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Andreenses disputam Sul-Americano de squash

Edmilson Magalhães/DGABC Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra

Marta Teixeira
Do Diário do Grande ABC

25/01/2010 | 07:00


"Tenho grandes planos para o futuro", avisa Mairin Del Corto Motta. Aos 16 anos, ela é uma das quatro representantes andreenses na equipe brasileira que disputa o Campeonato Sul-Americano Juvenil de Squash, em Belo Horizonte (MG), de hoje até dia 30. Giovanna Paola Ambrozi, Caio e Vitor Magnani completam o quarteto e todos estão bancando do próprio bolso a participação.

Cada família está desembolsando cerca de R$ 1.000 por atleta, R$ 400 apenas com a taxa de inscrição. A rotina é a mesma que possibilitou a classificação do grupo para o evento. Contando apenas com paitrocínios, os atletas tiveram de cobrir as despesas para participar das etapas do Circuito Brasileiro e conquistar os pontos necessários no ranking.

Todos são jovens e investem na modalidade que descobriram há não muito tempo. Mairin é a veterana com três anos de squash. "Estamos ralando para conseguir os resultados. A prioridade é o estudo, mas quero seguir carreira no squash", diz a atleta, que sonha em participar dos Jogos Pan-Americanos de Guadalajara-2011.

Empenho não falta. Segundo o técnico Rodrigo Gambini, Mairin está pré-classificada para o Pan-Americano e o Mundial da modalidade, este último em julho, no Equador. "Recebi o e-mail da confederação confirmando que ela tem a vaga. Só depende de ter condições financeiras para participar do Mundial", diz Gambini.

Na família Magnani os gastos são dobrados e a dedicação dos irmãos não é menor. Mesmo sem planos de ser jogador profissional, Vitor, 10 anos, encarou os treinos na última temporada cursando a escola em período integral. "Ia direto para o treino e ficava até a noite", lembra. "Estávamos nos esforçando bastante para conseguir as vagas e fomos melhorando torneio a torneio."

Foi a evolução que empolgou Caio, 14 anos. "No começo não esperava muito. Fomos à primeira etapa do Brasileiro e o nível era muito alto, mas fui diminuindo a diferença." No final, venceu uma etapa (Brasília) e ficou em segundo no ranking nacional. "Quero ser profissional. Não vai ser moleza, tem de batalhar muito."

Giovanna, 11 anos, abriu mão do tênis para praticar squash e em seis meses garantiu a vaga em Belo Horizonte, fechando o ano como vice-campeã brasileira em sua categoria. "Estou ansiosa e também com medo para o Sul-Americano", diz empolgada para sua primeira competição internacional.

Responsáveis pelo treinamento do grupo, os técnicos Gambini e Raquel Del Corto estão otimistas. "Argentina e Colômbia são os grandes nomes da América do Sul", lembra Raquel. Sete países estão inscritos.

EM BUSCA DE APOIO - Praticar squash não é barato. O custo médio de uma raquete é R$ 300, a hora/aula sai, em média, R$ 60, e um par de tênis adequado ao esporte, R$ 200. "Queremos um parceiro para montar um trabalho social e fazer mais crianças conhecerem este esporte. Tem muita gente perdida por aí com talento", destaca Raquel.

Associação investe para ser potência no esporte

Local de treinamento do grupo que disputa o Sul-Americano Juvenil de Squash, a Associação dos Servidores Públicos Municipais de Santo André aposta no crescimento da modalidade na região. Em novembro, iniciou a construção de três novas quadras em sua sede.

A obra, orçada em R$ 250 mil e bancada pela FIG Incorporadora e Construtora Ltda, tem previsão de entrega em fevereiro e foi realizada para adequar a instalação a competições mais importantes.

Construídas em dimensões oficiais, as quadras terão piso de madeira certificada e sistema de amortecimento flutuante, atendendo ao padrão estabelecido pela Confederação Brasileira da modalidade. O local também terá vestiários masculino e feminino.

De acordo com o diretor de marketing da Associação, Ronaldo Musial, o objetivo é trazer etapas de diversos circuitos para o local, estimulando a prática do squash. "A Associação está aberta para todas as modalidades", explica. "Queremos mostrar que não é só vôlei, basquete e futebol, há muitos esportes (no programa dos Jogos) Pan-Americanos que têm potencial. Santo André já foi imbatível em muitas modalidades no passado e queremos viabilizar este projeto para resgatar esta história."

No ano passado, o grupo criou o Circuito de Squash do ABC. Agora, sonha com uma etapa do Paulista e até do Brasileiro. Em agosto, já está confirmada uma das etapas do Circuito Regional.

O projeto, afirma Musial, é de longo prazo. "Estamos conversando com patrocinadores para conseguir novos apoios. Hoje lançamos a semente e vamos divulgar o squash para novos atletas. Temos dez anos de exploração (da quadra) fechados e queremos investir nisto. Nosso projeto não é só construir as quadras, mas fazer com que Santo André vire uma potência no squash."



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