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TV Senado irá para canal aberto


Do Diário do Grande ABC

15/04/2000 | 14:36


Política também dá ibope. A TV Senado, inaugurada em 1996, prepara-se para dobrar a audiência no segundo semestre. Por convênio assinado com o Ministério das Comunicaçoes, ela passou a ser um canal de TV aberta (UHF), com potencial para atingir 27 milhoes de telespectadores - 15 milhoes a mais do que as 12 milhoes de pessoas que vêem TV a cabo ou por satélite. As câmaras, ligadas 24 horas por dia, acompanham os senadores e contribuem para mudar o seu comportamento político.

Cerca de 150 entidades - entre Câmaras Municipais e prefeituras - já pediram para retransmitir a TV Senado. A estimativa é a de que, até o fim do ano, ela tenha 500 retransmissoras, cobrindo todo o território nacional.

"Só receio que fique quase impossível ocupar a tribuna. Se hoje já há fila de senadores para falar, a TV aberta só piora. Os senadores vao gastar 20 minutos para dizer o que poderia ser dito em apenas cinco minutos", brincou o senador Jefferson Peres (PDT-AM).

Ele conta que sentiu de perto a influência da TV. No primeiro ano de mandato, eleitores e amigos de Manaus queixavam-se de que sua atuaçao passava despercebida. "Hoje chego no estado e as pessoas dizem que têm acompanhado meu trabalho", relata o senador.

O estouro da TV Senado ocorreu durante a CPI dos Bancos, em 1999. O mercado financeiro, os políticos e a populaçao paravam para assistir aos depoimentos na comissao. A exposiçao direta dos senadores foi o tiro de morte no discurso paroquial, tao comum em plenário no passado. As homenagens aos amigos nao interessavam aos milhoes de telespectadores e foram deixadas de lado. "Os assuntos nacionais ganharam espaço e sao a grande preocupaçao dos senadores. Eles descobriram que existe um feedback do telespectador", explicou o diretor da TV Senado, Helival Rios.

O presidente do Senado, Antonio Carlos Magalhaes (PFL-BA), acredita que o canal de televisao é uma arma do Congresso. Crítico da imprensa, ele já afirmou que a TV Senado é um instrumento fundamental para acabar com a imagem negativa do Congresso Nacional. "Difundir as atividades desta Casa é extremamente importante para que o Brasil faça justiça ao trabalho do Congresso", afirmou na assinatura do convênio com o ministério.

O ministro das Comunicaçoes, Pimenta da Veiga, ponderou que as sessoes do Senado serao transmitidas, "sem interpretaçoes", aos grandes centros e a vilas remotas.

Para a senadora Heloísa Helena (AL), líder do PT na Casa, a apariçao constante dos senadores na televisao torna inviáveis o "cinismo e a dissimulaçao comuns nas campanhas eleitorais". "A populaçao pode avaliar se houve coerência entre o que o político defendeu em sua campanha e sua atuaçao no Parlamento. Isso exerce pressao direta sobre o Senado porque a populaçao está fiscalizando quem faz demagogia", garante Heloísa Helena.

O senador Pedro Simon (PMDB-RS) é um dos campeoes de audiência, com seus discursos emocionados. O senador Antonio Carlos Magalhaes fez uma brincadeira com Simon no dia da assinatura do convênio. "Agradeço em meu nome, em nome dos senadores e de Pedro Simon, que vai ter a apariçao garantida em todo o território nacional", disse.



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TV Senado irá para canal aberto

Do Diário do Grande ABC

15/04/2000 | 14:36


Política também dá ibope. A TV Senado, inaugurada em 1996, prepara-se para dobrar a audiência no segundo semestre. Por convênio assinado com o Ministério das Comunicaçoes, ela passou a ser um canal de TV aberta (UHF), com potencial para atingir 27 milhoes de telespectadores - 15 milhoes a mais do que as 12 milhoes de pessoas que vêem TV a cabo ou por satélite. As câmaras, ligadas 24 horas por dia, acompanham os senadores e contribuem para mudar o seu comportamento político.

Cerca de 150 entidades - entre Câmaras Municipais e prefeituras - já pediram para retransmitir a TV Senado. A estimativa é a de que, até o fim do ano, ela tenha 500 retransmissoras, cobrindo todo o território nacional.

"Só receio que fique quase impossível ocupar a tribuna. Se hoje já há fila de senadores para falar, a TV aberta só piora. Os senadores vao gastar 20 minutos para dizer o que poderia ser dito em apenas cinco minutos", brincou o senador Jefferson Peres (PDT-AM).

Ele conta que sentiu de perto a influência da TV. No primeiro ano de mandato, eleitores e amigos de Manaus queixavam-se de que sua atuaçao passava despercebida. "Hoje chego no estado e as pessoas dizem que têm acompanhado meu trabalho", relata o senador.

O estouro da TV Senado ocorreu durante a CPI dos Bancos, em 1999. O mercado financeiro, os políticos e a populaçao paravam para assistir aos depoimentos na comissao. A exposiçao direta dos senadores foi o tiro de morte no discurso paroquial, tao comum em plenário no passado. As homenagens aos amigos nao interessavam aos milhoes de telespectadores e foram deixadas de lado. "Os assuntos nacionais ganharam espaço e sao a grande preocupaçao dos senadores. Eles descobriram que existe um feedback do telespectador", explicou o diretor da TV Senado, Helival Rios.

O presidente do Senado, Antonio Carlos Magalhaes (PFL-BA), acredita que o canal de televisao é uma arma do Congresso. Crítico da imprensa, ele já afirmou que a TV Senado é um instrumento fundamental para acabar com a imagem negativa do Congresso Nacional. "Difundir as atividades desta Casa é extremamente importante para que o Brasil faça justiça ao trabalho do Congresso", afirmou na assinatura do convênio com o ministério.

O ministro das Comunicaçoes, Pimenta da Veiga, ponderou que as sessoes do Senado serao transmitidas, "sem interpretaçoes", aos grandes centros e a vilas remotas.

Para a senadora Heloísa Helena (AL), líder do PT na Casa, a apariçao constante dos senadores na televisao torna inviáveis o "cinismo e a dissimulaçao comuns nas campanhas eleitorais". "A populaçao pode avaliar se houve coerência entre o que o político defendeu em sua campanha e sua atuaçao no Parlamento. Isso exerce pressao direta sobre o Senado porque a populaçao está fiscalizando quem faz demagogia", garante Heloísa Helena.

O senador Pedro Simon (PMDB-RS) é um dos campeoes de audiência, com seus discursos emocionados. O senador Antonio Carlos Magalhaes fez uma brincadeira com Simon no dia da assinatura do convênio. "Agradeço em meu nome, em nome dos senadores e de Pedro Simon, que vai ter a apariçao garantida em todo o território nacional", disse.

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