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Motel demite cozinheiro com HIV


Cristiane Bomfim
Do Diário do Grande ABC

31/10/2007 | 07:04


O Vips Motel, em São Bernardo, demitiu segunda-feira o cozinheiro portador de HIV que acusou a empresa de discriminação no trabalho. Francisco da Silva Nascimento, 26 anos, foi rebaixado para o cargo de ajudante geral há cerca de seis meses, ao assumir ter o vírus da Aids. O funcionário vai entrar com pedido na Justiça do Trabalho de retorno ao trabalho e reintegração da função.

“Quando cheguei no trabalho na segunda-feira fui informado que estava sendo despedido. Me disseram que era por justa causa, mas não me alegaram o motivo”. Ele acredita que a atitude foi uma retaliação à denúncia publicada no Diário, no último sábado. “Só pode ter sido isso, a notícia não caiu bem para o motel”.

Francisco conta que foi acompanhado até o vestiário para recolher seus pertences e teve que entregar o crachá. “Foi humilhante. Primeiro me rebaixaram, disseram que tem pena de mim. Aí, quando denunciei, me demitiram”. O rebaixamento teve consentimento do Sindehot (Sindicato de Empregados do Comércio Hoteleiros e Similares de São Bernardo e Região), que assinou documento em que afirma conhecimento do fato.

Procurada pela reportagem, a gerente do Vips Motel, Rosana Zucon, não atendeu aos pedidos de entrevista. Os advogados do cozinheiro, Silvânia Pereira de Souza e Marcelo Luís Barra Martins explicaram que irão entrar com um pedido de reintegração do cargo na Justiça. “A dispensa do Francisco foi precipitada e preconceituosa”, disse Silvânia.

Para o presidente do Sindehot, Luiz Parente, a assinatura do documento foi um erro. “Acho que não deveríamos ter assinado”. Ele afirma ainda que irá acompanhar o caso. “O motel está sendo arbitrário e está cometendo uma injustiça e isso não deve ser feito”.

“Estou desesperado. Não tenho dinheiro e agora perdi o emprego. Não sei o que faço”, disse o cozinheiro.



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Motel demite cozinheiro com HIV

Cristiane Bomfim
Do Diário do Grande ABC

31/10/2007 | 07:04


O Vips Motel, em São Bernardo, demitiu segunda-feira o cozinheiro portador de HIV que acusou a empresa de discriminação no trabalho. Francisco da Silva Nascimento, 26 anos, foi rebaixado para o cargo de ajudante geral há cerca de seis meses, ao assumir ter o vírus da Aids. O funcionário vai entrar com pedido na Justiça do Trabalho de retorno ao trabalho e reintegração da função.

“Quando cheguei no trabalho na segunda-feira fui informado que estava sendo despedido. Me disseram que era por justa causa, mas não me alegaram o motivo”. Ele acredita que a atitude foi uma retaliação à denúncia publicada no Diário, no último sábado. “Só pode ter sido isso, a notícia não caiu bem para o motel”.

Francisco conta que foi acompanhado até o vestiário para recolher seus pertences e teve que entregar o crachá. “Foi humilhante. Primeiro me rebaixaram, disseram que tem pena de mim. Aí, quando denunciei, me demitiram”. O rebaixamento teve consentimento do Sindehot (Sindicato de Empregados do Comércio Hoteleiros e Similares de São Bernardo e Região), que assinou documento em que afirma conhecimento do fato.

Procurada pela reportagem, a gerente do Vips Motel, Rosana Zucon, não atendeu aos pedidos de entrevista. Os advogados do cozinheiro, Silvânia Pereira de Souza e Marcelo Luís Barra Martins explicaram que irão entrar com um pedido de reintegração do cargo na Justiça. “A dispensa do Francisco foi precipitada e preconceituosa”, disse Silvânia.

Para o presidente do Sindehot, Luiz Parente, a assinatura do documento foi um erro. “Acho que não deveríamos ter assinado”. Ele afirma ainda que irá acompanhar o caso. “O motel está sendo arbitrário e está cometendo uma injustiça e isso não deve ser feito”.

“Estou desesperado. Não tenho dinheiro e agora perdi o emprego. Não sei o que faço”, disse o cozinheiro.

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