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Ramalhão de olho nas armadilhas do futebol


Anderson Fattori
Do Diário do Grande ABC

28/04/2016 | 07:00


Excluindo a imprevisibilidade que envolve uma partida de futebol, friamente, é inimaginável pensar no Santo André sem o acesso para a elite do Campeonato Paulista. Além de melhor tecnicamente que o Barretos, o time carrega boa vantagem conquistada no primeiro jogo da semifinal da Série A-2, quando fez 2 a 0, no Bruno Daniel, que o permite perder por até um gol de diferença sábado, no Interior, que ainda assim vai à final e, consequentemente, à Primeira Divisão de 2017. A consistência defensiva – o time passou seis dos últimos dez jogos sem sofrer gols – é outro motivo que enche o ramalhino de confiança.

O futebol, porém, é apaixonante justamente porque nem sempre o time em melhor momento vence e tanto o técnico Toninho Cecílio como o elenco do Santo André estão mais do que vacinados. São incontáveis os exemplos que podia apontar aqui de zebras ou de viradas espetaculares. Para não ir longe, é só observar a semifinal da Série A-1 entre Santos e Palmeiras, sábado, na qual o Peixe vencia por 2 a 0, em casa, quando viu sua vantagem desmoronar no fim do jogo em apenas dois minutos, tendo de ir buscar a classificação nas penalidades.

Por isso, pelo menos nas palavras, não existe um só jogador do Santo André que não cite “pés no chão” ao referir-se ao jogo contra o Barretos. No fundo, o time sabe que a vaga está nas mãos, mas será preciso atenção, porque um vacilo é fatal. E não é exagero. Uma bola mal desviada ou um erro de arbitragem podem transformar a situação comôda em desespero. É nisso que Toninho Cecílio tem trabalhado: tirar a equipe da zona de conforto.

Imagino que o jogo de sábado deve ser semelhante ao disputado contra o Velo Clube, em Rio Claro, na primeira fase, quando o Santo André venceu por 1 a 0, e ao decisivo diante do São Caetano, nas quartas de final, no Anacleto Campanella, quando o time segurou o 0 a 0. Duas lições devem ter sido aprendidas nestas partidas: posse de bola é fundamental e matar o contra-ataque também. Contra o Azulão, o Ramalhão não trocava dois ou três passes, já em Rio Claro, teve pelo menos três grandes oportunidades para liquidar a partida, mas desperdiçou.

Tenho absoluta convicção que o Santo André vai conseguir segurar o Barretos e se garantir na elite, mas o torcedor ramalhino pode se preparar para mais um jogo de fortes emoções.

Fora da caixinha

Custei a acreditar que Dunga, técnico da Seleção Brasileira, disse ser contra psicólogo na comissão técnica porque o profissional poderia falar para outras pessoas o que ouvir dos jogadores. Isso mostra quão arcaico é o treinador e o profundo desconhecimento da profissão, já que o Código de Ética da categoria exige sigilo em qualquer circunstância. Curiosamente, no mesmo dia li que a seleção da Alemanha tem acompanhamento psicológico desde as equipes de base. Sinceramente, 7 a 1 foi pouco.



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Ramalhão de olho nas armadilhas do futebol

Anderson Fattori
Do Diário do Grande ABC

28/04/2016 | 07:00


Excluindo a imprevisibilidade que envolve uma partida de futebol, friamente, é inimaginável pensar no Santo André sem o acesso para a elite do Campeonato Paulista. Além de melhor tecnicamente que o Barretos, o time carrega boa vantagem conquistada no primeiro jogo da semifinal da Série A-2, quando fez 2 a 0, no Bruno Daniel, que o permite perder por até um gol de diferença sábado, no Interior, que ainda assim vai à final e, consequentemente, à Primeira Divisão de 2017. A consistência defensiva – o time passou seis dos últimos dez jogos sem sofrer gols – é outro motivo que enche o ramalhino de confiança.

O futebol, porém, é apaixonante justamente porque nem sempre o time em melhor momento vence e tanto o técnico Toninho Cecílio como o elenco do Santo André estão mais do que vacinados. São incontáveis os exemplos que podia apontar aqui de zebras ou de viradas espetaculares. Para não ir longe, é só observar a semifinal da Série A-1 entre Santos e Palmeiras, sábado, na qual o Peixe vencia por 2 a 0, em casa, quando viu sua vantagem desmoronar no fim do jogo em apenas dois minutos, tendo de ir buscar a classificação nas penalidades.

Por isso, pelo menos nas palavras, não existe um só jogador do Santo André que não cite “pés no chão” ao referir-se ao jogo contra o Barretos. No fundo, o time sabe que a vaga está nas mãos, mas será preciso atenção, porque um vacilo é fatal. E não é exagero. Uma bola mal desviada ou um erro de arbitragem podem transformar a situação comôda em desespero. É nisso que Toninho Cecílio tem trabalhado: tirar a equipe da zona de conforto.

Imagino que o jogo de sábado deve ser semelhante ao disputado contra o Velo Clube, em Rio Claro, na primeira fase, quando o Santo André venceu por 1 a 0, e ao decisivo diante do São Caetano, nas quartas de final, no Anacleto Campanella, quando o time segurou o 0 a 0. Duas lições devem ter sido aprendidas nestas partidas: posse de bola é fundamental e matar o contra-ataque também. Contra o Azulão, o Ramalhão não trocava dois ou três passes, já em Rio Claro, teve pelo menos três grandes oportunidades para liquidar a partida, mas desperdiçou.

Tenho absoluta convicção que o Santo André vai conseguir segurar o Barretos e se garantir na elite, mas o torcedor ramalhino pode se preparar para mais um jogo de fortes emoções.

Fora da caixinha

Custei a acreditar que Dunga, técnico da Seleção Brasileira, disse ser contra psicólogo na comissão técnica porque o profissional poderia falar para outras pessoas o que ouvir dos jogadores. Isso mostra quão arcaico é o treinador e o profundo desconhecimento da profissão, já que o Código de Ética da categoria exige sigilo em qualquer circunstância. Curiosamente, no mesmo dia li que a seleção da Alemanha tem acompanhamento psicológico desde as equipes de base. Sinceramente, 7 a 1 foi pouco.

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