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Com 88% das UTIs ocupadas, Consórcio pede socorro ao Estado

Pixabay Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra

Mauá não tem mais vagas nas redes pública e privada; Santo André tem apenas uma vaga para acolher pacientes com Covid


Yara Ferraz
Do Diário do Grande ABC

02/03/2021 | 00:15


Os leitos de UTI (Unidade de Terapia Intensiva) públicos do Grande ABC destacados para a cobertura da Covid-19 estão 88% ocupados. Do total de 370 vagas, só restam 44, segundo levantamento realizado pelo Diário com base nas informações divulgadas pelas prefeituras – veja arte acima. Diante do cenário, ontem, o prefeito de Santo André e presidente do Consórcio Intermunicipal do Grande ABC, Paulo Serra (PSDB), se reuniu com o vice-governador do Estado, Rodrigo Garcia (DEM), para pedir socorro e a criação de mais leitos para a região a fim de evitar colapso no sistema de saúde.

“Vamos focar na ampliação de leitos de UTI para atravessarmos os próximos 15 dias, período delicado de pandemia, sem deixar a nossa gente desassistida. Há um grande esforço das sete cidades para garantir as condições necessárias, salvar vidas e minimizar danos”, destacou Paulo Serra.

Em Mauá não há mais leito para quem precise de UTI e, em Santo André, que conta inclusive com dois hospitais de campanha, um no Complexo Esportivo Pedro Dell’Antonia e outro na UFABC (Universidade Federal do ABC), resta apenas um leito de unidade intensiva na rede municipal.

O documento entregue por Paulo Serra ao governo estadual solicita a criação de 110 leitos de UTI na região, sendo 50 para Santo André, 30 para São Caetano, 20 para Diadema e dez para Ribeirão Pires.

Questionada, a Secretaria de Estado da Saúde se limitou a enviar resposta padrão, assegurando que mantém estratégia especial de gestão de leitos hospitalares para dar prioridade à internação de pacientes com quadros respiratórios agudos e graves, com suporte da Cross (Central de Regulação e Oferta de Serviços de Saúde) para as transferências. “A região da Grande São Paulo registra hoje (ontem) taxa de ocupação de UTI de 75,5%. Diante do aumento dos índices, é fundamental reforçar as medidas de prevenção e respeitar as diretrizes do Plano São Paulo e do toque de restrição apresentado pelo governo.” A nota informa ainda que em janeiro foram ativados 35 leitos para Covid-19 no Hospital Estadual Mário Covas, sendo dez de UTI. “Esta unidade e o Hospital Estadual de Diadema juntos contam com mais de 100 leitos destinados exclusivamente à assistência aos casos da doença, sendo 45 de UTI. Também foram repassados mais de R$ 8 milhões para fortalecer a assistência no Hospital de Urgência de São Bernardo no fim de 2020.”

Mauá está com 100% dos leitos hospitalares da cidade ocupados, seja na rede pública ou privada. Em todo o município, restam apenas três vagas na enfermaria da rede particular. No Hospital Radamés Nardini, que é referência não só para os mauaenses, mas moradores de Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra, a ocupação está em 100%. São 30 leitos na UTI e 18 na enfermaria. Na rede privada, as 27 vagas de emergência estão com pacientes e, dos 31 leitos de enfermaria, 28 estão preenchidos.

Há seis dias Diadema estava com 100% de ocupação de leitos. Ontem, o índice estava em 83%, com duas vagas apenas.

Até o fechamento desta edição a Prefeitura de Mauá não retornou quanto à situação de ocupação de leitos. Já a administração de Santo André disse que a gestão segue monitorando a disponibilidade de leitos, utilizando como suporte de UTI leitos das UPAs, até que ocorram as transferências. “Todos os esforços para garantir que ninguém fique desassistido”, informou o Paço, em nota.

STF obriga União a pagar leitos em SP
A ministra do STF (Supremo Tribunal Federal) Rosa Weber concedeu liminar em ação ajuizada pela PGE-SP (Procuradoria Geral do Estado de São Paulo) contra o governo federal para custeio de 3.258 leitos de UTI (Unidade de Terapia Intensiva) destinados a pacientes com Covid em São Paulo.

A pedido do governador João Doria (PSDB), a PGE ingressou com ação dia 10 de fevereiro solicitando a manutenção do repasse que deixou de ser feito pelo Ministério da Saúde em 2021. O principal argumento é o de que “compete à União promover e planejar em caráter permanente e zelar pela saúde de todos os brasileiros”. A decisão da ministra deve ser cumprida de forma imediata.

Entre os 3.258 leitos do Estado bancados pelo Ministério da Saúde, 299 estão no Grande ABC, que corria risco de perder 67% da capacidade de atendimento.

De acordo com nota divulgada pelo Estado, em dezembro o Ministério da Saúde pagava 3.822 leitos de UTI em São Paulo, mas passou a subsidiar o funcionamento de 564 leitos neste ano. O custo diário de UTI para o tratamento da Covid é de R$ 1.600.

Para a Procuradoria Geral do Estado, a decisão do STF “é grande vitória porque traz luz à gestão sanitária em um momento de severo aumento de internações”.

PEDIDO
O Conass (Conselho Nacional de Secretários de Saúde) defende a adoção imediata de lockdown nos Estados em que a ocupação dos leitos de Covid tenha alcançado mais de 85%. Em comunicado, a entidade defendeu a adoção de toque de recolher nacional, das 20h às 6h, inclusive nos fins de semana, e a suspensão do funcionamento das escolas. Na carta, os gestores dizem que o Brasil enfrenta o pior momento da pandemia e criticam a falta “de condução nacional unificada e coerente”. 



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