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E das latas de lixo
fez-se a sonoridade


Kelly Zucatelli
Do Diário do Grande ABC

07/05/2011 | 07:02


Latas, cabaças, tubos de PVC, garrafas PET e outros materiais que geralmente acabam nas latas de lixo ganham sonoridade nas mãos do músico Fernando Sardo, de Santo André, e do seu GEM (Grupo Experimental de Música). Contemplados pelo Proac (Programa de Ação Cultural) da Secretaria de Cultura do Estado, eles fazem neste mês uma série de shows, que trazem também ao Grande ABC.

Hoje, o GEM se apresenta no Teatro Clara Nunes (Rua Graciosa, 300, Centro), em Diadema, a partir das 20h, com entrada franca. Já no dia 25, a perfomance musical poderá ser conferida no Teatro Municipal de Mauá (Rua Gabriel Marques, 353), também de graça. Em ambas ocasiões, é necessário que os ingressos sejam retirados com uma hora de antecedência.

As apresentações são realizadas com a instalação sonora Dessintetizador, instrumento musical gigante (tem 9 metros de largura e 3 metros de altura) que oferece diversidade sem igual.

"Nesse instrumento foram usadas matérias-primas sintéticas como garrafa PET, tubos de PVC, latas, baldes, molas, regadores e outros objetos que são utilizados no dia a dia", explica Sardo.

Devido ao tamanho do Dessintetizador, durante toda a apresentação os seis músicos se deslocam de uma ponta a outra para conduzir as peças e produzir diferentes sons. "Em alguns momentos estamos próximos de instrumentos feitos de azulejo e, em outros, de tubos e garrafas. Toda essa movimentação é muita rápida no palco", detalha Sardo.

REPERTÓRIO
A inspiração dos artistas para a criação do repertório não está em grandes nomes da música brasileira ou internacional. Está nos ruídos urbanos, como o barulho do trem freando e do movimento dos carros. "Se observar, o nome das nossas músicas remetem exatamente a tudo isso. Temos no repertório as canções 'Trem' e 'Chaminés'. É algo muito singular nosso estilo de levar a música para as pessoas", explica Sardo.

O músico foi quem trouxe a ideia de criar instrumentos com objetos recicláveis para a região. Em 2003, após despertar o interesse de alguns de seus alunos de música para a possibilidade de criar instrumentos exóticos, a formação do GEM se consolidou. Passados esses anos, o músico também tornou-se referência quando se trata da criação de instrumentos com objetos inusitados, aqui e fora do País.



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