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BNDES poderá emprestar até US$ 166 mi para compra da Varig


Do Diário OnLine
Com Agência Brasil

10/05/2006 | 19:34


O BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social) anunciou, no início da noite desta quarta-feira, sua participação no processo de recuperação da Varig. A instituição ofereceu a investidores interessados um empréstimo – a ser repassado à empresa – que foi limitado a US$ 250 milhões.

Deste total, o BNDES financiará dois terços do valor, ou seja, US$ 166 milhões. Até terça, estimava-se que o banco financiasse até US$ 100 milhões para o investidor interessado na companhia aérea.

Segundo o BNDES, a medida é definida como "parte dos esforços do governo federal na busca de soluções para a questão da Varig, tendo em vista os relevantes aspectos econômicos e sociais envolvendo o processo de recuperação judicial". De acordo com a nota do banco, "devido à urgência do empréstimo-ponte, conforme solicitado pelos atuais gestores da Varig", serão considerados somente os investidores que formalizarem seu interesse pelo crédito ao BNDES até as 18h do dia 15.

Os investidores deverão se pré-qualificar na Anac (Agência Nacional de Aviação Civil) e terão que atender a exigências como a apresentação de carta de fiança de valor igual ao do financiamento a ser concedido. Segundo a assessoria do BNDES, o valor do empréstimo poderá ser dividido proporcionalmente, caso haja mais de um investidor apto a realizar a transação.

Os recursos se destinam a compor o capital de giro da Varig até a realização do leilão judicial, no prazo máximo de 60 dias, quando será vendida a companhia completa, denominada Varig Operações, que engloba as rotas domésticas e internacionais, ou apenas a Varig Nacional.

Propostas - Na terça, em assembléia dos credores, foi aprovado o plano de consenso entre as propostas formuladas pela entidade TGV (Trabalhadores do Grupo Varig), que reúne os funcionários da empresa e sindicatos do setor aéreo, e pela consultora norte-americana Alvarez & Marsal, contratada pelos credores para conduzir o processo de reestruturação.

A primeira opção envolve a venda em leilão da Varig Operacional, ao preço mínimo de US$ 860 milhões, enquanto o passivo ficaria com a Varig de Relacionamento, que continuaria sob recuperação judicial.

O outro modelo prevê a venda apenas da Varig Nacional, ou Regional, cujo lance mínimo atinge US$ 700 milhões. A Varig Internacional, por sua vez, arcaria com o passivo e permaneceria sob recuperação, detendo as rotas ao exterior da empresa.


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