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Do rancho fundo

Peça 'Hoje Tem Mazzaropi' traz o autêntico caipira a
Mauá, com uma família que Buscapé nenhum põe defeito


Thiago Mariano
Do Diário do Grande ABC

22/09/2010 | 07:01


Mais do que o sotaque e as vestimentas, um típico caipira - daqueles que se enquadram no imaginário popular desde que Amâcio Mazzaropi (1912-1981) fez estourar um gênero cinematográfico brasileiro - conserva a aparência de um sujeito muito sossegado, que aparentemente é ingênuo, mas que vira uma fera quando a força do seu domínio patriarcal está à prova.

É esse o caipira que chega ao Teatro Municipal de Mauá no fim de semana, com uma família que Buscapé nenhum põe defeito, em Hoje Tem Mazzaropi, comédia de Mário Viana.

Philaderpho Mazzaropi - personagem há dez anos criado pelo ator Júlio Lima e identificado como primo distante do patriarca dos Mazzaropi - vive na roça com sua mulher Zefa (interpretada por Iara Jamra, clássica personagem do programa Rá-Tim-Bum) e as filhas Dolor e Maricota.

Cansada da calma rotina do interior e iludida pelo mundo das celebridades e da cidade grande, Dolor foge de casa em busca do estrelato. A família inteira sai desesperada atrás da ovelha negra, mas Philaderpho, na metrópole, vira promessa de sucesso e recebe o convite para assumir o posto do seu primo como o Jeca da nova geração.

O sucesso do tipo que Mazzaropi personificou, para Viana, é representar boa parte dos caipiras que se lançaram do interior para as cidades. "As histórias do Mazzaropi davam um nó nos vilões urbanos. Ele é o rambo dos caipiras", explica o autor do espetáculo.

"Não quero fazer o Mazzaropi, mas usar a sua linguagem para falar do caipira", conta Lima, que é de Taubaté, local onde viveu e morreu o Mazzaropi. O ator participa de convenções, feiras e até dá palestras fantasiado de caipira. A identificação com o personagem é tanta que Lima comprou e restaurou o Anastácio, caminhão Chevrolet 1930 utilizado por Mazzaropi em seus filmes.

O ORIGINAL
Mazzaropi começou no circo, passou pelo rádio, televisão e se consolidou no cinema onde estreou como ator e chegou a produtor, diretor e distribuidor. Ao longo da carreira fez 32 longas - entre eles o famoso Jeca Tatu. Explorando a simplicidade da figura do interiorano, de calças pula-brejo, paletó apertado, camisa xadrez e botinas, Mazzaropi levava em média 6 milhões de espectadores às suas estreias.

Hoje Tem Mazzaropi - Teatro. No Teatro Municipal de Mauá - Rua Gabriel Marques, 353. Tel.: 4555-0086. Sáb., às 21h e dom., às 19h. Ingr.: R$ 20 (antecipado) e R$ 30.



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Do rancho fundo

Peça 'Hoje Tem Mazzaropi' traz o autêntico caipira a
Mauá, com uma família que Buscapé nenhum põe defeito

Thiago Mariano
Do Diário do Grande ABC

22/09/2010 | 07:01


Mais do que o sotaque e as vestimentas, um típico caipira - daqueles que se enquadram no imaginário popular desde que Amâcio Mazzaropi (1912-1981) fez estourar um gênero cinematográfico brasileiro - conserva a aparência de um sujeito muito sossegado, que aparentemente é ingênuo, mas que vira uma fera quando a força do seu domínio patriarcal está à prova.

É esse o caipira que chega ao Teatro Municipal de Mauá no fim de semana, com uma família que Buscapé nenhum põe defeito, em Hoje Tem Mazzaropi, comédia de Mário Viana.

Philaderpho Mazzaropi - personagem há dez anos criado pelo ator Júlio Lima e identificado como primo distante do patriarca dos Mazzaropi - vive na roça com sua mulher Zefa (interpretada por Iara Jamra, clássica personagem do programa Rá-Tim-Bum) e as filhas Dolor e Maricota.

Cansada da calma rotina do interior e iludida pelo mundo das celebridades e da cidade grande, Dolor foge de casa em busca do estrelato. A família inteira sai desesperada atrás da ovelha negra, mas Philaderpho, na metrópole, vira promessa de sucesso e recebe o convite para assumir o posto do seu primo como o Jeca da nova geração.

O sucesso do tipo que Mazzaropi personificou, para Viana, é representar boa parte dos caipiras que se lançaram do interior para as cidades. "As histórias do Mazzaropi davam um nó nos vilões urbanos. Ele é o rambo dos caipiras", explica o autor do espetáculo.

"Não quero fazer o Mazzaropi, mas usar a sua linguagem para falar do caipira", conta Lima, que é de Taubaté, local onde viveu e morreu o Mazzaropi. O ator participa de convenções, feiras e até dá palestras fantasiado de caipira. A identificação com o personagem é tanta que Lima comprou e restaurou o Anastácio, caminhão Chevrolet 1930 utilizado por Mazzaropi em seus filmes.

O ORIGINAL
Mazzaropi começou no circo, passou pelo rádio, televisão e se consolidou no cinema onde estreou como ator e chegou a produtor, diretor e distribuidor. Ao longo da carreira fez 32 longas - entre eles o famoso Jeca Tatu. Explorando a simplicidade da figura do interiorano, de calças pula-brejo, paletó apertado, camisa xadrez e botinas, Mazzaropi levava em média 6 milhões de espectadores às suas estreias.

Hoje Tem Mazzaropi - Teatro. No Teatro Municipal de Mauá - Rua Gabriel Marques, 353. Tel.: 4555-0086. Sáb., às 21h e dom., às 19h. Ingr.: R$ 20 (antecipado) e R$ 30.

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