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Greve completa dez dias e abrange 125 agências na região


Tauana Marin
Do Diário do Grande ABC

08/10/2010 | 07:04


A greve dos bancários completa, hoje, dez dias e a adesão dos trabalhadores do sistema financeiro é crescente. Já são 125 agências com o atendimento paralisado no Grande ABC, do total de 350. O movimento abrange 2.000 funcionários entre as sete cidades (de 7.000). No Brasil, há 7.723 agências fechadas.

Segundo o Sindicato dos Bancários do ABC, os dirigentes concentraram as atividades, ontem, no bairro Rudge Ramos, em São Bernardo; além dos centros das cidades de São Caetano e Santo André - com destaque do banco Bradesco regional, que permaneceu parte do dia com o seu expediente totalmente paralisado.

Para Maria Rita Serrano, presidente do sindicato regional, mesmo diante das práticas antissindicais, é preciso que os bancários estejam dispostos a lutar contra o descaso dos banqueiros. "A mobilização vem crescendo a cada dia, na medida em que a categoria percebe a intransigência dos bancos, que se recusam a apresentar nova proposta. Então, vamos intensificar a luta até arrancarmos contraproposta decente", destaca.

A greve por tempo indeterminado foi aprovada após a categoria rejeitar proposta da Fenaban (Federação Nacional dos Bancos) que previa apenas a reposição da inflação (4,29%) - quando a categoria reivindica 11% de aumento.

Até o momento, a Fenaban não contatou os dirigentes sindicais para possível retomada das negociações. "Não nos resta alternativa a não ser a de continuarmos com o movimento de classe", enfatiza o secretário de comunicação do sindicato da região, Gheorge Vitti. Nova reunião entre sindicato e bancários foi marcada para quarta-feira.

Ele explica que já foi entregue - pela Contraf (Confederação Nacional dos Trabalhadores em Atividades Financeiras) - carta à Fenaban deixando "canal aberto" para que ambas as partes voltem a negociar. "Mesmo assim, nenhum contato foi feito."

Além do reajuste salarial a categoria pede uma PLR (Participação nos Lucros e Resultados) de três salários mais R$ 4.000, elevação do piso salarial, previdência complementar para todos os funcionários, entre outros itens.

ATENDIMENTO
Vitti esclarece que, como a greve já alcança seu décimo dia, alguns funcionários estão mantendo o atendimento aos aposentados. "Não queremos prejudicar aqueles que dependem, essencialmente, dos serviços bancários. Não seria justo com eles. A greve é para conquistarmos dignidade e não para prejudicar a população", garante o secretário.



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