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Polícia não tem pistas sobre assassinos de empresário


Bruno Ribeiro
Do Diário do Grande ABC

16/08/2006 | 08:06


Quase um mês depois do assassinato do empresário e jornalista Manoel Paulino da Silva, 49 anos, diretor-executivo e sócio-proprietário do Hoje Jornal, de São Bernardo, a polícia ainda não avançou muito nas investigações sobre o crime. Paulino e a advogada Camila Francisco, 26 anos, foram executados a tiros após sofrerem uma perseguição pelas ruas do bairro Santa Rosa, no Guarujá, próximo à balsa que liga a cidade à Santos, no dia 20 de julho.

As investigações sobre o duplo homicídio estão por conta do delegado Marcos Batista, da Delegacia Sede do Guarujá. O delegado afirma que já colheu diversos depoimentos, mas ainda não fechou o leque de opções sobre os motivos do crime. A única certeza é que as mortes trataram-se de uma execução, uma vez que o casal não foi assaltado. Batista ainda não tem um suspeito identificado.

Questionado sobre quais seriam as pessoas ouvidas ou se haveria alguma testemunha ocular do crime – que pudesse dar detalhes sobre os atiradores –, o delegado Batista afirmou que não poderia passar essas informações. “Desculpe, mas isso pode atrapalhar a investigação”, disse.

O sócio de Paulino no empreendimento de São Bernardo, José Carlos Caramori Alves, ainda não foi ouvido pelo delegado. “Já conversei bastante com ele e Caramori passou as informações solicitadas. Mas ainda não o ouvi formalmente no inquérito”, explicou o delegado Batista.

No bairro onde o crime aconteceu, a população disse que, desde a data do assassinato, o fato mais relevante ocorrido foi a distribuição de panfletos com um telefone para receber denúncias sobre os assassinatos.

O panfleto, colorido, trazia uma foto da Mercedes-Benz de Paulino após a colisão com um muro, quando a dupla morreu. Entretanto, na sexta-feira, o único exemplar desse panfleto estava em poder de uma dona de banca de jornal, que usou o papel para fazer rascunho para recados. O delegado Batista afirmou que nenhuma denúncia relevante sobre o caso chegou à polícia.

O crime – Na manhã do dia 20 de julho, quinta-feira, de acordo com a polícia, Paulino e Camila haviam saído de um cartório de registro de imóveis e se dirigiam para São Bernardo quando foram abordados por pelo menos uma moto e um carro de cor clara. O empresário estava sem seguranças e tentou fugir pelo bairro Santa Rosa. Ao entrar na rua Azuir Laurindo, deparou-se com uma feira livre e não teve como escapar. Acabou batendo no muro de uma casa. Paulino e Camila foram baleados. O carro, desgovernado, continuou com os pneus rodando em falso mesmo após a batida, o que causou um princípio de incêndio.



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Polícia não tem pistas sobre assassinos de empresário

Bruno Ribeiro
Do Diário do Grande ABC

16/08/2006 | 08:06


Quase um mês depois do assassinato do empresário e jornalista Manoel Paulino da Silva, 49 anos, diretor-executivo e sócio-proprietário do Hoje Jornal, de São Bernardo, a polícia ainda não avançou muito nas investigações sobre o crime. Paulino e a advogada Camila Francisco, 26 anos, foram executados a tiros após sofrerem uma perseguição pelas ruas do bairro Santa Rosa, no Guarujá, próximo à balsa que liga a cidade à Santos, no dia 20 de julho.

As investigações sobre o duplo homicídio estão por conta do delegado Marcos Batista, da Delegacia Sede do Guarujá. O delegado afirma que já colheu diversos depoimentos, mas ainda não fechou o leque de opções sobre os motivos do crime. A única certeza é que as mortes trataram-se de uma execução, uma vez que o casal não foi assaltado. Batista ainda não tem um suspeito identificado.

Questionado sobre quais seriam as pessoas ouvidas ou se haveria alguma testemunha ocular do crime – que pudesse dar detalhes sobre os atiradores –, o delegado Batista afirmou que não poderia passar essas informações. “Desculpe, mas isso pode atrapalhar a investigação”, disse.

O sócio de Paulino no empreendimento de São Bernardo, José Carlos Caramori Alves, ainda não foi ouvido pelo delegado. “Já conversei bastante com ele e Caramori passou as informações solicitadas. Mas ainda não o ouvi formalmente no inquérito”, explicou o delegado Batista.

No bairro onde o crime aconteceu, a população disse que, desde a data do assassinato, o fato mais relevante ocorrido foi a distribuição de panfletos com um telefone para receber denúncias sobre os assassinatos.

O panfleto, colorido, trazia uma foto da Mercedes-Benz de Paulino após a colisão com um muro, quando a dupla morreu. Entretanto, na sexta-feira, o único exemplar desse panfleto estava em poder de uma dona de banca de jornal, que usou o papel para fazer rascunho para recados. O delegado Batista afirmou que nenhuma denúncia relevante sobre o caso chegou à polícia.

O crime – Na manhã do dia 20 de julho, quinta-feira, de acordo com a polícia, Paulino e Camila haviam saído de um cartório de registro de imóveis e se dirigiam para São Bernardo quando foram abordados por pelo menos uma moto e um carro de cor clara. O empresário estava sem seguranças e tentou fugir pelo bairro Santa Rosa. Ao entrar na rua Azuir Laurindo, deparou-se com uma feira livre e não teve como escapar. Acabou batendo no muro de uma casa. Paulino e Camila foram baleados. O carro, desgovernado, continuou com os pneus rodando em falso mesmo após a batida, o que causou um princípio de incêndio.

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