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Notícias para a Geração Z

Levantamento internacional mostra preferências e hábitos dos jovens em consumir informações


Luís Felipe Soares

07/03/2020 | 23:57


Parte do trabalho do universo dos noticiários envolve o desafio de fazer com que as informações cheguem ao público. Não que elas não sejam publicadas ou postadas, mas é difícil saber como, quando e de que forma o material será consumido, uma vez que o leitor – também espectador ou ouvinte – determina como esse processo individual ocorre. O passado foi marcado pelo auge dos jornais, a era dos rádios e a hegemonia da TV, com a internet sendo a mídia do presente e do futuro.

Se a ideia da evolução do noticiário passa por atingir todos os públicos, talvez o maior problema é resolver o quebra-cabeça sobre como os jovens entram nesse processo. O ato de se informar dessa faixa etária mais nova passa longe dos meios tradicionais e está conectada a seus hábitos modernos. Pesquisa intitulada A Próxima Fronteira da Mídia, da empresa norte-americana ComScore (especialista em dados da internet), analisou como diferentes gerações costumam se informar, principalmente os distantes representantes da Geração Z, com indivíduos que nasceram nos últimos 25 anos. Sobre este grupo, parte das conclusões passa pelo fato de que grande proporção acompanha notícias (sobre cotidiano, política, esportes, cultura, entre outros assuntos gerais) pelas redes sociais acessadas nos inseparáveis celulares, com a falta de profundidade da relação com o que aparece on-line chamando a atenção.

Os dados internacionais revelam que 66% desses jovens realizam leitura rápida e superficial do conteúdo que passa em seus perfis em plataformas como Facebook e Twitter – o que os leva a não ter acesso e compreensão total do assunto tratado. Para se ter ideia, aproximadamente 53% da chamada Geração X (com pessoas de idade entre 40 e 60 anos) dedica maior tempo para a leitura com o objetivo de interpretar o melhor possível os fatos.

O computador perdeu o posto de símbolo de como acessar a internet e mais de 50% desses usuários aproveitam a facilidade dos celulares para se aproximar do noticiário. Apesar de toda a modernidade, 79% dos entrevistados confiam na televisão como fonte de produção jornalística.

A pouca disposição da Geração Z para buscar informações sobre o que acontece em seu bairro, cidade, país e em todo o mundo se reflete na baixa adesão a material pago. Cerca de 85% são contra assinar pacotes para se se acessar conteúdos informativos exclusivos. Um detalhe que chama a atenção é que essa compra se mostra minimamente interessante caso o ‘pacote’ inclua itens que consideraram muito relevantes, citando os jornais The New York Times e The Wall Street Journal e os streamings Netflix e Spotify, além de lhes proporcionar entretenimento.

O espírito blasé refletido pelos jovens em relação aos acontecimentos ‘sérios’ talvez seja um dos obstáculos a serem enfrentados pelos noticiários no desejo de renovar seu público. 



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Notícias para a Geração Z

Levantamento internacional mostra preferências e hábitos dos jovens em consumir informações

Luís Felipe Soares

07/03/2020 | 23:57


Parte do trabalho do universo dos noticiários envolve o desafio de fazer com que as informações cheguem ao público. Não que elas não sejam publicadas ou postadas, mas é difícil saber como, quando e de que forma o material será consumido, uma vez que o leitor – também espectador ou ouvinte – determina como esse processo individual ocorre. O passado foi marcado pelo auge dos jornais, a era dos rádios e a hegemonia da TV, com a internet sendo a mídia do presente e do futuro.

Se a ideia da evolução do noticiário passa por atingir todos os públicos, talvez o maior problema é resolver o quebra-cabeça sobre como os jovens entram nesse processo. O ato de se informar dessa faixa etária mais nova passa longe dos meios tradicionais e está conectada a seus hábitos modernos. Pesquisa intitulada A Próxima Fronteira da Mídia, da empresa norte-americana ComScore (especialista em dados da internet), analisou como diferentes gerações costumam se informar, principalmente os distantes representantes da Geração Z, com indivíduos que nasceram nos últimos 25 anos. Sobre este grupo, parte das conclusões passa pelo fato de que grande proporção acompanha notícias (sobre cotidiano, política, esportes, cultura, entre outros assuntos gerais) pelas redes sociais acessadas nos inseparáveis celulares, com a falta de profundidade da relação com o que aparece on-line chamando a atenção.

Os dados internacionais revelam que 66% desses jovens realizam leitura rápida e superficial do conteúdo que passa em seus perfis em plataformas como Facebook e Twitter – o que os leva a não ter acesso e compreensão total do assunto tratado. Para se ter ideia, aproximadamente 53% da chamada Geração X (com pessoas de idade entre 40 e 60 anos) dedica maior tempo para a leitura com o objetivo de interpretar o melhor possível os fatos.

O computador perdeu o posto de símbolo de como acessar a internet e mais de 50% desses usuários aproveitam a facilidade dos celulares para se aproximar do noticiário. Apesar de toda a modernidade, 79% dos entrevistados confiam na televisão como fonte de produção jornalística.

A pouca disposição da Geração Z para buscar informações sobre o que acontece em seu bairro, cidade, país e em todo o mundo se reflete na baixa adesão a material pago. Cerca de 85% são contra assinar pacotes para se se acessar conteúdos informativos exclusivos. Um detalhe que chama a atenção é que essa compra se mostra minimamente interessante caso o ‘pacote’ inclua itens que consideraram muito relevantes, citando os jornais The New York Times e The Wall Street Journal e os streamings Netflix e Spotify, além de lhes proporcionar entretenimento.

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