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Setor de autopeças teme efeitos da crise


Leone Farias
Do Diário do Grande ABC

02/10/2008 | 07:01


Em meio à crise do mercado financeiro dos Estados Unidos, o setor de autopeças, um dos principais da economia do Grande ABC, demonstra grande receio em relação ao impacto no desempenho do segmento brasileiro no ano que vem. Os efeitos são considerados inevitáveis, o que ainda não se sabe é qual será a intensidade dos reflexos na atividade.

Na avaliação do presidente do Sindipeças (Sindicato Nacional da Indústria de Peças e Componentes Automotores), Paulo Butori, um dos impactos será a retração no crédito internacional, e com isso, uma diminuição no volume de novos investimentos.

Neste ano, foram US$ 1,9 bilhão investidos no segmento e o dirigente avalia que esse volume teria de saltar para US$ 2,2 bilhões em 2009, o que será difícil de se concretizar. Ele explica que muitas empresas com fábricas no Brasil são multinacionais que captam recursos no Exterior.

"Mesmo com a votação do pacote (de ajuda de US$ 700 bilhões aos bancos em dificuldades nos EUA), haverá queda no mercado, principalmente no tocante a crédito", disse o dirigente.

Outra questão que deve refletir em menor faturamento para a atividade é o fato de que o mercado norte-americano - segundo principal destino das exportações de autopeças nacionais - está próximo de uma recessão. As vendas de autopeças brasileiras para esse país neste ano até agosto já tiveram queda de 5% em relação ao mesmo período de 2007 e a perspectiva é de que caiam ainda mais em 2009.

Um dos principais setores da economia do Grande ABC, a atividade reúne mais de 600 empresas, de acordo com o Sindipeças, e junto com as montadoras movimenta 70% do PIB regional (o Produto Interno Bruto, ou seja, a soma da riqueza produzida na região) e é um dos principais geradores de empregos na região.

Apenas os fabricantes de peças e acessórios para veículos empregam nos sete municípios cerca de 30 mil pessoas, segundo a Rais (Relação Anual de Informações Sociais), do Ministério do Trabalho - a quantidade de vagas seria bem maior se forem englobadas indústrias de artefatos de borracha, por exemplo, que produzem componentes automotivos mas não são classificadas no segmento pela Rais.

Devido à importância da produção de veículos na região, que contribuiu para o menor índice de desemprego dos últimos dez anos, o desaquecimento dessa cadeia produtiva poderá ter reflexos em diminuição em postos de trabalho e na renda da população dos sete municípios.



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