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Marinho nega contato junto ao STF para avisar Lula de operação

Nario Barbosa/DGABC:  Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra

Júnior Carvalho
Do Diário do Grande ABC

20/03/2016 | 07:00


O prefeito de São Bernardo, Luiz Marinho (PT), negou ter tentado falar com o STF (Supremo Tribunal Federal) para obter informações privilegiadas acerca de possível operação da PF (Polícia Federal) na casa do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), seu padrinho político, no Centro da cidade. O petista, porém, admitiu ter tido conhecimento da presença de repórteres no dia 7 de março na frente do prédio onde mora o ex-presidente e comunicado Lula sobre a movimentação.

Segundo Marinho, não houve ilegalidades no conteúdo dos áudios da interceptação telefônica em que é citado. Para o prefeito, irregulares foram os grampos autorizados pelo juiz federal Sérgio Moro, responsável pela Operação Lava Jato, que revela diálogo entre Lula e a presidente Dilma Rousseff na quarta-feira, dia em que o ex-presidente foi anunciado como ministro-chefe da Casa Civil. “Se você observar a gravação verá que eu recebi informação de alguém da Rede Globo que teria operação (na casa de Lula), e avisei a segurança do presidente, só isso. Se isso tiver ilegalidade, era o fato de a Globo ter a informação, que não deveria ter”, explicou Marinho, ao Diário, durante a manifestação pró-Lula e contra o impeachment, na noite de sexta-feira, na Avenida Paulista.

Na quinta-feira, o Diário revelou que, entre os grampos telefônicos feitos pela PF, foi identificado diálogo entre o tenente do Exército Edson Antonio Moura e Valmir Moraes da Silva, que estariam combinando monitorar as imediações do prédio em que Lula reside, na Avenida Francisco Prestes Maia, Centro de São Bernardo. A ação foi combinada na noite do dia 6 de março, dia do telefonema. Segundo a PF, a dupla conversava a pedido de Marinho, que teria conhecimento de suposta ação da PF no dia 7 – não ocorrida. “O prefeito não sabe se é briefing ou não. Tentou falar... Porque hoje houve reunião lá no Supremo, ele tentou falar com os ministros alguma coisa, mas não conseguiu, devido ao horário já”, dizia Moura a Moraes.

Marinho tomou conhecimento de que a Rádio Globo teria mandado que seus repórteres se posicionassem às 5h do dia 7 tanto na casa de Lula quanto na sede da PF.

“Isso é um caso de análise pelas autoridades competentes. O que a presidente (Dilma) disse hoje (anteontem), eu concordo plenamente. Se fosse nos Estados Unidos (os grampos contra um presidente da República), o responsável (pelas interceptações telefônicas) estaria preso”, criticou o petista.

A transcrição da conversa em que Marinho é citado consta nas páginas 41 e 42 de Auto de Interceptação Telefônica Nº 58/2016 da Lava Jato. 



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