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Em 2013, inflação
prejudicou trabalhadores

Orlando Filho/DGABC Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra

Embora índices conquistados sejam semelhantes
aos do ano passado, alta dos preços corrói aumento


Tauana Marin
do Diário

16/11/2013 | 07:00


As negociações salariais deste ano não foram fáceis. Sindicatos dos trabalhadores das principais categorias da região enfrentaram dificuldades no momento de pleitear melhores condições aos funcionários. Com a inflação em alta, ficou difícil garantir mais ganhos reais do que no ano passado. Algumas categorias, porém, conseguiram reajustes maiores que em 2012.

Em 2013, até agosto, todos os meses registraram taxas acima de 6%, com pico de 7,22% em março, segundo o INPC (Índice Nacional de Preços ao Consumidor) – usado como referência nos cálculos de correções salariais. Em agosto, setembro e outubro, período usado como base à maioria dos sindicatos da região, a inflação ficou em 6,07%, 5,69% e 5,58%, respectivamente. Nos mesmos meses em 2012, eram 5,39%, 5,58% e 5,99%.

A começar pelos empregados da base do Sindicato dos Metalúrgicos do ABC, cuja data base é em 1º de setembro, foram conquistados 8% de aumento salarial neste ano – mesmo percentual que no ano passado. Desse montante, os trabalhadores de São Bernardo, Diadema, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra conseguiram 1,82% de aumento real. Em 2012, foram 2,5% de ganhos descontada a inflação.

Mesmo com o ônus, serão injetados na economia local R$ 462 milhões, o que significa quase meio bilhão. O montante será distribuído ao longo dos meses até a próxima data base, em setembro de 2014. O cálculo inclui os reajustes dos 67 mil trabalhadores da base nos grupos G-2, G-3, G-8, G-10, Estamparia e Fundição, e aqueles concedidos aos mais de 30 mil metalúrgicos que trabalham nas montadoras.

“Acredito que as conquistas foram bastante positivas, até por conta da satisfação da categoria, que aprovou a proposta final. O resultado que alcançamos foi equivalente ao que a economia brasileira demonstra atualmente”, sinaliza Rafael Marques, presidente do Sindicato dos Metalúrgicos do ABC. Para o próximo ano, o dirigente acredita que a redução da jornada continuará sendo uma das maiores reivindicações. “Espero que a economia se fortaleça ainda mais e reflita melhores resultados.”

Com os metalúrgicos de São Caetano as coisas foram um pouco mais difíceis. Os 11,8 mil trabalhadores da fábrica da General Motors pararam por um dia a linha de produção. Foi aceito reajuste de 8% (ou seja, inflação mais 2% de aumento real), mais abono de R$ 3.500. Em 2012, o ganho real foi de 2,7%.

A contrapartida para os 2% de ganho real, porém, vai custar caro nos próximos dois anos. Ficou definido que em 2014 e 2015 os salários serão aumentados só pela inflação, com base no INPC, mais abono de R$ 3.700 no ano que vem e de R$ 4.000 no seguinte

MAIS QUE EM 2012 - Os metalúrgicos de Santo André e Mauá, com data base em 1º de novembro, também tiveram alta de 8%. No entanto, em comparação com demais categorias, o aumento real foi significativo: 2,5%, tendo como base o INPC de outubro – a inflação já estava um pouco menor. Em 2012, o ganho real foi de 2%. Os profissionais foram beneficiados porque, no fim do ano, o ritmo de alta dos preços está dando uma trégua aos consumidores, e vem diminuindo. No mesmo período do ano passado, entretanto, a inflação seguia trajetória de alta, que culminou em 2013.

Na ocasião em que assinaram o acordo, o diretor administrativo e financeiro do Sindicato dos Metalúrgicos de Santo André e Mauá, Adilson Torres Santos, o Sapão, disse que foi uma grande conquista, já que não precisaram cruzar os braços para negociar. “Desde 2004 os trabalhadores têm conseguido aumento real e, neste ano, não foi diferente.” A base soma 23 mil funcionários.

Os bancários, que cruzaram os braços por 23 dias – a segunda greve mais longa da história, atrás da de 2004, que durou 30 dias –, conseguiram 8% de reajuste, com 1,82% de aumento real. No ano passado o índice foi menor, de 7,5%, mas os ganhos além da inflação foram maiores, de 2%. A data base é em 1º de setembro. “Tivemos avanços durante nossa campanha. E isso é muito bom, pois mostra união. Ao mesmo tempo, todo o processo de negociação foi bastante tenso. Para 2014, continuaremos lutando por melhores condições, pela valorização do bancário e de olho na bandeira que defende o fim das metas abusivas e prejudica a saúde do trabalhador”, aponta o diretor do Sindicato dos Bancários do ABC Belmiro Moreira.

Apesar de pleitearem aumento de 13%, na última semana, os 38 mil trabalhadores químicos das sete cidades também anunciaram o acordo coletivo com as empresas: 7,5% de reajuste (com 2% de aumento real) e 8% sobre os pisos salariais. A diferença com 2012 é mínima. No ano passado, os químicos aprovaram contraproposta patronal de 7,8% de reajuste sobre os salários (com ganho real de 1,71%). A categoria tem data base em 1º de novembro.

Os funcionários dos Correios conseguiram, neste ano, reajuste de 8% nos pagamentos. O índice e as negociações foram bem diferentes dos de 2012, quando a categoria levou o dissídio para conciliação na Justiça. Na ocasião, o julgamento estabeleceu alta de 6,5% para os salários.



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Em 2013, inflação
prejudicou trabalhadores

Embora índices conquistados sejam semelhantes
aos do ano passado, alta dos preços corrói aumento

Tauana Marin
do Diário

16/11/2013 | 07:00


As negociações salariais deste ano não foram fáceis. Sindicatos dos trabalhadores das principais categorias da região enfrentaram dificuldades no momento de pleitear melhores condições aos funcionários. Com a inflação em alta, ficou difícil garantir mais ganhos reais do que no ano passado. Algumas categorias, porém, conseguiram reajustes maiores que em 2012.

Em 2013, até agosto, todos os meses registraram taxas acima de 6%, com pico de 7,22% em março, segundo o INPC (Índice Nacional de Preços ao Consumidor) – usado como referência nos cálculos de correções salariais. Em agosto, setembro e outubro, período usado como base à maioria dos sindicatos da região, a inflação ficou em 6,07%, 5,69% e 5,58%, respectivamente. Nos mesmos meses em 2012, eram 5,39%, 5,58% e 5,99%.

A começar pelos empregados da base do Sindicato dos Metalúrgicos do ABC, cuja data base é em 1º de setembro, foram conquistados 8% de aumento salarial neste ano – mesmo percentual que no ano passado. Desse montante, os trabalhadores de São Bernardo, Diadema, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra conseguiram 1,82% de aumento real. Em 2012, foram 2,5% de ganhos descontada a inflação.

Mesmo com o ônus, serão injetados na economia local R$ 462 milhões, o que significa quase meio bilhão. O montante será distribuído ao longo dos meses até a próxima data base, em setembro de 2014. O cálculo inclui os reajustes dos 67 mil trabalhadores da base nos grupos G-2, G-3, G-8, G-10, Estamparia e Fundição, e aqueles concedidos aos mais de 30 mil metalúrgicos que trabalham nas montadoras.

“Acredito que as conquistas foram bastante positivas, até por conta da satisfação da categoria, que aprovou a proposta final. O resultado que alcançamos foi equivalente ao que a economia brasileira demonstra atualmente”, sinaliza Rafael Marques, presidente do Sindicato dos Metalúrgicos do ABC. Para o próximo ano, o dirigente acredita que a redução da jornada continuará sendo uma das maiores reivindicações. “Espero que a economia se fortaleça ainda mais e reflita melhores resultados.”

Com os metalúrgicos de São Caetano as coisas foram um pouco mais difíceis. Os 11,8 mil trabalhadores da fábrica da General Motors pararam por um dia a linha de produção. Foi aceito reajuste de 8% (ou seja, inflação mais 2% de aumento real), mais abono de R$ 3.500. Em 2012, o ganho real foi de 2,7%.

A contrapartida para os 2% de ganho real, porém, vai custar caro nos próximos dois anos. Ficou definido que em 2014 e 2015 os salários serão aumentados só pela inflação, com base no INPC, mais abono de R$ 3.700 no ano que vem e de R$ 4.000 no seguinte

MAIS QUE EM 2012 - Os metalúrgicos de Santo André e Mauá, com data base em 1º de novembro, também tiveram alta de 8%. No entanto, em comparação com demais categorias, o aumento real foi significativo: 2,5%, tendo como base o INPC de outubro – a inflação já estava um pouco menor. Em 2012, o ganho real foi de 2%. Os profissionais foram beneficiados porque, no fim do ano, o ritmo de alta dos preços está dando uma trégua aos consumidores, e vem diminuindo. No mesmo período do ano passado, entretanto, a inflação seguia trajetória de alta, que culminou em 2013.

Na ocasião em que assinaram o acordo, o diretor administrativo e financeiro do Sindicato dos Metalúrgicos de Santo André e Mauá, Adilson Torres Santos, o Sapão, disse que foi uma grande conquista, já que não precisaram cruzar os braços para negociar. “Desde 2004 os trabalhadores têm conseguido aumento real e, neste ano, não foi diferente.” A base soma 23 mil funcionários.

Os bancários, que cruzaram os braços por 23 dias – a segunda greve mais longa da história, atrás da de 2004, que durou 30 dias –, conseguiram 8% de reajuste, com 1,82% de aumento real. No ano passado o índice foi menor, de 7,5%, mas os ganhos além da inflação foram maiores, de 2%. A data base é em 1º de setembro. “Tivemos avanços durante nossa campanha. E isso é muito bom, pois mostra união. Ao mesmo tempo, todo o processo de negociação foi bastante tenso. Para 2014, continuaremos lutando por melhores condições, pela valorização do bancário e de olho na bandeira que defende o fim das metas abusivas e prejudica a saúde do trabalhador”, aponta o diretor do Sindicato dos Bancários do ABC Belmiro Moreira.

Apesar de pleitearem aumento de 13%, na última semana, os 38 mil trabalhadores químicos das sete cidades também anunciaram o acordo coletivo com as empresas: 7,5% de reajuste (com 2% de aumento real) e 8% sobre os pisos salariais. A diferença com 2012 é mínima. No ano passado, os químicos aprovaram contraproposta patronal de 7,8% de reajuste sobre os salários (com ganho real de 1,71%). A categoria tem data base em 1º de novembro.

Os funcionários dos Correios conseguiram, neste ano, reajuste de 8% nos pagamentos. O índice e as negociações foram bem diferentes dos de 2012, quando a categoria levou o dissídio para conciliação na Justiça. Na ocasião, o julgamento estabeleceu alta de 6,5% para os salários.

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