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Agências da ONU apoiam medidas do governo na fronteira com a Venezuela



21/08/2018 | 18:53


Agências da Organização das Nações Unidas (ONU) que lidam com refugiados e imigração saem em apoio às novas medidas anunciadas pelo governo brasileiro para lidar com o fluxo de venezuelanos pela fronteira.

Nos últimos dias, o governo federal tem sido pressionado com propostas de bloquear a entrada de imigrantes por Roraima. O líder do governo no Senado e presidente do MDB, Romero Jucá (RR), sugeriu ao presidente Michel Temer o bloqueio da entrada na fronteira do Estado, de forma temporária. Jucá também anunciou à imprensa que apresentará uma proposta ao Senado para estabelecer "cotas" para a entrada de imigrantes no País.

De outro lado, a governadora do Estado, Suely Campos (PP), adversária política de Jucá, já vinha pedindo o fechamento da fronteira nas últimas semanas e protocolou novo pedido no Supremo Tribunal Federal (STF). Ela tem acusado o governo federal de omissão diante da situação no Estado.

O Palácio do Planalto resiste às ofensivas, mas passou a considerar a possibilidade apresentada por Jucá para medir a reação da população e, só então, tomar uma decisão.

Oficialmente, a ONU não se pronuncia sobre as medidas propostas ou sobre a pressão sofrida pelo Palácio. Para reforçar sua posição, as agências da ONU com escritórios no Brasil declararam que estão "monitorando" a situação em Pacaraima e insistem em apoiar as recentes medidas anunciados pelo presidente Michel Temer.

"Apreciamos todos os esforços tomados para normalizar o trânsito na fronteira entre Brasil e Venezuela e a operação de recepção", indicou o texto, divulgado pelas entidades, entre elas a Organização Internacional de Migrações (OIM), Unicef e Alto Comissariado da ONU para Refugiados.

As agências da ONU, portanto, "reafirmam o apoio à resposta dada pelas autoridades brasileira ao fluxo de venezuelano".

Outro aspecto destacado pelas entidades é o apoio à estratégia de relocalização, que tem levado venezuelanos a outras cidades do Brasil e "reduzindo a pressão sobre as comunidades em Roraima". O Estado apurou que, no Alto Comissariado da ONU para Refugiados, esse é um dos caminhos considerados como mais adequados para desafogar as comunidades em Roraima.

"Enfatizamos nossa vontade de continuar a trabalhar com as autoridades públicas, sociedade civil e com o setor privado para atender às necessidades dos venezuelanos procurando ajuda e proteção no Brasil, e às necessidades das comunidades que os recebem", disse.

A nota ainda conclui "agradecendo o Brasil pela contínua hospitalidade a dezenas de milhares de venezuelanos".



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