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História sobre os mutantes conta como tudo começou


Cássio Gomes Neves
Do Diário do Grande ABC

04/06/2003 | 20:01


O relançamento de Deus Ama, O Homem Mata (Panini Comics, 68 págs., R$ 6,50) é um bálsamo há muito necessário para os leitores de HQs, atualmente alvejados por fantasias cósmico-científicas sem sentido nos quadrinhos norte-americanos. Uma coisa puxa a outra. A republicação se dá porque o argumento de X-Men 2 (sete salas da região) deve muito a essa graphic novel lançada pela Marvel Comics em 1982 nos Estados Unidos.

Sem muito auê à época, a Editora Abril veiculou-a em 1988 sob o título O Conflito de uma Raça. A Panini refaz o volume para voltar a aquecer a febre X-Men nas bancas, com edições alusivas à exibição do filme dirigido por Bryan Singer.

Deus Ama, O Homem Mata tem uma história encerrada em si mesma, exige pouco conhecimento prévio dos personagens e não é serial. O selo “fim” no rodapé da página 64 não é enfeite, como em tantas outras HQs que repelem não-iniciados.

Os cérebros por trás do título são o argumentista Chris Claremont e o desenhista Brent Anderson. Claremont responde pela valorização artística e mercadológica dos X-Men, quando assumiu seus roteiros de 1974 até 1991. Antes, os mutantes definhavam, vendiam pouco e interessavam menos.

À história, que é o que importa. Deus Ama, O Homem Mata baseia-se na intolerância, nos receios supostamente preventivos de um reverendo, William Stryker. Vivido por Brian Cox, no filme o antagonista é um militar. Nos quadrinhos, sua ocupação religiosa é seqüência de uma irregular carreira nas Forças Armadas, prejudicada por um infanticídio – o de seu próprio filho, nascido mutante.

Mutantes seriam o próximo estágio da evolução humana no universo Marvel. E os X-Men, a principal representação paramilitar desses seres, pejorativamente denominados “mutunas” e odiados por boa parte da raça humana. Nas suas pregações, o reverendo Stryker canaliza o temor popular escorado em citações bíblicas inúmeras. Claremont procura contemporaneidade ao fazer na HQ um retrato do fanatismo apocalíptico de Jim Jones, que levou 900 pessoas ao suicídio coletivo em 1978, e Charles Manson, mandante da morte brutal da atriz Sharon Tate, em 1969. E o direciona aos discípulos do Professor X, em uma edição sombria e indispensável a qualquer boa gibiteca.



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