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Agenda fraca e instabilidade externa deixam Ibovespa sem norte



18/09/2020 | 11:59


Depois de uma semana de espera por decisões de política monetária no mundo, a Bolsa brasileira pode ter uma trégua - no sentido de movimentos abruptos -, mas sem abandonar a instabilidade, já que o clima entre governo e equipe econômica ainda não é dos melhores. A indefinição das bolsas internacionais atinge o Ibovespa, que é influenciado também pela agenda de indicadores com poucas divulgações.

O único destaque é o índice de sentimento do consumidor nos EUA da Universidade de Michigan, preliminar de setembro. O indicador subiu de 74,1 em agosto para 78,9 em setembro, superando a previsão de 75,4.

Após a divulgação, as bolsas em Nova York passaram a subir, mas, às 11h36, cediam até 0,34%, em dia de vencimento quádruplo por lá, e de temores com o aumento de novos casos de covid-19, especialmente na Europa, onde as bolsas caem.

Às 11h45, o Ibovespa caía 0,22%, aos 99.876,41 pontos.

"O dia deve ser de um Ibovespa um pouco mais flat andando de forma horizontal. Na agenda não tem muita coisa. Aqui, tivemos a segunda prévia do IGP-M de setembro de 4,57% ante 2,34%, que reforçou aceleração da inflação. Isso é um ponto importante a ser observado", descreve Sandra Peres, analista da fintech de investimentos Trademap.

No campo corporativo, uma das informações é a de que o presidente Jair Bolsonaro afirmou que o Banco do Brasil, a Caixa Econômica Federal e a Casa da Moeda não serão privatizados em seu governo. As ações do BB caíam 1,43%, puxando os demais papéis do setor.

Enquanto o Ibovespa acumula queda de 13,81% em 2020, BB, por exemplo, cai 38,34% no período. "Além de os bancos estarem defasado em relação à Bolsa, sofreram muito com os efeitos da pandemia de coronavírus", ressalta Luiz Roberto Monteiro, operador da mesa institucional da Renascença DTVM.

"O tema privatização sempre movimenta os negócios, já que é aguardado pelo mercado. Apesar de o presidente dizer que essas instituições não serão privatizar em seu governo, o fato de indicar que outras empresas poderão passar pelo processo é um bom sinal", avalia Sandra.

No entanto, a analista ressalta que o setor de commodities pode limitar eventual queda do Ibovespa, que ontem fechou em alta de 0,42%, aos 100.097,83 pontos, podendo terminar a semana com valorização.

O minério de ferro negociado no porto chinês de Qindgao, fechou com elevação de 2,08%, a US$ 124,90 a tonelada. Vale ON subia 0,61%. Já Petrobras cedia em torno de 1,00%, a despeito da alta do petróleo no mercado internacional, diante da expectativa do julgamento do pedido das Mesas da Câmara dos Deputados, do Senado e do Congresso para impedir a venda pela Petrobras de suas refinarias.

Ainda sobre a petrolífera, a empresa deu início à divulgação da oportunidade (teaser) referente à venda da totalidade de suas ações na Araucária Nitrogenados (Ansa), localizada em Araucária (PR). Com isso, a companhia prossegue com o processo de desinvestimentos.



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Agenda fraca e instabilidade externa deixam Ibovespa sem norte


18/09/2020 | 11:59


Depois de uma semana de espera por decisões de política monetária no mundo, a Bolsa brasileira pode ter uma trégua - no sentido de movimentos abruptos -, mas sem abandonar a instabilidade, já que o clima entre governo e equipe econômica ainda não é dos melhores. A indefinição das bolsas internacionais atinge o Ibovespa, que é influenciado também pela agenda de indicadores com poucas divulgações.

O único destaque é o índice de sentimento do consumidor nos EUA da Universidade de Michigan, preliminar de setembro. O indicador subiu de 74,1 em agosto para 78,9 em setembro, superando a previsão de 75,4.

Após a divulgação, as bolsas em Nova York passaram a subir, mas, às 11h36, cediam até 0,34%, em dia de vencimento quádruplo por lá, e de temores com o aumento de novos casos de covid-19, especialmente na Europa, onde as bolsas caem.

Às 11h45, o Ibovespa caía 0,22%, aos 99.876,41 pontos.

"O dia deve ser de um Ibovespa um pouco mais flat andando de forma horizontal. Na agenda não tem muita coisa. Aqui, tivemos a segunda prévia do IGP-M de setembro de 4,57% ante 2,34%, que reforçou aceleração da inflação. Isso é um ponto importante a ser observado", descreve Sandra Peres, analista da fintech de investimentos Trademap.

No campo corporativo, uma das informações é a de que o presidente Jair Bolsonaro afirmou que o Banco do Brasil, a Caixa Econômica Federal e a Casa da Moeda não serão privatizados em seu governo. As ações do BB caíam 1,43%, puxando os demais papéis do setor.

Enquanto o Ibovespa acumula queda de 13,81% em 2020, BB, por exemplo, cai 38,34% no período. "Além de os bancos estarem defasado em relação à Bolsa, sofreram muito com os efeitos da pandemia de coronavírus", ressalta Luiz Roberto Monteiro, operador da mesa institucional da Renascença DTVM.

"O tema privatização sempre movimenta os negócios, já que é aguardado pelo mercado. Apesar de o presidente dizer que essas instituições não serão privatizar em seu governo, o fato de indicar que outras empresas poderão passar pelo processo é um bom sinal", avalia Sandra.

No entanto, a analista ressalta que o setor de commodities pode limitar eventual queda do Ibovespa, que ontem fechou em alta de 0,42%, aos 100.097,83 pontos, podendo terminar a semana com valorização.

O minério de ferro negociado no porto chinês de Qindgao, fechou com elevação de 2,08%, a US$ 124,90 a tonelada. Vale ON subia 0,61%. Já Petrobras cedia em torno de 1,00%, a despeito da alta do petróleo no mercado internacional, diante da expectativa do julgamento do pedido das Mesas da Câmara dos Deputados, do Senado e do Congresso para impedir a venda pela Petrobras de suas refinarias.

Ainda sobre a petrolífera, a empresa deu início à divulgação da oportunidade (teaser) referente à venda da totalidade de suas ações na Araucária Nitrogenados (Ansa), localizada em Araucária (PR). Com isso, a companhia prossegue com o processo de desinvestimentos.

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