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Depoimento de enfermeiro pode esclarecer morte de Safra


Do Diário do Grande ABC

05/12/1999 | 15:15


O enfermeiro americano que trabalhava para o banqueiro libanês Edmond Safra, encontrado morto esta sexta-feira em seu apartamento destruído por um incêndio provocado, é considerado a testemunha-chave do crime pelos policiais e magistrados monegascos.

Aos 31 anos e trabalhando para Safra há cinco meses, o enfermeiro levou duas facadas. Foi levado para o hospital Princesse Grace, onde já foi ouvido três vezes pela polícia.

O promotor-geral, Daniel Serdet, insistiu várias vezes na necessidade de se "aprofundar" no depoimento do enfermeiro, mas este domingo nenhuma informaçao foi divulgada à imprensa sobre seu último interrogatório. Polícia e promotoria se mantêm em silêncio.

Em seus depoimentos anteriores, revelados pelo promotor-geral, o enfermeiro disse que os dois agressores, encapuzados e armados, o espancaram e feriram duas vezes, uma no abdômen e outra na coxa, com um objeto cortante de dez centímetros que foi encontrado no apartamento de Safra.

Depois da agressao, o enfermeiro teve forças para chegar até onde estava o porteiro do edifício "Belle Epoque", seis andares abaixo, dizendo a ele que como medida de proteçao, havia levado Safra e sua enfermeira, Viviane Torrente, para o banheiro, pois eram ameaçados pelos invasores.

Quando a polícia chegou, uma espessa coluna de fumaça saía do apartamento de Edmond Safra, que se negou a deixar seu esconderijo apesar dos freqüentes telefonemas de sua esposa, Lily.

O banqueiro, 67 anos, que se sentia ameaçado e estava obcecado com sua segurança, acabou morrendo de asfixia em sua fortaleza em um dos países mais vigiados do mundo. Segundo a Justiça, depois do depoimento de Lily, "nao houve no sábado novos elementos na investigaçao".

Esta segunda-feira será aberta uma investigaçao judicicial sobre o misterioso assassinato. Depois de fazer uma autópsia esta sexta-feira, a Justiça de Mônaco deu sua permissao para que a família possa enterrar o corpo de Safra. Os resultados dos exames confirmaram que o banqueiro e sua enfermeira morreram asfixiados.

Edmond Safra será enterrado nesta segunda-feira no cemitério judeu de Veyrier, em Genebra (Suíça).



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Depoimento de enfermeiro pode esclarecer morte de Safra

Do Diário do Grande ABC

05/12/1999 | 15:15


O enfermeiro americano que trabalhava para o banqueiro libanês Edmond Safra, encontrado morto esta sexta-feira em seu apartamento destruído por um incêndio provocado, é considerado a testemunha-chave do crime pelos policiais e magistrados monegascos.

Aos 31 anos e trabalhando para Safra há cinco meses, o enfermeiro levou duas facadas. Foi levado para o hospital Princesse Grace, onde já foi ouvido três vezes pela polícia.

O promotor-geral, Daniel Serdet, insistiu várias vezes na necessidade de se "aprofundar" no depoimento do enfermeiro, mas este domingo nenhuma informaçao foi divulgada à imprensa sobre seu último interrogatório. Polícia e promotoria se mantêm em silêncio.

Em seus depoimentos anteriores, revelados pelo promotor-geral, o enfermeiro disse que os dois agressores, encapuzados e armados, o espancaram e feriram duas vezes, uma no abdômen e outra na coxa, com um objeto cortante de dez centímetros que foi encontrado no apartamento de Safra.

Depois da agressao, o enfermeiro teve forças para chegar até onde estava o porteiro do edifício "Belle Epoque", seis andares abaixo, dizendo a ele que como medida de proteçao, havia levado Safra e sua enfermeira, Viviane Torrente, para o banheiro, pois eram ameaçados pelos invasores.

Quando a polícia chegou, uma espessa coluna de fumaça saía do apartamento de Edmond Safra, que se negou a deixar seu esconderijo apesar dos freqüentes telefonemas de sua esposa, Lily.

O banqueiro, 67 anos, que se sentia ameaçado e estava obcecado com sua segurança, acabou morrendo de asfixia em sua fortaleza em um dos países mais vigiados do mundo. Segundo a Justiça, depois do depoimento de Lily, "nao houve no sábado novos elementos na investigaçao".

Esta segunda-feira será aberta uma investigaçao judicicial sobre o misterioso assassinato. Depois de fazer uma autópsia esta sexta-feira, a Justiça de Mônaco deu sua permissao para que a família possa enterrar o corpo de Safra. Os resultados dos exames confirmaram que o banqueiro e sua enfermeira morreram asfixiados.

Edmond Safra será enterrado nesta segunda-feira no cemitério judeu de Veyrier, em Genebra (Suíça).

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