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Ex-Diário, jornalista Willian Novaes ministra curso sobre como fazer livro-reportagem


Vinícius Castelli

07/09/2019 | 06:19


Experiência é para ser compartilhada e não guardada na gaveta. Ao menos é o que pensa e faz o jornalista, escritor e editor paulistano Willian Novaes. Ex-Diário, além de diversas reportagens, ele acumula sabedoria no universo de edição, já que passou mais de uma década debruçado em cima de publicações de livros-reportagens na Geração Editorial.

Agora ele vai transmitir o que sabe e mostrar o que se deve fazer para que uma obra desse tipo não só ganhe vida, mas se torne um sucesso. Para isso, ele ministrará curso em parceria com a Escola In Formação (Av.Paulista, 807 – 18° andar), em São Paulo, dia 14, das 9h às 17h. O valor é R$ 280 e as inscrições podem ser realizadas por meio do link https://pag.ae/7V7BChDBa.

“Passei mais de dez anos fazendo livros-reportagens. Quando parei para pensar, em uma conversa com um amigo, pensamos em fazer um curso sobre isso. Ninguém tem a menor ideia de como fazer uma obra assim. E quando tentam fazer é aquela coisa, sem pé nem cabeça”, explica Novaes.

Aos 39 anos, o jornalista acumula na bagagem participação ativa em livros como Operação Banqueiro, A Outra História da Lava Jato, A Outra História do Mensalão, Honoráveis Bandidos, Vencedores e Segredos do Conclave. Outra que não pode deixar de ser citada é em Holocausto Brasileiro – Vida, Genocídio e 60 Mil Mortes no Maior Hospício do Brasil, obra assinada pela jornalista Daniela Arbex, que conta de pacientes que foram internados à força, sem diagnóstico de doença mental, em enorme hospício na cidade de Barbacena, em Minas Gerais, torturados muitas vezes.

“Ela (Daniela) procurou a editora, mandou o texto, e juntos fomos pensando, discutindo. Autor não trabalha sozinho nem o editor. É em conjunto”, diz. Além desta publicação, Novaes trabalhou com a autora no livro Cova 312. Ambas as obras ganharam prêmios como Jabuti, por exemplo.

Novaes explica que, para tudo que se faça, tem de ter estratégia. E na hora de escrever e lançar uma obra desse tipo não é diferente. “Um livro- reportagem não é matéria especial (de jornal). O jornalista precisa ter coragem para fazer uma obra assim. Leva meses, às vezes anos. Gasta-se muito tempo e o resultado é incerto. É preciso ter talento e disciplina”, diz.

No curso ele fala também sobre como ganhar dinheiro escrevendo livros, mas como ghostwriter (responsável por escrever, mas sem levar os créditos pela obra), fazendo livros institucionais, biografias, por exemplo.

O foco do curso é fazer livro de ‘gente grande’, segundo Novaes. “Falo sobre técnicas de edição, comercialização. Não adianta escrever um ‘baita’ livro e publicar por uma editora minúscula. Ele vai ganhar vida? Como vai vender essa publicação no Norte, Nordeste do País? Como essa obra vai chegar lá? Tudo tem de ser muito pensado”, encerra. 



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