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Apoio da máquina pública ajuda candidatos da região

Apenas as três prefeituras do PT lançarão nomes na
corrida eleitoral; Aidan e Auricchio mantêm neutralidade


Havolene Valinhos
Do Diário do Grande ABC

21/06/2010 | 07:02


Nas eleições de outubro poucos candidatos serão apoiados pelas máquinas administrativas da região. Das sete prefeituras, somente as três cidades lideradas pelo PT declararam apoio aos pré-candidatos. A convenção estadual do partido acontece sábado.

Em São Bernardo, o prefeito Luiz Marinho (PT), trabalhará para a reeleição do deputado federal Vicente Paulo da Silva, o Vicentinho e da deputada estadual Ana do Carmo.

O prefeito de Mauá, Oswaldo Dias (PT), apoiará o ex-presidente do PT mauaense, Helcio Antonio da Silva, que deixou o cargo de secretário de Obras em abril para disputar cadeira na Câmara dos Deputados.

O grupo de Dias também puxará votos para o deputado estadual Donisete Braga, que concorrerá à reeleição. Procurado, Helcio não foi localizado.

Já Braga afirmou que a força política de Dias será importante, mas pondera que o resultado do pleito se baseará em grande parte por seu mandato. "Fico muito honrado com o apoio do prefeito Oswaldo Dias, que tem se empenhado bastante na minha campanha que começa dia 6 de julho. Minha dobrada com o Hélcio é prioridade. Vamos eleger o primeiro deputado federal do PT de Mauá."

Já em Diadema, o prefeito Mário Reali (PT), retribuirá a força que seu antecessor lhe concedeu para a sua eleição em 2008, quando tinha as rédeas da máquina administrativa. Agora, é José de Filippi Júnior que pleiteia o cargo de deputado federal.
Mas se o apoio a Filippi está definido, o mesmo não se pode afirmar à Assembleia Legislativa. O PT tem cinco pré-candidatos a deputado estadual, sendo três deles vereadores: Manoel Eduardo Marinho, o Maninho, José Antônio da Silva e Irene dos Santos.

ELEITOS
O deputado estadual Orlando Morando (PSDB) foi eleito com a ajuda do então prefeito de São Bernardo William Dib (PSDB).

Em São Caetano, o ex-deputado estadual e presidente do PPS municipal, Marquinho Tortorello (PPS), abocanhou dois mandatos 1998-2002 e 2002-2006 no período em que seu pai, o ex-prefeito Luiz Olinto Tortorello (PTB) estava à frente do Paço são-caetanense (1989/1992, 1997/2000 e 2001/2004). Nas eleições municipais de 2008, o popular-socialista tentou cadeira na Câmara, mas não conseguiu.


Aidan e Auricchio mantêm neutralidade
Nas outras cidades do Grande ABC os chefes dos Executivos não têm demonstrado o mesmo empenho em apoiar seus correligionários.

São Caetano não terá candidato com o apoio do Paço. O prefeito José Auricchio Júnior (PTB) cogitou ainda em 2009 apoiar algum nome, mas declarou neste ano que nenhum vereador mostrou grande interesse em disputar a eleição.

Em Santo André, o vereador Gilberto Wachtler, o Gilberto do Primavera (PTB), disputará para estadual, mas, embora seja do mesmo partido do prefeito Aidan Ravin, não tem até o momento apoio declarado do Executivo.

No caso de Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra, as cidades não apresentam condições de lançar candidatos por conta do baixo número de eleitores.

O cientista político Marco Antônio Carvalho Teixeira explica que embora os chefes dos Executivos não declarem apoio, é provável que seus secretariados trabalhem para candidatos ligados ao governo.

Teixeira também pondera que todo prefeito é potencial candidato a deputado nas próximas eleições e, portanto, acredita ser estranho tal posição. "Pode ser preservação de espaço político."

O professor de Ciência Política, Cláudio Couto, declara que dificilmente o governo não trabalha por um candidato.

Para ele, o receio em construir liderança no grupo governista é contraproducente. "De modo razoável se não surgir candidato do partido aliado, o espaço será ocupado pelo nome da legenda inimiga."

Já o cientista político Gaudêncio Torquato disse que ainda é cedo e que as declarações de apoio podem vir a acontecer. "Os prefeitos estão procurando. Afinal, a máquina administrativa e os parlamentares têm estreita relação. As prefeituras não vivem sem ajuda oriunda de emendas dos deputados. Não há como não apoiar. É uma questão de tempo." HV



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Apoio da máquina pública ajuda candidatos da região

Apenas as três prefeituras do PT lançarão nomes na
corrida eleitoral; Aidan e Auricchio mantêm neutralidade

Havolene Valinhos
Do Diário do Grande ABC

21/06/2010 | 07:02


Nas eleições de outubro poucos candidatos serão apoiados pelas máquinas administrativas da região. Das sete prefeituras, somente as três cidades lideradas pelo PT declararam apoio aos pré-candidatos. A convenção estadual do partido acontece sábado.

Em São Bernardo, o prefeito Luiz Marinho (PT), trabalhará para a reeleição do deputado federal Vicente Paulo da Silva, o Vicentinho e da deputada estadual Ana do Carmo.

O prefeito de Mauá, Oswaldo Dias (PT), apoiará o ex-presidente do PT mauaense, Helcio Antonio da Silva, que deixou o cargo de secretário de Obras em abril para disputar cadeira na Câmara dos Deputados.

O grupo de Dias também puxará votos para o deputado estadual Donisete Braga, que concorrerá à reeleição. Procurado, Helcio não foi localizado.

Já Braga afirmou que a força política de Dias será importante, mas pondera que o resultado do pleito se baseará em grande parte por seu mandato. "Fico muito honrado com o apoio do prefeito Oswaldo Dias, que tem se empenhado bastante na minha campanha que começa dia 6 de julho. Minha dobrada com o Hélcio é prioridade. Vamos eleger o primeiro deputado federal do PT de Mauá."

Já em Diadema, o prefeito Mário Reali (PT), retribuirá a força que seu antecessor lhe concedeu para a sua eleição em 2008, quando tinha as rédeas da máquina administrativa. Agora, é José de Filippi Júnior que pleiteia o cargo de deputado federal.
Mas se o apoio a Filippi está definido, o mesmo não se pode afirmar à Assembleia Legislativa. O PT tem cinco pré-candidatos a deputado estadual, sendo três deles vereadores: Manoel Eduardo Marinho, o Maninho, José Antônio da Silva e Irene dos Santos.

ELEITOS
O deputado estadual Orlando Morando (PSDB) foi eleito com a ajuda do então prefeito de São Bernardo William Dib (PSDB).

Em São Caetano, o ex-deputado estadual e presidente do PPS municipal, Marquinho Tortorello (PPS), abocanhou dois mandatos 1998-2002 e 2002-2006 no período em que seu pai, o ex-prefeito Luiz Olinto Tortorello (PTB) estava à frente do Paço são-caetanense (1989/1992, 1997/2000 e 2001/2004). Nas eleições municipais de 2008, o popular-socialista tentou cadeira na Câmara, mas não conseguiu.


Aidan e Auricchio mantêm neutralidade
Nas outras cidades do Grande ABC os chefes dos Executivos não têm demonstrado o mesmo empenho em apoiar seus correligionários.

São Caetano não terá candidato com o apoio do Paço. O prefeito José Auricchio Júnior (PTB) cogitou ainda em 2009 apoiar algum nome, mas declarou neste ano que nenhum vereador mostrou grande interesse em disputar a eleição.

Em Santo André, o vereador Gilberto Wachtler, o Gilberto do Primavera (PTB), disputará para estadual, mas, embora seja do mesmo partido do prefeito Aidan Ravin, não tem até o momento apoio declarado do Executivo.

No caso de Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra, as cidades não apresentam condições de lançar candidatos por conta do baixo número de eleitores.

O cientista político Marco Antônio Carvalho Teixeira explica que embora os chefes dos Executivos não declarem apoio, é provável que seus secretariados trabalhem para candidatos ligados ao governo.

Teixeira também pondera que todo prefeito é potencial candidato a deputado nas próximas eleições e, portanto, acredita ser estranho tal posição. "Pode ser preservação de espaço político."

O professor de Ciência Política, Cláudio Couto, declara que dificilmente o governo não trabalha por um candidato.

Para ele, o receio em construir liderança no grupo governista é contraproducente. "De modo razoável se não surgir candidato do partido aliado, o espaço será ocupado pelo nome da legenda inimiga."

Já o cientista político Gaudêncio Torquato disse que ainda é cedo e que as declarações de apoio podem vir a acontecer. "Os prefeitos estão procurando. Afinal, a máquina administrativa e os parlamentares têm estreita relação. As prefeituras não vivem sem ajuda oriunda de emendas dos deputados. Não há como não apoiar. É uma questão de tempo." HV

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