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Suzano investe para emitir menos resíduos


Luiz Federico
Do Diário do Grande ABC

27/02/2006 | 08:28


A Suzano Petroquímica, do Pólo de Capuava, em Mauá, investiu R$ 200 mil para se adequar às normas de tratamento de efluentes estabelecidas pelo Banco Mundial. Até o final deste mês, a empresa passa a operar dentro dos limites impostos pelo banco, com índices de lançamento de resíduos ao meio ambiente bem inferiores aos da legislação brasileira.

Segundo o coordenador de Produção da planta de Mauá, Marcos Tavares, o alinhamento aos padrões do Banco Mundial se deve a uma estratégia de sinalizar sustentabilidade ao banco, já que a instituição financiou parte dos US$ 217 milhões utilizados na construção da segunda fábrica da Suzano, que entrou em operação em 2003. Em Mauá, a unidade fabril que operava até aquele ano está desativada e seus equipamentos possivelmente serão vendidos.

A lei brasileira prevê o lançamento ao meio ambiente de até 150 mg/l de óleos e graxas – resíduos da fabricação de resinas de polipropileno, vendidos à indústria plástica; o Banco Mundial limita esse número a 10 mg/l. “Nossa meta é diminuir ainda mais. Já estamos fazendo pesquisas nesse sentido”, destaca Tavares.

Para alcançar o parâmetro do Banco Mundial, a Suzano adquiriu dois equipamentos, chamados flotters, responsáveis por remover maior quantidade de partículas na operação de tratamento dos efluentes.

A unidade de Mauá, inaugurada em 2003, produz atualmente 300 mil toneladas de polipropileno por ano. A expectativa da empresa, inserida na expansão das empresas do Pólo Petroquímico de Capuava, é aumentar a capacidade de produção para 360 mil toneladas até o final de junho. Numa segunda etapa de crescimento, prevista para o final de 2008, a Suzano estima alçar a produção para 625 mil toneladas de resinas de polipropileno.

Balanço – A empresa petroquímica registrou queda de 24% nas vendas e retração de 14% na produção de resinas no quarto trimestre de 2005 em relação ao período imediatamente anterior. Esses dados fazem parte do relatório preliminar, divulgado recentemente pela Suzano. O balanço completo será anunciado no próximo dia 14 de março.

Entre as causas do fraco desempenho nos últimos três meses de 2005, o relatório destaca que a desvalorização do dólar contribuiu para o aumento de 32% na importação de resinas ao longo daquele ano, somando-se a um desaquecimento da demanda interna por produtos petroquímicos.



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