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Veículos a gás tem de passar por inspeção até terça


Luciana Sereno
Do Diário do Grande ABC

28/09/2003 | 18:13


A partir de quarta-feira, os motoristas que têm veículos movidos a GNV (Gás Natural Veicular) e que não colocaram o selo de qualidade do Inmetro (Instituto Nacional de Metrologia, Normalização e Qualidade Industrial) não poderão abastecer seus carros. Além disso, poderão ter o veículo apreendido e ficarão sujeitos a multas.

Nesse dia entra em vigor a portaria 122, que determina que todos os veículos movidos a gás passem por inspeção técnica veicular uma vez por ano. Nesta segunda, será divulgada uma nova portaria que determinará as obrigações dos postos de gasolina diante da lei. A partir do dia 1º de outubro, estabelecimentos e motoristas passam a ser fiscalizados pelo Inmetro e pelo Ipem (Instituto de Pesos e Medidas do Estado de São Paulo).

No Grande ABC, ainda há muitos carros movidos a gás que não têm o selo de qualidade do Inmetro. No posto Cabeça Branca, em Santo André, pelo menos 40% dos clientes ainda não cumpriram a determinação e estão em desacordo com a lei. É o caso do empresário Robson Calegario. “Acho um absurdo porque quando fiz a conversão dos dois carros fui orientado a juntar a carta do Inmetro aos documentos. Além disso, o adesivo não inibe em nada que o motorista faça qualquer alteração no cilindro, mude por botijão por exemplo, depois da vistoria. É só mais uma fonte do governo para tirar dinheiro do povo.”

A dúvida quanto a legitimidade do kit gás, mesmo com a obrigatoriedade do selo do Inmetro, também preocupa o gerente do Cabeça Branca, Luiz Adolfo Moniz de Andrade. “Por isso, além do selo, pedimos para olhar o cilindro de todos os carros.” No posto, desde a explosão de uma Kombi, em agosto de 1999, para abastecer os motoristas precisam ter um selo próprio do Cabeça Branca, concedido após uma vistoria feita pelo próprio posto. “Mas a dúvida que paira é sobre como o Inmetro vai fiscalizar se os posto estão ou não cumprindo com a lei. Mesmo porque, se eu me recusar a abastecer, o posto da frente vai aceitar.”

A maioria dos motoristas que já acatou a determinação do governo e mantém o selo no vidro dianteiro do carro concordam com a obrigatoriedade. “Todo cuidado é necessário”, disse o bancário Wanderley Rodrigues de Souza. “Fui orientado a fazer a vistoria pela empresa que fez a conversão no meu carro. A inspeção veicular deveria ser feita em todos os veículos, independentemente do tipo de combustível que usam.”

Porém, para um grupo de motoristas, o selo é sinal de perigo. “Trabalho com entregas e se estampar o selo no vidro dianteiro estou entregando aos criminosos que tenho o kit de gás e passarei a ser alvo de assaltantes”, disse o motorista José Carlos Honório da Silva. Por isso, no seu veículo, o selo está camuflado. “Colei na parte de dentro do quebra sol”, contou. Silva não sabe se manter o selo poderá lhe trazer algum problema, mas garantiu que a técnica já foi aderida por boa parte dos entregadores que usam carro a gás.

Serviço – A inspeção técnica veicular e a obtenção do selo custam R$ 80. Na região, alguns endereços de atendimento são: rua Queiroz dos Santos, 848 (Tel: 4438-8583) e avenida Lauro Miller, 1.130 (Tel: 4421-4495), ambos em Santo André.



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Veículos a gás tem de passar por inspeção até terça

Luciana Sereno
Do Diário do Grande ABC

28/09/2003 | 18:13


A partir de quarta-feira, os motoristas que têm veículos movidos a GNV (Gás Natural Veicular) e que não colocaram o selo de qualidade do Inmetro (Instituto Nacional de Metrologia, Normalização e Qualidade Industrial) não poderão abastecer seus carros. Além disso, poderão ter o veículo apreendido e ficarão sujeitos a multas.

Nesse dia entra em vigor a portaria 122, que determina que todos os veículos movidos a gás passem por inspeção técnica veicular uma vez por ano. Nesta segunda, será divulgada uma nova portaria que determinará as obrigações dos postos de gasolina diante da lei. A partir do dia 1º de outubro, estabelecimentos e motoristas passam a ser fiscalizados pelo Inmetro e pelo Ipem (Instituto de Pesos e Medidas do Estado de São Paulo).

No Grande ABC, ainda há muitos carros movidos a gás que não têm o selo de qualidade do Inmetro. No posto Cabeça Branca, em Santo André, pelo menos 40% dos clientes ainda não cumpriram a determinação e estão em desacordo com a lei. É o caso do empresário Robson Calegario. “Acho um absurdo porque quando fiz a conversão dos dois carros fui orientado a juntar a carta do Inmetro aos documentos. Além disso, o adesivo não inibe em nada que o motorista faça qualquer alteração no cilindro, mude por botijão por exemplo, depois da vistoria. É só mais uma fonte do governo para tirar dinheiro do povo.”

A dúvida quanto a legitimidade do kit gás, mesmo com a obrigatoriedade do selo do Inmetro, também preocupa o gerente do Cabeça Branca, Luiz Adolfo Moniz de Andrade. “Por isso, além do selo, pedimos para olhar o cilindro de todos os carros.” No posto, desde a explosão de uma Kombi, em agosto de 1999, para abastecer os motoristas precisam ter um selo próprio do Cabeça Branca, concedido após uma vistoria feita pelo próprio posto. “Mas a dúvida que paira é sobre como o Inmetro vai fiscalizar se os posto estão ou não cumprindo com a lei. Mesmo porque, se eu me recusar a abastecer, o posto da frente vai aceitar.”

A maioria dos motoristas que já acatou a determinação do governo e mantém o selo no vidro dianteiro do carro concordam com a obrigatoriedade. “Todo cuidado é necessário”, disse o bancário Wanderley Rodrigues de Souza. “Fui orientado a fazer a vistoria pela empresa que fez a conversão no meu carro. A inspeção veicular deveria ser feita em todos os veículos, independentemente do tipo de combustível que usam.”

Porém, para um grupo de motoristas, o selo é sinal de perigo. “Trabalho com entregas e se estampar o selo no vidro dianteiro estou entregando aos criminosos que tenho o kit de gás e passarei a ser alvo de assaltantes”, disse o motorista José Carlos Honório da Silva. Por isso, no seu veículo, o selo está camuflado. “Colei na parte de dentro do quebra sol”, contou. Silva não sabe se manter o selo poderá lhe trazer algum problema, mas garantiu que a técnica já foi aderida por boa parte dos entregadores que usam carro a gás.

Serviço – A inspeção técnica veicular e a obtenção do selo custam R$ 80. Na região, alguns endereços de atendimento são: rua Queiroz dos Santos, 848 (Tel: 4438-8583) e avenida Lauro Miller, 1.130 (Tel: 4421-4495), ambos em Santo André.

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