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Covas recebe 3ª dossiê sobre intervençao


Juliana Finardi
Com AE

02/08/1999 | 21:35


O governador Mário Covas recebe nesta terça-feira dossiê contendo informaçoes sobre intervençao nos municípios do Estado. O documento - produzido pela Secretaria da Casa Civil do Palácio dos Bandeirantes -, é o mais completo e atualizado balanço das 86 prefeituras que estao com ordem de intervençao decretada pelo Tribunal de Justiça por falta de pagamento de precatórios (dívidas em açoes indenizatórias), seis delas do Grande ABC.

De posse do relatório, Covas deverá decidir, finalmente, se cumpre as ordens do Tribunal de Justiça ou se mantém os prefeitos inadimplentes em seus cargos - conduta que adotou há três anos, quando as intervençoes começaram a ser decretadas, assumindo o risco de ser processado. Acuado pelos desembargadores que o acusam de omissao e crime de desobediência, Covas ensaiou dar início ao processo de intervençao. Para ganhar um pouco mais de tempo, ele pediu a todos os prefeitos que o informassem sobre a situaçao de cada precatório e se foram firmados acordos com credores.

Culpa - As prefeituras de Sao Bernardo, Mauá, Ribeirao Pires, Santo André, Diadema e Rio Grande da Serra enviaram ofícios ao governador Mário Covas responsabilizando as administraçoes anteriores por suas dívidas e dificuldades financeiras.

O ofício enviado pelo prefeito Maurício Soares, de Sao Bernardo, ressalta que têm sido adotadas várias providências para resolver o problema das dívidas, e nao deixa de lembrar do prefeito anterior, Walter Demarchi (PPB). Maurício relata no ofício que a atual administraçao "tao logo assumiu o governo, em janeiro de 1997, deparou com uma dívida de cerca de R$ 550 milhoes, deixada pelo anterior prefeito e que está sendo objeto de equacionamento por este governo que, vale dizer, já a reduziu expressivamente."

A prefeita de Ribeirao Pires, Maria Inês Soares, também cita o fato de a maior dívida do município ter sido herdada de administraçoes passadas.

Em Mauá, o ofício assinado pelo secretário de Assuntos Jurídicos, Antonio Pedro Lovato, também livra o prefeito Oswaldo Dias da culpa sobre a contraçao das dívidas e descreve a "situaçao encontrada pela atual administraçao".



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Covas recebe 3ª dossiê sobre intervençao

Juliana Finardi
Com AE

02/08/1999 | 21:35


O governador Mário Covas recebe nesta terça-feira dossiê contendo informaçoes sobre intervençao nos municípios do Estado. O documento - produzido pela Secretaria da Casa Civil do Palácio dos Bandeirantes -, é o mais completo e atualizado balanço das 86 prefeituras que estao com ordem de intervençao decretada pelo Tribunal de Justiça por falta de pagamento de precatórios (dívidas em açoes indenizatórias), seis delas do Grande ABC.

De posse do relatório, Covas deverá decidir, finalmente, se cumpre as ordens do Tribunal de Justiça ou se mantém os prefeitos inadimplentes em seus cargos - conduta que adotou há três anos, quando as intervençoes começaram a ser decretadas, assumindo o risco de ser processado. Acuado pelos desembargadores que o acusam de omissao e crime de desobediência, Covas ensaiou dar início ao processo de intervençao. Para ganhar um pouco mais de tempo, ele pediu a todos os prefeitos que o informassem sobre a situaçao de cada precatório e se foram firmados acordos com credores.

Culpa - As prefeituras de Sao Bernardo, Mauá, Ribeirao Pires, Santo André, Diadema e Rio Grande da Serra enviaram ofícios ao governador Mário Covas responsabilizando as administraçoes anteriores por suas dívidas e dificuldades financeiras.

O ofício enviado pelo prefeito Maurício Soares, de Sao Bernardo, ressalta que têm sido adotadas várias providências para resolver o problema das dívidas, e nao deixa de lembrar do prefeito anterior, Walter Demarchi (PPB). Maurício relata no ofício que a atual administraçao "tao logo assumiu o governo, em janeiro de 1997, deparou com uma dívida de cerca de R$ 550 milhoes, deixada pelo anterior prefeito e que está sendo objeto de equacionamento por este governo que, vale dizer, já a reduziu expressivamente."

A prefeita de Ribeirao Pires, Maria Inês Soares, também cita o fato de a maior dívida do município ter sido herdada de administraçoes passadas.

Em Mauá, o ofício assinado pelo secretário de Assuntos Jurídicos, Antonio Pedro Lovato, também livra o prefeito Oswaldo Dias da culpa sobre a contraçao das dívidas e descreve a "situaçao encontrada pela atual administraçao".

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