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PF tem mais policiais militares suspeitos de participar de chacina


Do Diário OnLine
Com Agência Brasil

03/04/2005 | 15:56


A Superintendência Regional da Polícia Federal já identificou mais policiais militares suspeitos de participação na chacina que deixou 30 mortos nos municípios de Nova Iguaçu e Queimados, na Baixada Fluminense, na noite da última quinta-feira. O delegado José Milton Rodrigues, no entanto, não forneceu detalhes "para não atrapalhar as investigações" no inquérito policial aberto em atendimento a determinação do ministro da Justiça, Márcio Thomaz Bastos, na delegacia da PF em Nova Iguaçu.

Outros dois policiais militares foram presos neste sábado e reconhecidos por testemunhas como participantes do massacre. José Augusto Moreira Felipe, 32 anos, e Fabiano Gonçalves Lopes, 30, operam no 24º BPM (Queimados) e estão em prisão administrativa neste quartel. A prisão provisória ou preventiva precisa ser decretada por um juiz da comarca da região onde ocorreram os crimes, esclareceu o superintendente da Polícia Federal. Os dois ficarão à disposição da Polícia Civil estadual e terão sua prisão pedida também por ordem judicial.

O delegado José Milton Rodrigues disse que ao final todas as informações serão repassadas para o mesmo local, que vai instruir um único processo. O número de agentes federais envolvidos nas diligências também não foi informado pela superintendência regional da PF.

A comissão criada pela Secretaria de Segurança Pública para investigar a chacina mantém neste domingo o trabalho de investigação dos culpados. Agentes da Polícia Federal de Nova Iguaçu e da Superintendência do órgão no Rio de Janeiro apóiam as investigações.

No sábado, o secretário de Segurança Pública do Rio de Janeiro, Marcelo Itagiba, determinou que o delegado Paulo Souto, subsecretário de Planejamento e Integração Operacional, coordene as investigações sobre chacina e que todas as testemunhas do crime sejam imediatamente localizadas e recebam proteção policial.

Represália- O secretário de Segurança Pública acredita que a ação foi uma represália à prisão de oito policiais militares do 15º Batalhão, ocorrida durante a Operação 'Navalha na Carne'. Eles são acusados de assassinar e cortar a cabeça de duas pessoas — uma delas não tinha passagem pela polícia.

Eles foram descobertos porque uma câmera instalada perto do batalhão registrou o momento em que oito homens, sete deles com uniformes da PM, chegam em dois Gols da polícia e tiram os cor corpos do veículo, assim como uma cabeça decepada.



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