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Polícia prende terceiro suspeito de matar família carbonizada em São Bernardo

Denis Maciel/DGABC Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra

Juliano de Oliveira Ramos Júnior seria primo de Carina Ramos, companheira de Ana Flávia, filha mais velha do casal; as duas estão presas por suspeita de participação no crime


Bia Moço
Do Diário do Grande ABC

04/02/2020 | 09:43


A Polícia Civil prendeu Juliano de Oliveira Ramos Júnior, por volta das 9h desta terça-feira (4), acusado de ser o terceiro participante da morte do casal Romuyuki e Flaviana Gonçalves, de 43 e 40 anos respectivamente, e do filho caçula deles Juan Victor, 15, encontrados carbonizados há uma semana no porta-malas do carro da família, na Estrada do Montanhão, em São Bernardo. 

O pedido de prisão temporária de Júnior, de 30 dias, foi solicitado ontem à Justiça. O mandato foi expedido e autorizado nesta manhã, quando Oliveira foi levado em cárcere. Segundo apurou o Diário, o homem já teria passagem pela polícia e seria primo de Carina Ramos, 31, presa desde quarta-feira com a companheira Ana Flávia Gonçalves, 24, filha mais velha do casal morto -- ambas são investigadas por participação na morte da família.

De acordo com o inquérito policial, Carina apresentou nova versão dos fatos, no qual descreveu o crime reconhecendo Júnior como um dos participantes, e mais dois homens ainda não identificados pela polícia. Segundo o depoimento, ela e Ana Flávia estavam na casa da família quando, por volta das 22h, Flaviana chegou acompanhada de três homens que anunciaram o roubo.

Carina, por sua vez, reconheceu Júnior, conhecido entre familiares e amigos como Buiú ou Beiço. Segundo ela, os criminosos estavam com pelo menos duas armas de fogo, sendo que seu primo portava uma pistola calibre 40, de cor prata. Ainda de acordo como as declarações dela, os assaltantes renderam todos os ocupantes da residência e proferiram ameaças, assim como exigiram senhas de banco. Roubando diversos objetos, os indivíduos deixaram o condomínio no veículo da família, o Jeep Compass de cor azul encontrado posteriormente com o corpo do casal e filho. Carina revelou ainda que ela e Ana Flávia deixaram o condomínio acompanhando o carro da família, no entanto, o perderam de vista. 

A Polícia, entretanto, permanece suspeitando do envolvimento das duas no caso, já que Carina não esclareceu a não participação de ambas durante a ação. Diante do novo relato, a Justiça acredita que pode-se dar início a investigação de um latrocínio -- roubo seguido de morte -- e não a um homicídio, conforme o inquérito seguiu até então.

No documento que autoriza a prisão de Júnior, o Juiz Fernando Martinho de Barros Penteado solicitou medida de busca e apreensão na casa de Júnior, no Jardim Santo André, afim de encontrar os pertences levados da casa no dia do crime. O mandato deverá ser cumprido pelo delegado do caso, Ronald Quene Justiano Marques.

INVESTIGADAS

A prisão temporária de Carina e Ana Flávia foi decretada após as duas apresentarem contradições em seus interrogatórios. À princípio, elas alegaram que a família tinha dívida de R$ 200 mil com agiota e que o pagamento desse valor foi o motivo para que a família tivesse saído de casa na madrugada.

Na tarde de ontem as duas estiveram pela terceira vez no setor de Homicídios da Delegacia Seccional de São Bernardo, mas permaneceram caladas. Segundo Lucas Domingos, advogado de defesa do casal, ambas mantiveram a declaração de que são inocentes e que só voltarão a falar em juízo.

A Polícia Civil investiga ainda se Carina Ramos tem relação com traficantes de uma favela de Santo André, nas proximidades da residência do casal. No entendimento dos investigadores, as duas participaram do crime e tiveram ajuda de pelo menos três homens. Uma testemunha que está sob proteção judicial e não teve a identidade revelada relatou à polícia que viu um homem de aproximadamente 1,90 metro de altura junto com Ana Flavia e Carina na noite do crime, o mesmo que teria manobrado e carregado o carro com coisas que pareciam ter peso. 

Imagens de câmeras de segurança do condomínio onde a família morava, no Ciprestes, mostram que o carro de Ana Flávia entra e sai das dependências do local diversas vezes. Carina aparece nas gravações usando casaco com capuz, apesar de, na terça-feira, ter sido um dia quente.

Na sexta-feira à noite, a polícia fez nova perícia na residência da família Gonçalves, no Jardim Ciprestes, e, com uso de luminol, detectou manchas de sangue espalhadas pela casa, que estava toda revirada – os resultados das análises ainda não ficaram prontos. As autoridades tentam localizar ainda a arma utilizada no crime – laudo preliminar aponta que os três foram mortos com pancadas na cabeça.



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Polícia prende terceiro suspeito de matar família carbonizada em São Bernardo

Juliano de Oliveira Ramos Júnior seria primo de Carina Ramos, companheira de Ana Flávia, filha mais velha do casal; as duas estão presas por suspeita de participação no crime

Bia Moço
Do Diário do Grande ABC

04/02/2020 | 09:43


A Polícia Civil prendeu Juliano de Oliveira Ramos Júnior, por volta das 9h desta terça-feira (4), acusado de ser o terceiro participante da morte do casal Romuyuki e Flaviana Gonçalves, de 43 e 40 anos respectivamente, e do filho caçula deles Juan Victor, 15, encontrados carbonizados há uma semana no porta-malas do carro da família, na Estrada do Montanhão, em São Bernardo. 

O pedido de prisão temporária de Júnior, de 30 dias, foi solicitado ontem à Justiça. O mandato foi expedido e autorizado nesta manhã, quando Oliveira foi levado em cárcere. Segundo apurou o Diário, o homem já teria passagem pela polícia e seria primo de Carina Ramos, 31, presa desde quarta-feira com a companheira Ana Flávia Gonçalves, 24, filha mais velha do casal morto -- ambas são investigadas por participação na morte da família.

De acordo com o inquérito policial, Carina apresentou nova versão dos fatos, no qual descreveu o crime reconhecendo Júnior como um dos participantes, e mais dois homens ainda não identificados pela polícia. Segundo o depoimento, ela e Ana Flávia estavam na casa da família quando, por volta das 22h, Flaviana chegou acompanhada de três homens que anunciaram o roubo.

Carina, por sua vez, reconheceu Júnior, conhecido entre familiares e amigos como Buiú ou Beiço. Segundo ela, os criminosos estavam com pelo menos duas armas de fogo, sendo que seu primo portava uma pistola calibre 40, de cor prata. Ainda de acordo como as declarações dela, os assaltantes renderam todos os ocupantes da residência e proferiram ameaças, assim como exigiram senhas de banco. Roubando diversos objetos, os indivíduos deixaram o condomínio no veículo da família, o Jeep Compass de cor azul encontrado posteriormente com o corpo do casal e filho. Carina revelou ainda que ela e Ana Flávia deixaram o condomínio acompanhando o carro da família, no entanto, o perderam de vista. 

A Polícia, entretanto, permanece suspeitando do envolvimento das duas no caso, já que Carina não esclareceu a não participação de ambas durante a ação. Diante do novo relato, a Justiça acredita que pode-se dar início a investigação de um latrocínio -- roubo seguido de morte -- e não a um homicídio, conforme o inquérito seguiu até então.

No documento que autoriza a prisão de Júnior, o Juiz Fernando Martinho de Barros Penteado solicitou medida de busca e apreensão na casa de Júnior, no Jardim Santo André, afim de encontrar os pertences levados da casa no dia do crime. O mandato deverá ser cumprido pelo delegado do caso, Ronald Quene Justiano Marques.

INVESTIGADAS

A prisão temporária de Carina e Ana Flávia foi decretada após as duas apresentarem contradições em seus interrogatórios. À princípio, elas alegaram que a família tinha dívida de R$ 200 mil com agiota e que o pagamento desse valor foi o motivo para que a família tivesse saído de casa na madrugada.

Na tarde de ontem as duas estiveram pela terceira vez no setor de Homicídios da Delegacia Seccional de São Bernardo, mas permaneceram caladas. Segundo Lucas Domingos, advogado de defesa do casal, ambas mantiveram a declaração de que são inocentes e que só voltarão a falar em juízo.

A Polícia Civil investiga ainda se Carina Ramos tem relação com traficantes de uma favela de Santo André, nas proximidades da residência do casal. No entendimento dos investigadores, as duas participaram do crime e tiveram ajuda de pelo menos três homens. Uma testemunha que está sob proteção judicial e não teve a identidade revelada relatou à polícia que viu um homem de aproximadamente 1,90 metro de altura junto com Ana Flavia e Carina na noite do crime, o mesmo que teria manobrado e carregado o carro com coisas que pareciam ter peso. 

Imagens de câmeras de segurança do condomínio onde a família morava, no Ciprestes, mostram que o carro de Ana Flávia entra e sai das dependências do local diversas vezes. Carina aparece nas gravações usando casaco com capuz, apesar de, na terça-feira, ter sido um dia quente.

Na sexta-feira à noite, a polícia fez nova perícia na residência da família Gonçalves, no Jardim Ciprestes, e, com uso de luminol, detectou manchas de sangue espalhadas pela casa, que estava toda revirada – os resultados das análises ainda não ficaram prontos. As autoridades tentam localizar ainda a arma utilizada no crime – laudo preliminar aponta que os três foram mortos com pancadas na cabeça.

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