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Moradores de Gaza enterram as vítimas do ataque israelense


Da AFP

09/11/2006 | 11:17


Milhares de pessoas saíram nesta quinta-feira às ruas de Gaza para o enterro das vítimas do ataque israelense de quarta-feira, no qual morreram 18 pessoas e deixou o Estado hebreu em alerta devido às ameaças de grupos palestinos de retomar os atentados suicidas.

"Por nosso sangue, por nossa alma, morreremos pelos nossos mártires!" bradava a multidão, que carregava os corpos dos 18 mortos. Entre as vítimas havia oito crianças e cinco mulheres.

"Vingança, vingança! Oh, nossos amados, a resposta será dada em Tel Aviv", gritava a massa, que brandia bandeiras de todas as facções palestinas e disparava com armas automáticas para o ar.

Os corpos das 18 vítimas foram enterrados no cemitério dos ‘Mártires do massacre de Beit Hanun’, situado nas cercanias da cidade.

Tragédia – Os ataques israelenses em Beit Hanun, no norte da Faixa de Gaza provocaram a ira dos grupos palestinos, que pediram a retomada dos atentados suicidas contra Israel, quase dois anos depois da trégua informal anunciada pelo Hamas e pelo Fatah.
 
A Autoridade Palestina decretou três dias de luto nacional e o presidente, Mahmud Abbas, acusou Israel de querer minar as possibilidades de se obter a paz.

A comunidade internacional condenou o ataque e pediu que Israel suspenda suas operações na Faixa de Gaza.

O primeiro-ministro israelense, Ehud Olmert, e o ministro da Defesa, Amir Peretz, "lamentaram a morte de civis palestinos" e "ofereceram ajuda humanitária e médica urgente para os feridos".

O Exército israelense ordenou a interrupção dos disparos de artilharia na Faixa de Gaza enquanto estiver em andamento a investigação para esclarecer os fatos ocorridos na quarta-feira, embora uma autoridade tenha dito que Israel continuará a operação contra os militantes palestinos na região.

O movimento islâmico Hamas, à frente do governo, e o Fatah de Abbas pediram a retomada dos atentados suicidas em território israelense, quase dois anos depois do anúncio de uma trégua por parte de ambas as formações.

O líder do Hamas, Jaled Mechaal, afirmou em Damasco que sua organização responderá à ‘matança’ perpetrada por Israel. "Denunciamos essa matança, e não só a denunciamos com palavras como o faremos com atos. A resistência age e não fala", declarou Mechaal.

Por causa das ameaças, a Polícia israelense foi colocada em estado de alerta.

O Conselho de Segurança da ONU se reunirá nesta quinta-feira para promover um debate público a respeito da tragédia em Gaza. A reunião foi anunciada ao mesmo tempo que o Qatar, único Estado árabe que integra o Conselho, colocou em circulação um projeto de resolução que condena o ‘massacre’ de palestinos cometido por Israel em Beit Hanun e pede um "cessar-fogo imediato" entre as duas partes.



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Moradores de Gaza enterram as vítimas do ataque israelense

Da AFP

09/11/2006 | 11:17


Milhares de pessoas saíram nesta quinta-feira às ruas de Gaza para o enterro das vítimas do ataque israelense de quarta-feira, no qual morreram 18 pessoas e deixou o Estado hebreu em alerta devido às ameaças de grupos palestinos de retomar os atentados suicidas.

"Por nosso sangue, por nossa alma, morreremos pelos nossos mártires!" bradava a multidão, que carregava os corpos dos 18 mortos. Entre as vítimas havia oito crianças e cinco mulheres.

"Vingança, vingança! Oh, nossos amados, a resposta será dada em Tel Aviv", gritava a massa, que brandia bandeiras de todas as facções palestinas e disparava com armas automáticas para o ar.

Os corpos das 18 vítimas foram enterrados no cemitério dos ‘Mártires do massacre de Beit Hanun’, situado nas cercanias da cidade.

Tragédia – Os ataques israelenses em Beit Hanun, no norte da Faixa de Gaza provocaram a ira dos grupos palestinos, que pediram a retomada dos atentados suicidas contra Israel, quase dois anos depois da trégua informal anunciada pelo Hamas e pelo Fatah.
 
A Autoridade Palestina decretou três dias de luto nacional e o presidente, Mahmud Abbas, acusou Israel de querer minar as possibilidades de se obter a paz.

A comunidade internacional condenou o ataque e pediu que Israel suspenda suas operações na Faixa de Gaza.

O primeiro-ministro israelense, Ehud Olmert, e o ministro da Defesa, Amir Peretz, "lamentaram a morte de civis palestinos" e "ofereceram ajuda humanitária e médica urgente para os feridos".

O Exército israelense ordenou a interrupção dos disparos de artilharia na Faixa de Gaza enquanto estiver em andamento a investigação para esclarecer os fatos ocorridos na quarta-feira, embora uma autoridade tenha dito que Israel continuará a operação contra os militantes palestinos na região.

O movimento islâmico Hamas, à frente do governo, e o Fatah de Abbas pediram a retomada dos atentados suicidas em território israelense, quase dois anos depois do anúncio de uma trégua por parte de ambas as formações.

O líder do Hamas, Jaled Mechaal, afirmou em Damasco que sua organização responderá à ‘matança’ perpetrada por Israel. "Denunciamos essa matança, e não só a denunciamos com palavras como o faremos com atos. A resistência age e não fala", declarou Mechaal.

Por causa das ameaças, a Polícia israelense foi colocada em estado de alerta.

O Conselho de Segurança da ONU se reunirá nesta quinta-feira para promover um debate público a respeito da tragédia em Gaza. A reunião foi anunciada ao mesmo tempo que o Qatar, único Estado árabe que integra o Conselho, colocou em circulação um projeto de resolução que condena o ‘massacre’ de palestinos cometido por Israel em Beit Hanun e pede um "cessar-fogo imediato" entre as duas partes.

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