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Criminalidade continua em alta na região

Roubos e furtos aumentaram 27,5% em janeiro; variação é superior às registradas na Capital e no Estado


Fábio Munhoz
Do Diário do Grande ABC

25/02/2014 | 07:00


Estatísticas mensais divulgadas ontem pela SSP (Secretaria de Estado da Segurança Pública) apontam que a criminalidade continua em alta no Grande ABC. Todos os principais indicadores da violência apontam aumento significativo no número de ocorrências em janeiro deste ano na comparação com o mesmo período do ano passado. Autoridades da Segurança na região avaliam que o problema é pontual e veem tendência de queda para os próximos meses.

Entre as modalidades que apresentaram as maiores variações positivas estão   roubos e furtos de veículos. Foram 2.227 registros desse tipo no mês passado – aumento de 27,5% em relação ao primeiro mês de 2013. A elevação foi superior à observada na Capital (13,4%) e na Grande São Paulo (16,7%).

As delegacias da região registraram em janeiro deste ano 4.560 ocorrências de roubos e furtos em geral. O número é 7,4% maior do que o computado no mesmo mês de 2013. Na Capital, Grande São Paulo e Estado, as variações foram superiores: 14,5%, 8,8% e 7,5%, respectivamente.

O número de vítimas de homicídio doloso – quando há intenção de matar – foi 17,8% maior do que o de janeiro de 2013. No mês passado, 33 pessoas foram assassinadas no Grande ABC, ante 28 no período anterior. Na Capital, Região Metropolitana e Estado, esse tipo de crime apresentou diminuição. Já os latrocínios nas sete cidades tiveram queda de 42,8%.

Em outubro e novembro do ano passado e na comparação da totalidade dos meses de 2013 com 2012, a região também apresentou aumento nos principais indicadores criminais. Quando os dados deste ano são confrontados com os de 2012, a situação é ainda mais alarmante.

Para o delegado seccional de Diadema, Godofredo Bittencourt Filho, o alto número de crimes contra o patrimônio na cidade não quer dizer que todos os casos ocorreram no município. “Todo mundo é furtado em algum lugar , mas para em Diadema e faz BO (Boletim de Ocorrência). A ação pode nem ter ocorrido aqui”, comenta.

Em relação aos homicídios, o delegado Ângelo Ísola, titular da seccional que atende Santo André, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra, destaca o alto índice de esclarecimento dos casos. “Há cerca de cinco meses nós desmembramos a investigação, que antes era feita apenas pela Delegacia de Homicídios. Isso estava sobrecarregando muito as equipes. Agora, cada distrito faz a apuração, com apoio do setor especializado”, explica.</CW>

Já o delegado Waldomiro Bueno Filho, responsável por São Bernardo e São Caetano, avalia que grande parte dos assassinatos tem origem em desentendimentos. “Existem os casos passionais e as brigas de bar ou entre vizinhos. É um tipo de crime difícil de prevenir”, reconhece.

O comandante da Polícia Militar no Grande ABC, coronel Mauro Cezar dos Santos Ricciarelli, exige mais participação das prefeituras da região no apoio às ações preventivas. “Segurança pública não é só um problema de polícia. É preciso que haja boa iluminação pública e que as praças tenham bom estado de conservação. Isso diminui a probabilidade de atuação dos marginais.”

Nos próximos dias, o coronel irá se reunir com os comandantes dos batalhões que apresentaram alta nos índices para que sejam definidas estratégias para redução. Ele avalia que a lei sancionada pelo governador Geraldo Alckmin (PSDB) no dia 2 de janeiro que regulamenta o funcionamento de desmanches de veículos irá diminuir o número de ações.

Mauro afirmou que a corporação tem dado ênfase às abordagens contra motociclistas, já que esse tipo de veículo é bastante utilizado por assaltantes devido à facilidade de fuga. Segundo ele, entre 150 e 200 condutores de motos são abordados diariamente no Grande ABC.

Situação piora na comparação das estatísticas atuais com 2012

Os dados referentes à criminalidade no Grande ABC em janeiro são ainda mais alarmantes quando comparados com o primeiro mês de 2012. O número de roubos e furtos de veículos foi 57% maior do que o registrado há dois anos. No mesmo período, a alta foi de 28,6% na Capital, 43,7% na Grande São Paulo e 32,3% no Estado.

Roubos e furtos em geral tiveram 30,6% mais casos do que em janeiro de 2012. A variação só não é maior do que a observada na Região Metropolitana, cujo aumento foi de 31,7%.

O número de vítimas de homicídio doloso no Grande ABC apresentou elevação de 57,1% em dois anos. No mesmo período, as altas foram de 13% na Capital, 24,7% na Grande São Paulo e 15,8% no Estado.

O aumento na criminalidade ocorreu mesmo após o anúncio feito em janeiro pelo governador Geraldo Alckmin (PSDB), de que as equipes policiais que conseguirem reduzir os indicadores criminais receberão bonificação.



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