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PSDB regional mira coordenação de campanhas

Tucanos querem evitar que aliados assumam postos nas candidaturas de Alckmin e Aécio


Gustavo Pinchiaro
Do Diário do Grande ABC

25/02/2014 | 00:41


A primeira reunião da nova coordenação do PSDB no Grande ABC terminou ontem com o discurso de que as candidaturas do governador Geraldo Alckmin pela reeleição e do senador Aécio Neves à Presidência sejam coordenadas por tucanos, sem interferência de aliados. A previsão de encerrar o impasse sobre possíveis candidaturas a deputados estadual e federal, no entanto, não avançou.

“Vamos pleitear que a coordenação regional das campanhas majoritárias fiquem com nomes do PSDB. Nós precisamos fortalecer nosso discurso e reafirmar a postura de oposição ao PT. Vamos trabalhar para isso”, declarou o coordenador tucano no Grande ABC, Márcio Canuto. A argumentação da cúpula tenta evitar que cenário ocorrido na eleição de 2010, quando o ex-prefeito de São Caetano e atual secretário paulista de Esporte, Lazer e Juventude, José Auricchio Júnior (PTB), comandou as ações locais das tentativas tucanas de o ex-governador José Serra chegar ao Palácio do Planalto e de Alckmin ao Palácio dos Bandeirantes.

De acordo com Canuto, a investida faz parte de um projeto de fortalecimento da identidade tucana na região, que hoje é dominada pelo principal rival o PT. Os petistas comandam três das sete prefeituras (São Bernardo, Santo André e Mauá), enquanto o PSDB detém a gestão de Rio Grande da Serra. “Queremos reforçar nossa posição de oposição ao PT. Vamos investir no nosso discurso, que o PT diz que é contra as privatizações, mas também fez”, disse.

O deputado estadual Orlando Morando destacou que a coordenação regional terá o papel de encontrar um nome para que tenha capacidade de articular, aglutinar forças e bom trânsito entre os aliados do Grande ABC. “Temos que comparar. O Estado investiu muito mais na região do que a União. Precisamos assumir isso na campanha”, endossou.

A definição sobre a intenção do diretor da Prodesp (Companhia de Processamento de Dados do Estado de São Paulo), Admir Ferro, disputar uma cadeira na Assembleia Legislativa continua parada. “Só vou ver isso em março. Seria bom que o partido tivesse muitos candidatos. Mas faltam nomes. Aliás, nomes nós temos, falta nomes com disposição”, declarou. Morando, que teoricamente teria que dividir o eleitorado com Ferro, já que ambos são de São Bernardo, negou rusgas. “Não estou aqui para desagregar. A função da coordenadoria será de incentivar as candidaturas.”

Presidente do PSDB de Santo André, Ricardo Torres, que não tem se movimentado em busca de candidaturas andreenses, defendeu o lançamento de apenas dois nomes na região: um para estadual e outro para federal. “O partido está muito unido. Unidade é a palavra que define a reunião. Duas candidaturas seria o ideal”, afirmou o tucano, que foi pivô de desentendimentos com o grupo de Morando em 2012.
 



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