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Uruguai quer seguir exemplo brasileiro nas relações com o FMI


Da AFP

11/04/2005 | 11:26


O novo governo uruguaio deseja seguir o exemplo brasileiro em suas relações com o FMI (Fundo Monetário Internacional) para não continuar dependendo no futuro de sua assistência financeira, declarou nesta segunda-feira o ministro das Finanças uruguaio, Danilo Astori.

"É um caminho muito similar ao do Brasil", admitiu o ministro que se vai reunir a partir da próxima quinta-feira com os representantes FMI, em Washington, para tentar fechar um acordo stand-by por três anos, por um valor ainda a ser definido.

"Estamos acompanhando com muitíssima atenção a experiência brasileira", acrescentou o ministro, ao referir-se à recente decisão do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva de não solicitar um novo acordo com o Fundo, depois de ter sido beneficiado programa em seus primeiros anos no poder.

 "Nós cremos que é o caminho mais apropriado", afirmou o ministro do primeiro Governo uruguaio de esquerda, que assumiu em 1º de março. Astori, que participa na reunião anual do BID (Banco Interamericano de Desenvolvimento), realizada até a terça-feira na cidade japonesa de Okinawa (Sul) garantiu que as negociações visam reduzir o endividamento com o FMI.

"Estamos encarando este programa de maneira que num futuro próximo, o Uruguai não continue dependendo da assistência financeira do FMI", destacou. "Naturalmente isso não será rápido. Neste momento, nossa dívida com o organismo é muito importante, mas nos propomos a reduzi-la e no futuro, começar uma etapa em que não precisemos das muletas do FMI", sustentou.

O ministro assegurou que o novo acordo "não vai aumentar nossa dívida com o Fundo, mas vamos nos concentrar num programa de amortizações com o FMI sobre a base do programa que previamente fechamos". As autoridades do organismo financeiro já aprovaram o "programa de reformas e de transformações que são a base fundamental do programa do Governo" do presidente Tabará Vázquez.

Em Washington, as conversas com as autoridades do Fundo terão que determinar "a definição de dois aspectos que são muito importantes, que se referem ao tema fiscal e ao acesso aos recursos" da instituição financeira, explicou Astori. "Queremos fechar com o Fundo um programa de acesso que seja compatível com as restrições financeiras do Uruguai, que são muito grandes", disse, destacando que o valor do programa stand-by deverá ser "compatível" com estas limitações.


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