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Emocionados, moradores do Centreville recebem matrículas de seus imóveis

Claudinei Plaza/DGABC Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra

Primeiras 55 documentos de um total de 1.187 foram entregues essa manhã no Paço municipal


Aline Melo
Do Diário do Grande ABC

05/02/2020 | 15:14


Foi em clima de grande emoção que os moradores do bairro Centreville, em Santo André, receberam na manhã de hoje, no Paço Municipal, as matrículas de seus imóveis. O bairro começou a ser construído na década de 1970 e foi ocupado em julho de 1982. Desde então, o processo de regularização fundiária vinha se arrastando.

Até o final de abril, serão entregues todas as 1.187 matrículas,que dão a propriedade definitiva dos lotes aos moradores. A próxima leva vai contemplar 220 unidades. Todo o processo foi feito por meio de convênio entre a CDHU (Companhia de Desenvolvimento Habitacional e Urbano) e a prefeitura, sem custo para os munícipes ou os cofres públicos.

Presidente da Associação União e Luta dos Moradores do Centreville, Marilda Brandão, 45 anos, lembrou a luta dos presidentes que a antecederam, onde o próprio pai, Messias Carneiro de Moura, foi tesoureiro. “Essa foi a função da associação. Agora vamos lutar pelo título de posse (documento emitido pelo cartório) para todos os moradores”, afirmou.

Em meio à lágrimas, o aposentado Tarcísio da Silva, 64, o Calé, um dos primeiros líderes comunitários do bairro, relembrou o dia em que as residências foram ocupadas, em julho de 1982. “Junto com outros companheiros nós começamos essa luta. E agora estamos aqui, depois de confiarmos no Paulinho (prefeito Paulo Serra/PSDB) e no Marangoni (Fernando Marangoni, secretário executivo de Estado da Habitação). A gente nunca vendeu a nossa dignidade”, concluiu.

Também emocionada, a aposentada Paulina Costa dos Santos, 51, que é cadeirante, também destacou a alegria por receber a matrícula de seu imóvel. “Comprei a minha casa há 12 anos e moro com a minha filha. Sempre havia um medo e agora a gente se sente mais segura”, afirmou.

O medo de Paulina era o de todos os moradores, conforme destacou o secretário executivo de Estado da Habitação, Fernando Marangoni. “A regularização dá segurança aos proprietários e valoriza o imóvel em pelo menos 30%”, afirmou. O gestor lembrou que o processo de regularização se arrasta desde 1984. “Quando o prefeito Paulo Serra assumiu (Marangoni era secretário municipal de Habitação) conseguimos aprovar três legislações e com o esforço dos técnicos da administração municipal e estadual conseguimos nos adequar às leis. Houve uma mudança de conceito, que vai nos auxiliar a regularizar outras áreas do Estado”, afirmou. “Santo André é hoje referência nacional nessa área”, completou.

O prefeito Paulo Serra destacou que acompanha a situação do Centreville desde que era vereador e que ter colaborado para a regularização é um dos feitos mais importantes na sua trajetória política. “O Centreville era o símbolo da não regularização. 38 anos é muito tempo para incertezas. A cidade tinha essa obrigação com a comunidade”, pontuou.

No ano passado, 17 famílias fizeram financiamentos com a CDHU para a regularização (antes do convênio que tornou o processo gratuito). Os pagamentos já foram suspensos e os valores pagos serão devolvidos assim que os proprietários receberem suas matrículas. A prefeitura também se prepara para iniciar no local obras na Avenida Professor Luiz Inácio de Anhaia Melo. “Serão investidos R$ 20 milhões, oriundos de financiamento da CAF (Cooperação Andina de Fomento), e isso vai ser feito em uma área completamente regularizada. A estimativa da administração municipal é a de que até o final de 2020 tenham sido entregues cerca de 15 mil matrículas.
 



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Emocionados, moradores do Centreville recebem matrículas de seus imóveis

Primeiras 55 documentos de um total de 1.187 foram entregues essa manhã no Paço municipal

Aline Melo
Do Diário do Grande ABC

05/02/2020 | 15:14


Foi em clima de grande emoção que os moradores do bairro Centreville, em Santo André, receberam na manhã de hoje, no Paço Municipal, as matrículas de seus imóveis. O bairro começou a ser construído na década de 1970 e foi ocupado em julho de 1982. Desde então, o processo de regularização fundiária vinha se arrastando.

Até o final de abril, serão entregues todas as 1.187 matrículas,que dão a propriedade definitiva dos lotes aos moradores. A próxima leva vai contemplar 220 unidades. Todo o processo foi feito por meio de convênio entre a CDHU (Companhia de Desenvolvimento Habitacional e Urbano) e a prefeitura, sem custo para os munícipes ou os cofres públicos.

Presidente da Associação União e Luta dos Moradores do Centreville, Marilda Brandão, 45 anos, lembrou a luta dos presidentes que a antecederam, onde o próprio pai, Messias Carneiro de Moura, foi tesoureiro. “Essa foi a função da associação. Agora vamos lutar pelo título de posse (documento emitido pelo cartório) para todos os moradores”, afirmou.

Em meio à lágrimas, o aposentado Tarcísio da Silva, 64, o Calé, um dos primeiros líderes comunitários do bairro, relembrou o dia em que as residências foram ocupadas, em julho de 1982. “Junto com outros companheiros nós começamos essa luta. E agora estamos aqui, depois de confiarmos no Paulinho (prefeito Paulo Serra/PSDB) e no Marangoni (Fernando Marangoni, secretário executivo de Estado da Habitação). A gente nunca vendeu a nossa dignidade”, concluiu.

Também emocionada, a aposentada Paulina Costa dos Santos, 51, que é cadeirante, também destacou a alegria por receber a matrícula de seu imóvel. “Comprei a minha casa há 12 anos e moro com a minha filha. Sempre havia um medo e agora a gente se sente mais segura”, afirmou.

O medo de Paulina era o de todos os moradores, conforme destacou o secretário executivo de Estado da Habitação, Fernando Marangoni. “A regularização dá segurança aos proprietários e valoriza o imóvel em pelo menos 30%”, afirmou. O gestor lembrou que o processo de regularização se arrasta desde 1984. “Quando o prefeito Paulo Serra assumiu (Marangoni era secretário municipal de Habitação) conseguimos aprovar três legislações e com o esforço dos técnicos da administração municipal e estadual conseguimos nos adequar às leis. Houve uma mudança de conceito, que vai nos auxiliar a regularizar outras áreas do Estado”, afirmou. “Santo André é hoje referência nacional nessa área”, completou.

O prefeito Paulo Serra destacou que acompanha a situação do Centreville desde que era vereador e que ter colaborado para a regularização é um dos feitos mais importantes na sua trajetória política. “O Centreville era o símbolo da não regularização. 38 anos é muito tempo para incertezas. A cidade tinha essa obrigação com a comunidade”, pontuou.

No ano passado, 17 famílias fizeram financiamentos com a CDHU para a regularização (antes do convênio que tornou o processo gratuito). Os pagamentos já foram suspensos e os valores pagos serão devolvidos assim que os proprietários receberem suas matrículas. A prefeitura também se prepara para iniciar no local obras na Avenida Professor Luiz Inácio de Anhaia Melo. “Serão investidos R$ 20 milhões, oriundos de financiamento da CAF (Cooperação Andina de Fomento), e isso vai ser feito em uma área completamente regularizada. A estimativa da administração municipal é a de que até o final de 2020 tenham sido entregues cerca de 15 mil matrículas.
 

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