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PAC repassa 49% de verba prevista para obras em Mauá

Celso Luiz/DGABC Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra

Pacote engloba projetos de prevenção em áreas de risco e urbanização de assentamentos


Daniel Macário
Do Diário do Grande ABC

21/02/2019 | 07:00


 Levantamento feito pelo Diário junto ao governo federal mostra que, entre 2011 e 2018, menos da metade do valor prometido pela União à Prefeitura de Mauá para obras de prevenção em áreas de risco e urbanização de assentamentos precários foram investidos no município. No período, havia previsão de repasse de R$ 81 milhões no âmbito de obras contempladas pelo PAC (Programa de Aceleração do Crescimento). Desse valor, foram enviados, de fato, R$ 40 milhões, ou seja, 49% do total.

Sem recursos próprios em caixa para desenvolver a maioria dessas obras, Mauá acumula em seu território série de projetos inacabados, principalmente em áreas vulneráveis da cidade. Integram essa lista, por exemplo, ao menos duas propostas de urbanização do núcleo Chafic/Macuco, localizado no Jardim Zaíra, onde no sábado quatro crianças morreram após deslizamentos de terra.

Em 2012, na área de infraestrutura e habitação foi firmado contrato no valor de R$ 2,9 milhões para a realização de estudo para a urbanização da área Chafick/Macuco. O objetivo era desenvolver projeto com o qual a Prefeitura iria buscar recursos para obras na área – que ainda é particular. De lá para cá, no entanto, segundo o governo federal, apenas 50% do projeto foram executados.

No caso da urbanização do Jardim Oratório, cujo investimento previsto é de R$ 54 milhões, a situação é ainda mais alarmante. Com apenas R$ 20 milhões transferidos ao município, a obra sequer atingiu 25% dos trabalhos.

Ao contrário do que seu próprio nome almeja, o desenvolvimento social e crescimento econômico proposto pelo PAC estão cada vez mais distantes dessas áreas vulneráveis de Mauá. Para agravar a situação, moradores têm sido obrigados a conviver com o caos gerado por trabalhos inacabados.

Caso da dona de casa Maria de Lourdes da Silva, 48 anos, que há seis meses está desempregada. Moradora do Jardim Zaíra há quase duas décadas, ela conta que já não tem mais esperança de ver a situação do bairro mudar. “Desde que anunciaram as obras só vi gente morrer, enquanto nada foi feito”, desabafa.

Em período de 17 anos, a cidade de Mauá contabilizou 14 mortes em decorrência de deslizamentos de terra em áreas de risco. Um dos episódios mais marcantes da cidade ocorreu em 2011, quando cinco pessoas perderam a vida devido aos deslizamentos no morro do Macuco.

“Obras de urbanização possuem certa complexidade, mas nada disso é impeditivo para que elas saiam do papel. Para isso, é necessário empenho do poder público”, avalia o coordenador do departamento de engenharia civil do Centro Universitário FEI, Kurt Amann.

Questionado a respeito do ritmo de repasse de verba à Prefeitura de Mauá, o governo federal não se manifestou. A administração municipal também foi procurada para comentar o assunto, porém, não retornou aos contatos da equipe de reportagem até o fechamento desta edição.



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