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BC reduz a taxa Selic de 4,50% para 4,25% ao ano

Banco reconhece incerteza maior no Exterior, mas indica que deve manter índice em março



06/02/2020 | 00:02


Em um cenário de preocupações em todo o mundo com o crescimento econômico, após o surto de coronavírus na China, o BC (Banco Central) do Brasil voltou a cortar juros na noite de ontem. A instituição reduziu a Selic (a taxa básica da economia) em 0,25 ponto porcentual, de 4,50% para 4,25% ao ano. Em sua decisão, no entanto, o BC deixou claro que, apesar do aumento da incerteza no Exterior, não planeja reduzir novamente os juros em seu próximo encontro de política monetária, em meados de março.

O corte de ontem foi o quinto consecutivo e fez a Selic atingir novo piso da série histórica. A decisão, tomada pelo Copom (Comitê de Política Monetária), era esperada pelos economistas do mercado financeiro. Ao justificar sua decisão, o BC não citou explicitamente a epidemia do vírus, que tem levado as instituições financeiras a revisar suas projeções de crescimento para a China e mesmo para emergentes como o Brasil. Porém, a autarquia reconheceu que houve um “recente aumento de incerteza” no cenário externo.

Ao mesmo tempo, o BC ponderou que o fato de os juros estarem em níveis baixos nas economias centrais ainda produz um “ambiente relativamente favorável para economias emergentes”. Na prática, o Copom não vê, até o momento, o coronavírus como grande perigo para o crescimento do País. Para o BC, os dados de atividade econômica “indicam continuidade do processo de recuperação gradual da economia brasileira”.

De acordo com o economista e professor coordenador do Conjuscs (Observatório de Políticas Públicas, Empreendedorismo e Conjuntura) da USCS (Universidade Municipal de São Caetano), Jefferson José da Conceição, a redução é positiva, mas não traz grandes efeitos. “No ponto de vista do consumidor, os juros aplicados nos empréstimos, seja o cheque especial, o crédito pessoal, ou o crédito rotativo, são muito altos e não estão caindo na mesma proporção do que a taxa de juros”, disse. “O que vamos ter com essa redução é uma mudança dos investimentos financeiros. Haverá menor atratividade para a renda fixa e alguma migração para a bolsa de valores”, afirmou.

Apesar de a inflação estar sob controle, o BC sinalizou que, em março, não reduzirá a Selic porque já vem promovendo cortes desde meados do ano passado, com efeitos que serão sentidos ao longo de 2020. 



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BC reduz a taxa Selic de 4,50% para 4,25% ao ano

Banco reconhece incerteza maior no Exterior, mas indica que deve manter índice em março


06/02/2020 | 00:02


Em um cenário de preocupações em todo o mundo com o crescimento econômico, após o surto de coronavírus na China, o BC (Banco Central) do Brasil voltou a cortar juros na noite de ontem. A instituição reduziu a Selic (a taxa básica da economia) em 0,25 ponto porcentual, de 4,50% para 4,25% ao ano. Em sua decisão, no entanto, o BC deixou claro que, apesar do aumento da incerteza no Exterior, não planeja reduzir novamente os juros em seu próximo encontro de política monetária, em meados de março.

O corte de ontem foi o quinto consecutivo e fez a Selic atingir novo piso da série histórica. A decisão, tomada pelo Copom (Comitê de Política Monetária), era esperada pelos economistas do mercado financeiro. Ao justificar sua decisão, o BC não citou explicitamente a epidemia do vírus, que tem levado as instituições financeiras a revisar suas projeções de crescimento para a China e mesmo para emergentes como o Brasil. Porém, a autarquia reconheceu que houve um “recente aumento de incerteza” no cenário externo.

Ao mesmo tempo, o BC ponderou que o fato de os juros estarem em níveis baixos nas economias centrais ainda produz um “ambiente relativamente favorável para economias emergentes”. Na prática, o Copom não vê, até o momento, o coronavírus como grande perigo para o crescimento do País. Para o BC, os dados de atividade econômica “indicam continuidade do processo de recuperação gradual da economia brasileira”.

De acordo com o economista e professor coordenador do Conjuscs (Observatório de Políticas Públicas, Empreendedorismo e Conjuntura) da USCS (Universidade Municipal de São Caetano), Jefferson José da Conceição, a redução é positiva, mas não traz grandes efeitos. “No ponto de vista do consumidor, os juros aplicados nos empréstimos, seja o cheque especial, o crédito pessoal, ou o crédito rotativo, são muito altos e não estão caindo na mesma proporção do que a taxa de juros”, disse. “O que vamos ter com essa redução é uma mudança dos investimentos financeiros. Haverá menor atratividade para a renda fixa e alguma migração para a bolsa de valores”, afirmou.

Apesar de a inflação estar sob controle, o BC sinalizou que, em março, não reduzirá a Selic porque já vem promovendo cortes desde meados do ano passado, com efeitos que serão sentidos ao longo de 2020. 

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