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TRE-SP deixa Dedé inelegível por uso indevido de jornal local

Nario Barbosa/DGABC Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra

Ação proposta por Kiko diz que popular-socialista desequilibrou cobertura da eleição em Ribeirão


Junior Carvalho

10/05/2017 | 07:00


O TRE-SP (Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo) decidiu ontem, por seis votos a zero, tornar inelegível o ex-prefeiturável e segundo colocado na eleição de 2016, Edinaldo de Menezes (PPS), o Dedé, em Ribeirão Pires.

A ação proposta pelo atual prefeito do município, Adler Kiko Teixeira (PSB), tenta enquadrar Dedé na Lei de Ficha Limpa e o acusa de uso indevido dos meios de comunicação, já que o popular-socialista é irmão da sócia-diretora do jornal Folha de Ribeirão Pires.

Os advogados de Kiko sustentam que o periódico teria sido usado “em prol da candidatura de Dedé nas eleições de 2016”.

A peça afirma que “a distorção do uso do veículo de comunicação para interferir no equilíbrio da disputa eleitoral é evidente”. “Pois a estratégia política de campanha é concretizada por meio do jornal”, destacou a acusação, que também apontou uma lista de reportagens jornalísticas que demonstrariam o desequilíbrio na cobertura do jornal durante o pleito do ano passado.

O TRE-SP acatou parcialmente o pedido feito pelos advogados de Kiko, mas consentiram de enquadrar Dedé na Lei da Ficha Limpa. Na primeira instância, o recurso havia sido rejeitado pelo juiz eleitoral de Ribeirão Pires, Walter de Oliveira Júnior. <EM>

DEFESA

Procurado pelo Diário, Dedé afirmou que irá recorrer da decisão do TRE-SP. “Vamos mostrar que não tivemos qualquer movimentação para alterar o resultado das eleições. Caso seja necessário, iremos recorrer ao TSE (Tribunal Superior Eleitoral) para que sejam ouvidas nossas seis testemunhas e conseguiremos provar assim nossa inocência”, defendeu o ex-prefeiturável, que já foi condenado no ano de 2004 por ter encartado material de campanha em edições da Folha de Ribeirão Pires.

Dedé entende ainda que tanto o processo do qual é alvo quanto a recomendação da cassação de Kiko devem ter um desfecho simultâneo no fim deste ano.

O MPE (Ministério Público Eleitoral) recomendou na segunda-feira que Kiko tenha o diploma cassado, com base na Lei da Ficha Limpa.

A PRE (Procuradoria Regional Eleitoral) encaminhou ao TRE-SP parecer favorável ao recurso contra a expedição do diploma, em ação proposta por Dedé.

Kiko tem o diploma questionado na Justiça Eleitoral com base na Lei da Ficha Limpa. O socialista teve suas contas de 2004, quando foi presidente da Câmara de Rio Grande da Serra, rejeitadas pelo TCE (Tribunal de Contas do Estado) por ultrapassar limite legal de gastos com folha de pagamento ao conceder reajuste aos salários dos vereadores e aos servidores do Legislativo – a decisão do TCE é datada de 2006.



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