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Quadrilha invade empresa, mata vigia e rouba banco


Adriana Lopes
Da Redaçao

15/09/1999 | 22:00


Sete homens fortemente armados invadiram nesta terça a Polibrasil, no Jardim Oratório, em Mauá, mataram um segurança de 25 anos e levaram cerca de R$ 7,6 mil do posto bancário do Banco Real, localizado dentro da empresa para uso exclusivo de funcionários. A açao da quadrilha durou aproximadamente dez minutos e começou logo após a entrada de um carro-forte da Brinks na Polibrasil, que recolheria o malote do posto bancário.

Os ladroes já chegaram atirando na portaria da empresa, localizada no nº 2.700 da avenida Ayrton Senna da Silva. Eles aproveitaram que o portao estava aberto, por volta das 15h30, para a entrada de vans que transportam funcionários, e invadiram a Polibrasil em uma Kombi branca. Os seguranças da Forseg - empresa que cuida da guarda da Polibrasil - se esconderam dentro da guarita da portaria, que é blindada, e nao foram atingidos. Um dos ladroes ficou vigiando o portao armado.

Metros adiante, os outros assaltantes passaram por um posto de controle de notas fiscais, onde estava o segurança Joao Job, 25 anos, também da Forseg. "Um dos assaltantes gritou para ele entregar o revólver, mas Job nao trabalhava armado", afirmou Paulo Roberto Gimenez, diretor da Forseg. Segundo Gimenez, Job tentou se esconder atrás de um balcao e foi baleado quando virou as costas. Foram dois disparos, mas somente um atingiu o segurança, que ficou caído no chao ainda consciente.

A quadrilha dirigiu-se entao para a agência do Real, a 60 m da portaria. Lá, os seis assaltantes renderam os seguranças da Iron, empresa que faz a vigilância do posto bancário, e roubaram o revólver de um deles. Havia apenas um funcionário da Polibrasil dentro da agência, sacando dinheiro, mas os assaltantes nada fizeram contra ele.

Um carro-forte da Brinks estava estacionado nos fundos da Polibrasil para esperar o horário combinado da retirada do malote. "Quando nosso segurança foi até lá para ver se estava tudo certo para a realizaçao do transporte, foi surpreendido pelos ladroes, que tomaram-lhe o revólver", disse Edivaldo Joaquim Cavalcante, gerente da Brinks. A quadrilha roubou cerca de R$ 7,6 mil e um malote.

Toda a açao, antes de os sete assaltantes fugirem, durou cerca de dez minutos, segundo o diretor da Forseg. Depois que a quadrilha saiu, outros seguranças correram até Joao Job e perguntaram se ele estava ferido. "Ele fez sinal que sim com a cabeça e ainda saiu da empresa consciente", afirmou Paulo Roberto Gimenez. O segurança foi socorrido no Hospital Nardini, onde morreu.

Duas horas após o assalto, uma viatura da PM que estava fazendo patrulhamento no Jardim Silvia Maria localizou a Kombi branca placa CGL-4063, de Sao Paulo, abandonada. Dentro dela havia um malote do Banco Real com alguns documentos administrativos. Segundo o BO 5.815, do 69º DP de Sao Paulo, a Kombi, que pertence ao Sindicato dos Empregados dos Clubes Esportivos de Sao Paulo, havia sido roubada no Jardim Adutora, na capital, na última segunda-feira.

O assalto, registrado no BO 7.688, da Delegacia Sede de Mauá, é típico de uma quadrilha experiente. "Sao pessoas perigosas, acostumadas a cometer delitos. Nao descartamos a possibilidade de a quadrilha estar envolvida em outros assaltos na regiao", afirmou o delegado titular da Delegacia Sede de Mauá, Roberto Borges dos Santos. Uma equipe da Polícia Civil já começou a investigar o caso.



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Quadrilha invade empresa, mata vigia e rouba banco

Adriana Lopes
Da Redaçao

15/09/1999 | 22:00


Sete homens fortemente armados invadiram nesta terça a Polibrasil, no Jardim Oratório, em Mauá, mataram um segurança de 25 anos e levaram cerca de R$ 7,6 mil do posto bancário do Banco Real, localizado dentro da empresa para uso exclusivo de funcionários. A açao da quadrilha durou aproximadamente dez minutos e começou logo após a entrada de um carro-forte da Brinks na Polibrasil, que recolheria o malote do posto bancário.

Os ladroes já chegaram atirando na portaria da empresa, localizada no nº 2.700 da avenida Ayrton Senna da Silva. Eles aproveitaram que o portao estava aberto, por volta das 15h30, para a entrada de vans que transportam funcionários, e invadiram a Polibrasil em uma Kombi branca. Os seguranças da Forseg - empresa que cuida da guarda da Polibrasil - se esconderam dentro da guarita da portaria, que é blindada, e nao foram atingidos. Um dos ladroes ficou vigiando o portao armado.

Metros adiante, os outros assaltantes passaram por um posto de controle de notas fiscais, onde estava o segurança Joao Job, 25 anos, também da Forseg. "Um dos assaltantes gritou para ele entregar o revólver, mas Job nao trabalhava armado", afirmou Paulo Roberto Gimenez, diretor da Forseg. Segundo Gimenez, Job tentou se esconder atrás de um balcao e foi baleado quando virou as costas. Foram dois disparos, mas somente um atingiu o segurança, que ficou caído no chao ainda consciente.

A quadrilha dirigiu-se entao para a agência do Real, a 60 m da portaria. Lá, os seis assaltantes renderam os seguranças da Iron, empresa que faz a vigilância do posto bancário, e roubaram o revólver de um deles. Havia apenas um funcionário da Polibrasil dentro da agência, sacando dinheiro, mas os assaltantes nada fizeram contra ele.

Um carro-forte da Brinks estava estacionado nos fundos da Polibrasil para esperar o horário combinado da retirada do malote. "Quando nosso segurança foi até lá para ver se estava tudo certo para a realizaçao do transporte, foi surpreendido pelos ladroes, que tomaram-lhe o revólver", disse Edivaldo Joaquim Cavalcante, gerente da Brinks. A quadrilha roubou cerca de R$ 7,6 mil e um malote.

Toda a açao, antes de os sete assaltantes fugirem, durou cerca de dez minutos, segundo o diretor da Forseg. Depois que a quadrilha saiu, outros seguranças correram até Joao Job e perguntaram se ele estava ferido. "Ele fez sinal que sim com a cabeça e ainda saiu da empresa consciente", afirmou Paulo Roberto Gimenez. O segurança foi socorrido no Hospital Nardini, onde morreu.

Duas horas após o assalto, uma viatura da PM que estava fazendo patrulhamento no Jardim Silvia Maria localizou a Kombi branca placa CGL-4063, de Sao Paulo, abandonada. Dentro dela havia um malote do Banco Real com alguns documentos administrativos. Segundo o BO 5.815, do 69º DP de Sao Paulo, a Kombi, que pertence ao Sindicato dos Empregados dos Clubes Esportivos de Sao Paulo, havia sido roubada no Jardim Adutora, na capital, na última segunda-feira.

O assalto, registrado no BO 7.688, da Delegacia Sede de Mauá, é típico de uma quadrilha experiente. "Sao pessoas perigosas, acostumadas a cometer delitos. Nao descartamos a possibilidade de a quadrilha estar envolvida em outros assaltos na regiao", afirmou o delegado titular da Delegacia Sede de Mauá, Roberto Borges dos Santos. Uma equipe da Polícia Civil já começou a investigar o caso.

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