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TCU deve encontrar caso Encol revisto


Do Diário do Grande ABC

15/04/2000 | 13:45


Quando o Tribunal de Contas da Uniao (TCU) chegar ao Banco do Brasil para colher informaçoes sobre o caso Encol, deverá encontrar o banco em obediência ao que recomendou a CPI dos Bancos.

Em março, o Conselho de Administraçao do BB já determinara a revisao do processo administrativo que apurou o caso e que no início do ano passado puniu 20 funcionários subalternos com perda de comissao por três anos. A Encol faliu em 1996, deixando um rombo superior a R$ 2,5 bilhoes com mais de 40 bancos e 42 mil clientes, que compraram apartamentos, apenas com o sonho de um dia ter uma casa própria.

Nenhum dos membros da diretoria do banco, acusados de favorecimento à construtora falida, recebeu qualquer tipo de puniçao. Foram abertos ao longo desses anos dois processos administrativos no Banco do Brasil para apurar responsabilidades sobre o rombo que a Encol deixou para o banco, que nas contas da CPI pode chegar a R$ 400 milhoes. No entanto, pelas contas feitas pela auditoria do BB o valor nao passa de R$ 200 milhoes. A primeira investigaçao analisou operaçoes feitas com a construtora entre 1994 e 1996, mas concluiu que foi culpa da "rotina operacional" e nao dos funcionários envolvidos.

Esse relatório foi recusado e houve uma nova investigaçao, pegando vários detalhes do caso ampliando substancialmente a análise dos fatos entre 1992 e 1996. Concluiu pela "má formalizaçao" das operaçoes pelos funcionários da agência SIA, em Brasília, que praticamente operava só para a Encol, seu maior cliente, uma empresa que em 1993 chegou a ser eleita a empresa do ano. Empréstimos sem garantias reais, adiantamentos, troca de garantias e outras práticas fora do manual bancário foram algumas das acusaçoes encontradas pela equipe que fez o levantamento do caso.

A segunda auditoria recomendou a puniçao aos funcionários bagrinhos e nada para a diretoria do BB. Acontece que em 1995 a diretoria do banco tomou para sua alçada direta as operaçoes da Encol. Houve renovaçoes de empréstimos e tentativas de recuperaçao do dinheiro que o banco tinha emprestado. E também crédito novo, que a diretoria afirma ter conseguido reaver integralmente. Diante desse quadro , um dos membros do Conselho Fiscal do BB discordou da limitaçao da puniçoes.

Pedro Parente, que na época ocupava a presidência do Conselho de Administraçao do BB, acatou a divergência do conselheiro e pediu auditoria da Siset - Secretaria de Controle das Estatais, órgao subordinado ao Ministério da Fazenda. A Siset examinou toda a documentaçao apresentada e acatou o resultado da auditoria. Mas a CPI dos Bancos considerou que "houve abuso de poder" da diretoria e ausência do direito de defesa dos punidos. E determinou a reabertura do caso para nova oportunidade de defesa dos funcionários o que, segundo a direçao do BB, será feito agora. A CPI também pediu abertura de investigaçao pelo Ministério Público. Ex-diretor do BB nem comenta fraude em fundos.



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TCU deve encontrar caso Encol revisto

Do Diário do Grande ABC

15/04/2000 | 13:45


Quando o Tribunal de Contas da Uniao (TCU) chegar ao Banco do Brasil para colher informaçoes sobre o caso Encol, deverá encontrar o banco em obediência ao que recomendou a CPI dos Bancos.

Em março, o Conselho de Administraçao do BB já determinara a revisao do processo administrativo que apurou o caso e que no início do ano passado puniu 20 funcionários subalternos com perda de comissao por três anos. A Encol faliu em 1996, deixando um rombo superior a R$ 2,5 bilhoes com mais de 40 bancos e 42 mil clientes, que compraram apartamentos, apenas com o sonho de um dia ter uma casa própria.

Nenhum dos membros da diretoria do banco, acusados de favorecimento à construtora falida, recebeu qualquer tipo de puniçao. Foram abertos ao longo desses anos dois processos administrativos no Banco do Brasil para apurar responsabilidades sobre o rombo que a Encol deixou para o banco, que nas contas da CPI pode chegar a R$ 400 milhoes. No entanto, pelas contas feitas pela auditoria do BB o valor nao passa de R$ 200 milhoes. A primeira investigaçao analisou operaçoes feitas com a construtora entre 1994 e 1996, mas concluiu que foi culpa da "rotina operacional" e nao dos funcionários envolvidos.

Esse relatório foi recusado e houve uma nova investigaçao, pegando vários detalhes do caso ampliando substancialmente a análise dos fatos entre 1992 e 1996. Concluiu pela "má formalizaçao" das operaçoes pelos funcionários da agência SIA, em Brasília, que praticamente operava só para a Encol, seu maior cliente, uma empresa que em 1993 chegou a ser eleita a empresa do ano. Empréstimos sem garantias reais, adiantamentos, troca de garantias e outras práticas fora do manual bancário foram algumas das acusaçoes encontradas pela equipe que fez o levantamento do caso.

A segunda auditoria recomendou a puniçao aos funcionários bagrinhos e nada para a diretoria do BB. Acontece que em 1995 a diretoria do banco tomou para sua alçada direta as operaçoes da Encol. Houve renovaçoes de empréstimos e tentativas de recuperaçao do dinheiro que o banco tinha emprestado. E também crédito novo, que a diretoria afirma ter conseguido reaver integralmente. Diante desse quadro , um dos membros do Conselho Fiscal do BB discordou da limitaçao da puniçoes.

Pedro Parente, que na época ocupava a presidência do Conselho de Administraçao do BB, acatou a divergência do conselheiro e pediu auditoria da Siset - Secretaria de Controle das Estatais, órgao subordinado ao Ministério da Fazenda. A Siset examinou toda a documentaçao apresentada e acatou o resultado da auditoria. Mas a CPI dos Bancos considerou que "houve abuso de poder" da diretoria e ausência do direito de defesa dos punidos. E determinou a reabertura do caso para nova oportunidade de defesa dos funcionários o que, segundo a direçao do BB, será feito agora. A CPI também pediu abertura de investigaçao pelo Ministério Público. Ex-diretor do BB nem comenta fraude em fundos.

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