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Delação volta a ligar Filippi à Lava Jato

Executivos da Andrade Gutierrez disseram que empresa pagou despesas da campanha de Dilma


Júnior Carvalho
Do Diário do Grande ABC

02/03/2016 | 07:00


Delação de executivos da empreiteira Andrade Gutierrez colocou de novo o ex-prefeito de Diadema e potencial candidato do PT à Prefeitura em outubro José de Filippi Júnior na mira da Operação Lava Jato. Na colaboração, a construtora afirmou ter pago despesas, por meio de contrato fictício, da primeira campanha da presidente Dilma Rousseff (PT), em 2010. Naquele pleito, Filippi foi tesoureiro da coligação petista. O ex-prefeito nega as irregularidades.

Segundo o jornal Folha de S. Paulo, executivos da Andrade Gutierrez disseram em depoimentos que a construtora repassou, de forma ilícita, R$ 6,5 milhões à campanha da presidente. Pelas denúncias, a empresa teria celebrado contrato fictício com a agência de comunicação Pepper como forma de dar tom de regularidade ao repasse. Ainda de acordo com a reportagem, o pagamento teria sido feito a pedido de um dos coordenadores da campanha do PT.

Tesoureiro das campanhas do ex-presidente Lula, em 2006, e de Dilma, em 2010, Filippi tem sido alvo das investigações da Lava Jato. Em novembro, o nome do ex-prefeito foi mencionado na delação de Walmir Pinheiro Santana, ex-diretor financeiro da empreiteira UTC Engenharia, que disse em depoimento que Filippi recebeu R$ 400 mil em propina, provenientes de corrupção na Petrobras. Esse dinheiro, segundo Pinheiro, fazia parte de um montante de R$ 15,5 milhões desviados das obras do Comperj (Complexo Petroquímico do Rio de Janeiro). Os recursos supostamente desviados também teriam financiado campanhas do PT na eleição de 2012, entre elas a de reeleição do prefeito de São Bernardo, Luiz Marinho (PT).

Três vezes prefeito de Diadema (1993 a 1996, 2001 a 2004 e 2005 a 2008), Filippi já havia rejeitado participar do processo eleitoral na cidade neste ano, mas tem sido pressionado por correligionários a representar o partido na tentativa de enterrar a reeleição do prefeito Lauro Michels (PV).

Em nota, Filippi disse que “os serviços prestados pela Pepper à campanha de 2010 foram regularmente contabilizados nas prestações de contas aprovadas pelo TSE (Tribunal Superior Eleitoral) e criticou o “vazamento truncado e seletivo de informações atribuídas às delações premiadas submetidas a sigilo legal”. “É ato ilícito”, afirma a nota. 



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