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Mais 60 dias de caos
na Avenida dos Estados


Renan Fonseca
Do Diário do Grande ABC

07/05/2011 | 07:24


Os motoristas que se utilizam da Avenida dos Estados ainda vão sofrer pelo menos por mais 60 dias se depender da empresa privada Aquapolo, que interdita pistas para a construção do aquaduto, obra que trava o trânsito na via diariamente. A Prefeitura de Santo André permitiu, no ano passado, que a empresa abrisse buracos ao longo da via para instalação de dutos que levarão água de reúso ao Polo Petroquímico, na divisa entre o município e Mauá.

Com o aval do poder municipal, máquinas pesadas, como escavadeiras e tratores, têm tomado duas faixas da via. O afunilamento trouxe atraso, desconforto e irritação para os motoristas que são obrigados a trafegar diariamente pela avenida.

O projeto vai oferecer água de reúso para as empresas do polo. O abastecimento vai sair da ETE-ABC (Estação de Tratamento de Esgoto ABC) da Sabesp (Saneamento Básico de São Paulo), na divisa entre São Caetano e São Paulo, a um custo mais barato. Economia para o setor privado e caos para a população.

Enquanto isso, as prefeituras de Santo André e São Caetano, por onde os dutos passam, são obrigadas a gastar dinheiro comprando água de reúso da Sabesp, normalmente usada para regar plantas e lavar ruas. Município mais prejudicado pela obra - a maior extensão está na cidade -, Santo André compra 1.300 metros cúbicos mensais de água de reúso da Sabesp, a R$ 0,52 o metro cúbico. O transporte é feito por caminhões do Semasa (Serviço Municipal de Saneamento Ambiental de Santo André). São Caetano compra, ao mesmo valor, 500 metros cúbicos mensais.

Na Avenida dos Estados, cada um se vira como pode. Quem depende do trajeto para ir para o trabalho diariamente teve de encurtar o número de horas de sono. "Eu levantava às 6h para chegar às 8h na empresa. Agora, tenho que levantar no mínimo 5h para não chegar atrasado. O canteiro de obras encurtou muito o espaço para o motorista passar", contou o especialista em telecomunicações Wagner de Brito, 39 anos.

E teve gente que fez trocas para garantir a pontualidade no emprego. "Aposentei o carro nos últimos meses. Não dá para dirigir por aqui. Às vezes, para passar no trecho em obras demorava 30 minutos", disse o técnico de materiais Marcos Requiel de Souza, 28 anos. E mesmo assim ele garante que os problemas continuam. "Os carros brigam pelo espaço e desviam a toda hora do maquinário. Sobra para o motoqueiro, que tem de ficar atento para não ser atropelado."

O engenheiro de obras David Moraes, 45, não trocou a condução. Mas sim a rota. "Busquei caminhos diferentes. Estava cansado de ficar parado no trânsito. Se na Avenida dos Estados já era complicado, agora piorou muito com essas intervenções", comentou.

A Aquapolo Ambiental informou que as obras estão dentro do cronograma, e que faz o possível para minimizar o impacto no trânsito. Em nota, a empresa informou que "as obras seguem o cronograma previsto, com o trecho Córrego Cassaquera até o Polo Petroquímico concluído em abril. O trecho que vai do Posto Cabeça Branca até o Córrego Cassaquera tem previsão de término para junho. Diversas iniciativas estão sendo desenvolvidas para auxiliar os motoristas, tais como a utilização de tecnologias construtivas e planejamento logístico que minimizam a extensão dos trechos interditados."



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