastecimento em casa, a dona de casa Ivone Kakinoff até comprou laranja, mas em menor quantidade. "Compramos mais variedades, um pouco de tudo, para ficar menos pesado no orçamento", pontua.

A comerciante Sueli Viana Oliveira atesta que a carne bovina foi a que mais registrou alta nos últimos dias. "O preço está muito elevado e acredito que com tantas chuvas, com tanta dificuldade nos transportes de carga, deve aumentar ainda mais."

Para amenizar os altos preços, Benedetto alerta que é necessário ter disposição para cotar o produto em diferentes locais. "Nos mercados, é bom comprar hortifrutis entre terça e quarta-fera, quando há sempre promoções", indica.

O conselho do engenheiro também é reiterado pela dona de casa, Eurides Ferreira da Silva, que diz que as andanças pelos melhores preços ajudam nas contas. "Sempre prefiro comprar verduras nas quartas e quintas. Em outros dias da semana os valores desses produtos são muito mais altos."



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