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Pais e alunos cobram aulas na rede municipal de São Bernardo

Celso Luiz/DGABC Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra

Cidade é a única do Grande ABC que ainda não desenvolve atividades a distância


Aline Melo
Do Diário do Grande ABC

02/03/2021 | 00:20


São Bernardo é a única cidade do Grande ABC que não tem disponibilizado nenhum tipo de material e/ou aula para os estudantes da rede municipal enquanto as aulas presenciais não são retomadas, o que só deve acontecer no dia 15. Os alunos da rede estadual e de todos os outros municípios, inclusive os de educação infantil, têm mantido algum tipo de interação desde o início de fevereiro.

Estudante de pedagogia, Janaína Ventura Barros, 33 anos, é mãe de Rodrigo, 7, que está no 2º ano do ensino fundamental. Em 2020, durante a pandemia, havia um cronograma com atividades quinzenais e aulas on-line às sextas-feiras. No segundo semestre, havia aula todos os dias, por causa do processo de alfabetização, além das aulas de artes e educação física. “A gente se organizava para fazer as atividades em casa e também para que eu o auxiliasse durante as aulas”, relembrou.

Janaína relatou que no fim do ano foi apresentado planejamento sobre as aulas e os pais ficaram esperando durante o mês de janeiro e fevereiro uma definição. “As reuniões que estavam agendadas foram suspensas no dia 22 de fevereiro, quando o prefeito (Orlando Morando-PSDB) anunciou o adiamento do início das aulas presenciais na rede municipal e a suspensão das aulas na rede privada”, completou.

A empresária Pamela Reis Lima, 38, tem três filhos na rede municipal de São Bernardo: Guilherme, 10, aluno do 5º ano; Giovanna, 7, estudante do 2º ano; e Gabrielly, 3, na educação infantil. A moradora tem usado os livros e apostilas do ano passado para realizar algum tipo de atividade escolar com os filhos. “Literalmente o atual governo do prefeito Orlando está abandonando nossas crianças, esquecendo que elas são nosso futuro” protestou.

Pamela apontou que a Secretaria de Educação, sob o comando de Sílvia Donnini, teve um ano para se preparar, mas parece que nada foi feito e as crianças da rede pública têm sido tratadas com descaso. “Se as aulas serão com sistema híbrido, por que não começaram com as aulas remotas? Se os materiais estão nas escolas, que mandem para que alunos e professores possam se acostumar com o sistema”, questionou. “As escolas estaduais voltaram com ensino a distância, as particulares têm aulas desde o dia 1º de fevereiro, outras cidades também têm aula on-line e apenas São Bernardo não”, concluiu.

Janaína, Pamela e outras mães estão se organizando, assim como fizeram em 23 de fevereiro pais, alunos e proprietários de escolas privadas, para cobrar uma posição da administração municipal. “Por causa dessa falta de resposta a gente está fazendo um abaixo-assinado e estamos tentando falar com vereadores para cobrar as providências da Prefeitura. Nossos filhos estão atrasados”, finalizou Janaína.

Em nota, a Prefeitura informou que a nova data para retorno das aulas, tanto as remotas quanto as presenciais, está sendo definida e deverá ser anunciada hoje. Segundo a Prefeitura, a rede municipal está preparada para o retorno das aulas presenciais, tanto do ponto de vista pedagógico quanto estrutural. “No entanto, as redes públicas e privada da cidade envolvem a movimentação de cerca de 220 mil pessoas, entre alunos, responsáveis e comunidade escolar, o que amplia os riscos de contaminação”, pontuou o comunicado. A Prefeitura não esclareceu por que alunos não têm acesso a nenhum tipo de atividade remota e/ou a distância.

Nos demais municípios, materiais têm sido ofertados aos estudantes

Em todas as outras cidades do Grande ABC as redes municipais de educação estão desenvolvendo algum tipo de atividade, enquanto as aulas presenciais não têm data para começar. Em Santo André, cujo retorno às aulas nas unidades escolares está previsto para o dia 8, as atividades foram retomadas no sistema remoto em 9 de fevereiro. Segundo a administração, para os alunos que não têm acesso à internet, há também a opção de retirada das atividades impressas na secretaria de cada unidade escolar.

Diadema prevê o retorno das aulas presenciais em 5 de abril, mas desde 4 de fevereiro os alunos têm tido acesso a atividades disponibilizadas semanalmente no portal da Secretaria Municipal de Educação, compartilhadas em grupos de Whatsapp com as famílias e estudantes ou entregues impressas, conforma a necessidade expressa pela família.

Mauá também prevê o retorno das aulas presenciais para 5 de abril, mas tem mantido aulas remotas, tanto por envio de materiais e atividades por meio da internet quanto pela retirada semanal de material impresso nas escolas pelas famílias que têm restrição de conectividade.

Em Ribeirão Pires, desde o dia 10 de fevereiro as atividades realizadas priorizaram o acolhimento, a escuta ativa e o trabalho com questões socioemocionais. Desde ontem, os alunos e suas famílias passaram a contar com a plataforma on-line Educa Ribeirão, onde as escolas atualizam, semanalmente, os conteúdos propostos. Para alunos de famílias que não tenham acesso à internet, as atividades são impressas e disponibilizadas para retirada na unidade escolar com agendamento prévio. A administração também prevê para 5 de abril a retomada das aulas presenciais.

Em Rio Grande da Serra, que só tem escolas de educação infantil na sua rede, os alunos também têm tido acesso a atividades impressas, que são entregues semanalmente. Todas as cidades, com exceção de Rio Grande, ofertam algum tipo de auxílio para a alimentação dos alunos, seja por entrega de cestas básicas, seja por vales-compras.

Em São Caetano, as aulas presenciais com turmas reduzidas foram iniciadas em 1º de fevereiro na rede privadas, dia 8 na estadual e dia 11 na rede municipal. 



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