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PMs à paisana descobrem ladrões de ônibus


Bruno Ribeiro
Do Diário do Grande ABC

10/03/2007 | 20:59


Cansados de roubos diários em linhas de ônibus que passam pela região da Vila Luzita e do Jardim do Estádio, empresários de ônibus de Santo André se reuniram há três semanas com o comando do policiamento local para tentar coibir o crime. No primeiro trimestre do ano passado, 50 coletivos foram assaltados. Neste ano, apenas em janeiro e fevereiro, os casos chegaram a 60. Foi quando a Polícia Militar iniciou um serviço de inteligência dentro dos coletivos.

No último ano, empresários do setor registram um aumento de 17% neste tipo de crime. Os demais delitos de roubo (exceto roubo a carros) tiveram queda de 13%, segundo dados da Secretaria de Estado da Segurança Pública.

Após a atuação da polícia, a freqüência dos delitos caiu. “Nos dois últimos finais de semana, não tivemos nenhum caso”, diz o presidente da Aesa (Associação das Empresas do Sistema de Transporte de Santo André), Luiz Marcondes Freitas. Alguns acusados foram presos, como uma dupla suspeita de ter levado mais de R$ 8 mil nas linhas que passam pelo Clube de Campo e Jardim do Estádio.

Os policiais passaram a andar nas linhas mais roubadas, segundo os dados dos empresários. Sem farda, investigaram com motoristas e cobradores e descobriram as características físicas dos ladrões. Além dos horários e modo como atuavam e armas mais utilizadas.

Descobriram as rotas de fuga e, principalmente, a preferência de crime que esses grupos comentem. Fizeram um raio X das possíveis quadrilhas.

Feito o mapeamento, a Polícia Militar pediu o apoio da Força Tática, que prendeu a dupla na semana passada. Os policias sabiam onde e quando os suspeitos agiriam. Tudo que tiveram de fazer foi esperar.

A Polícia Militar fez um trabalho de investigãção normalmente feito pela Polícia Civil. Investigação que, por lei, é de responsabilidade da Polícia Civil, mas que a PM tembém pode fazer sem fugir de suas atribuições.

O Serviço Reservado da PM pode analisar ocorrências, levantar características dos suspeitos, traçar locais de maior atuação e horários mais freqüentes dos crimes. Para isso, vale tudo: até “pesquisas de campo”, com soldados sem farda nas ruas para identificar os ladrões. Mas sem prender ninguém.

O sucesso do planejamento não está diretamente ligado às prisões. Informados sobre preferência dos criminosos, permitem que a polícia esteja no local certo na hora certa. A presença do carro da polícia inibe os criminosos, de acordo com o comandante da Força Tática do 41º Batalhão da PM, capitão Temístocles Termo.

Esse trabalho investigativo só não ocorreu antes porque a polícia não tinha conhecimento desses roubos. Eles não eram registrados pelas empresas de ônibus (leia texto ao lado) nas delegacias. De acordo com a polícia, os bairros onde acontecem mais assaltos são também as regiões mais pobres da cidade.


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PMs à paisana descobrem ladrões de ônibus

Bruno Ribeiro
Do Diário do Grande ABC

10/03/2007 | 20:59


Cansados de roubos diários em linhas de ônibus que passam pela região da Vila Luzita e do Jardim do Estádio, empresários de ônibus de Santo André se reuniram há três semanas com o comando do policiamento local para tentar coibir o crime. No primeiro trimestre do ano passado, 50 coletivos foram assaltados. Neste ano, apenas em janeiro e fevereiro, os casos chegaram a 60. Foi quando a Polícia Militar iniciou um serviço de inteligência dentro dos coletivos.

No último ano, empresários do setor registram um aumento de 17% neste tipo de crime. Os demais delitos de roubo (exceto roubo a carros) tiveram queda de 13%, segundo dados da Secretaria de Estado da Segurança Pública.

Após a atuação da polícia, a freqüência dos delitos caiu. “Nos dois últimos finais de semana, não tivemos nenhum caso”, diz o presidente da Aesa (Associação das Empresas do Sistema de Transporte de Santo André), Luiz Marcondes Freitas. Alguns acusados foram presos, como uma dupla suspeita de ter levado mais de R$ 8 mil nas linhas que passam pelo Clube de Campo e Jardim do Estádio.

Os policiais passaram a andar nas linhas mais roubadas, segundo os dados dos empresários. Sem farda, investigaram com motoristas e cobradores e descobriram as características físicas dos ladrões. Além dos horários e modo como atuavam e armas mais utilizadas.

Descobriram as rotas de fuga e, principalmente, a preferência de crime que esses grupos comentem. Fizeram um raio X das possíveis quadrilhas.

Feito o mapeamento, a Polícia Militar pediu o apoio da Força Tática, que prendeu a dupla na semana passada. Os policias sabiam onde e quando os suspeitos agiriam. Tudo que tiveram de fazer foi esperar.

A Polícia Militar fez um trabalho de investigãção normalmente feito pela Polícia Civil. Investigação que, por lei, é de responsabilidade da Polícia Civil, mas que a PM tembém pode fazer sem fugir de suas atribuições.

O Serviço Reservado da PM pode analisar ocorrências, levantar características dos suspeitos, traçar locais de maior atuação e horários mais freqüentes dos crimes. Para isso, vale tudo: até “pesquisas de campo”, com soldados sem farda nas ruas para identificar os ladrões. Mas sem prender ninguém.

O sucesso do planejamento não está diretamente ligado às prisões. Informados sobre preferência dos criminosos, permitem que a polícia esteja no local certo na hora certa. A presença do carro da polícia inibe os criminosos, de acordo com o comandante da Força Tática do 41º Batalhão da PM, capitão Temístocles Termo.

Esse trabalho investigativo só não ocorreu antes porque a polícia não tinha conhecimento desses roubos. Eles não eram registrados pelas empresas de ônibus (leia texto ao lado) nas delegacias. De acordo com a polícia, os bairros onde acontecem mais assaltos são também as regiões mais pobres da cidade.

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