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Empresas do Pólo exportam 16 t de resíduo industrial


Roney Domingos
Do Diário do Grande ABC

05/09/2001 | 00:03


As oito empresas do Pólo Petroquímico de Capuava produzem anualmente 16 mil toneladas de resíduos sólidos e transferem a maior parte deste volume para aterros, cimenteiras e incineradores localizados em outras regiões e Estados. No ano passado, 4,8 mil toneladas produzidas apresentaram substâncias classificadas como perigosas (classe 1) pelo critério da Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT). Outras 11,2 mil toneladas continham resíduos intermediários classes 2 e 3 (não inertes e inertes).

Os dados foram apresentados ontem pela engenheira ambiental da Petroquímica União (PqU), Maria de Fátima Soares Ribeiro, encarregada da pesquisa sobre a origem, classificação de risco e destinação dos resíduos industriais produzidos em Capuava. A pesquisa foi realizada com base em informações coletadas na PqU, Refinaria de Capuava (Recap), Solvay, Polibrasil, Oxiteno, Polietilenos União, Cabot e Unipar.

Maria de Fátima afirmou que as petroquímicas gastaram R$ 2,6 milhões no ano passado para dar destinação final ao lixo. Os aterros sanitários Sasa, em Taubaté, e Ecosistema, em São José dos Campos, receberam 8 mil toneladas de lixo no ano passado. Outras 3 mil toneladas foram enviadas para co-processamento em fábricas de cimento fora de São Paulo. O lixo entra como combustível para manutenção dos fornos de secagem de cimento. A cimenteira Itambé, do Paraná, foi a mais utilizada. Os incineradores da Bayer, no Rio de Janeiro, e da Cable, no Paraná, receberam cerca de 300 toneladas de material perigoso. Outras 4,7 mil toneladas recebem tratamentos diversos, como o encerramento em cápsulas de proteção fora da região.

Todas as rotas para o lixo industrial são controladas pela Companhia Estadual de Tecnologia em Saneamento Ambiental (Cetesb), responsável pela autorização destes procedimentos de acordo com o risco apresentado em cada caso. As cargas são fiscalizadas também nos locais de destino pelos órgãos ambientais de outros Estados.

A auditoria, o transporte e a destinação final dos resíduos, no entanto, são responsabilidade das empresas emissoras, que podem ser autuadas caso ocorram despejos clandestinos. Maria de Fátima afirmou que o único ponto de destinação de lixo das petroquímicas na região é o aterro sanitário Boa Hora, localizado no Pólo de Sertãozinho, em Mauá. Para lá são enviados resíduos classes 2 e 3. De acordo com ela, as empresas estão proibidas de utilizar o aterro sanitário Lara, também de Mauá.

A pesquisa revelou ainda que as empresas do Pólo Petroquímico economizam R$ 300 mil por ano com a reciclagem de resíduos sólidos para reaproveitamento interno.



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Empresas do Pólo exportam 16 t de resíduo industrial

Roney Domingos
Do Diário do Grande ABC

05/09/2001 | 00:03


As oito empresas do Pólo Petroquímico de Capuava produzem anualmente 16 mil toneladas de resíduos sólidos e transferem a maior parte deste volume para aterros, cimenteiras e incineradores localizados em outras regiões e Estados. No ano passado, 4,8 mil toneladas produzidas apresentaram substâncias classificadas como perigosas (classe 1) pelo critério da Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT). Outras 11,2 mil toneladas continham resíduos intermediários classes 2 e 3 (não inertes e inertes).

Os dados foram apresentados ontem pela engenheira ambiental da Petroquímica União (PqU), Maria de Fátima Soares Ribeiro, encarregada da pesquisa sobre a origem, classificação de risco e destinação dos resíduos industriais produzidos em Capuava. A pesquisa foi realizada com base em informações coletadas na PqU, Refinaria de Capuava (Recap), Solvay, Polibrasil, Oxiteno, Polietilenos União, Cabot e Unipar.

Maria de Fátima afirmou que as petroquímicas gastaram R$ 2,6 milhões no ano passado para dar destinação final ao lixo. Os aterros sanitários Sasa, em Taubaté, e Ecosistema, em São José dos Campos, receberam 8 mil toneladas de lixo no ano passado. Outras 3 mil toneladas foram enviadas para co-processamento em fábricas de cimento fora de São Paulo. O lixo entra como combustível para manutenção dos fornos de secagem de cimento. A cimenteira Itambé, do Paraná, foi a mais utilizada. Os incineradores da Bayer, no Rio de Janeiro, e da Cable, no Paraná, receberam cerca de 300 toneladas de material perigoso. Outras 4,7 mil toneladas recebem tratamentos diversos, como o encerramento em cápsulas de proteção fora da região.

Todas as rotas para o lixo industrial são controladas pela Companhia Estadual de Tecnologia em Saneamento Ambiental (Cetesb), responsável pela autorização destes procedimentos de acordo com o risco apresentado em cada caso. As cargas são fiscalizadas também nos locais de destino pelos órgãos ambientais de outros Estados.

A auditoria, o transporte e a destinação final dos resíduos, no entanto, são responsabilidade das empresas emissoras, que podem ser autuadas caso ocorram despejos clandestinos. Maria de Fátima afirmou que o único ponto de destinação de lixo das petroquímicas na região é o aterro sanitário Boa Hora, localizado no Pólo de Sertãozinho, em Mauá. Para lá são enviados resíduos classes 2 e 3. De acordo com ela, as empresas estão proibidas de utilizar o aterro sanitário Lara, também de Mauá.

A pesquisa revelou ainda que as empresas do Pólo Petroquímico economizam R$ 300 mil por ano com a reciclagem de resíduos sólidos para reaproveitamento interno.

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