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Inéditas de Madeleine em 1ª mão



27/05/2010 | 07:00


Madeleine Peyroux já esteve no Brasil cinco vezes. Virou uma espécie de cult singer particular no País, assim como John Pizzarelli - todos querem vê-la de novo. Volta desta vez para nova turnê, com álbum fresquinho na bagagem - acaba de compor os temas, e pretende mostrar alguns aos brasileiros em primeira mão.

O show no Brasil (ela canta em São Paulo no Teatro Bradesco, no dia 8) terá canções de todos os discos anteriores de Madeleine, como "Dreamland (1996), e "Half the Perfect World" (2008).

Está gravando um disco novo?

MADELEINE PEYROUX - Sim, estou pesquisando, gravando, ensaiando. Mal posso esperar. Agora mesmo estou indo para o estúdio. Tenho diversas músicas novas e planos de tocar umas quatro ou cinco no show em São Paulo. Estou indo com um sexteto, uma nova banda que me deixa muito animada, com um trompetista à frente, um grande músico - Ron Miles, que toca com Bill Frisell.

Há uma profusão de cantoras de jazz surgindo atualmente: Ingrid Lucia, Leah Chase, Judy Spellman. Algumas já veteranas, mas buscando seu espaço. É um fenômeno real?

MADELEINE - É verdade, muitas delas revisitando períodos especiais da música. É simbólico que isso esteja acontecendo logo após uma grande crise. Sempre que há um boom na economia, logo depois vem uma crise, e no bojo dessa crise uma grande produção cultural. Acho que isso explica um pouco. Outra coisa que mudou é que as mulheres estão mais independentes, têm uma voz mais ativa na sociedade atualmente. Nós sabemos o que queremos. Há 70 anos, mulheres não eram bandleaders nem podiam ser. Agora, estamos no controle não só das nossas vidas, mas das nossas carreiras, das nossas ideias, da nossa produção.

E como você definiria o seu disco novo? Ele apresenta um novo caminho?

MADELEINE - Não sei ainda. Mas prossegue na tradição do jazz. Estou me empenhando em fazer mais com menos, é a única coisa que posso dizer a respeito.

Pode me dizer o nome das canções novas que vai cantar aqui?

MADELEINE - Não sei se será útil. Para que saber o nome de uma música sem saber como ela é, sem saber o que ela diz?

Bom, pode ser inútil, mas também pode ser interessante para quem gosta de você.

MADELEINE - Uma das que certamente vou cantar tem nome de mulher, Ophelia.

Que é personagem shakespeariana, uma mulher que deseja um homem que lhe é proibido...

MADELEINE - É verdade. Sobre a canção, vocês farão o juízo, prometo cantá-la aí em São Paulo.

Seu novo disco será um álbum melancólico, como os primeiros, ou mais para cima, como foi Bare Bones?

MADELEINE - Durante certo tempo, a melancolia parecia uma característica básica de toda canção que eu cantava. Tinha a ver com a escolha de repertório, com os compositores e sua circunstância histórica. Mas não era só melancolia. Há sentimentos imprecisos, contraditórios às vezes, que revelam felicidade e tristeza ao mesmo tempo. Para mim, sempre se tratou de revelar meus verdadeiros sentimentos. Eu acredito que um bom entendimento da tristeza, dos sentimentos agudos, tudo isso é importante para a pessoa ser realmente feliz.



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Inéditas de Madeleine em 1ª mão


27/05/2010 | 07:00


Madeleine Peyroux já esteve no Brasil cinco vezes. Virou uma espécie de cult singer particular no País, assim como John Pizzarelli - todos querem vê-la de novo. Volta desta vez para nova turnê, com álbum fresquinho na bagagem - acaba de compor os temas, e pretende mostrar alguns aos brasileiros em primeira mão.

O show no Brasil (ela canta em São Paulo no Teatro Bradesco, no dia 8) terá canções de todos os discos anteriores de Madeleine, como "Dreamland (1996), e "Half the Perfect World" (2008).

Está gravando um disco novo?

MADELEINE PEYROUX - Sim, estou pesquisando, gravando, ensaiando. Mal posso esperar. Agora mesmo estou indo para o estúdio. Tenho diversas músicas novas e planos de tocar umas quatro ou cinco no show em São Paulo. Estou indo com um sexteto, uma nova banda que me deixa muito animada, com um trompetista à frente, um grande músico - Ron Miles, que toca com Bill Frisell.

Há uma profusão de cantoras de jazz surgindo atualmente: Ingrid Lucia, Leah Chase, Judy Spellman. Algumas já veteranas, mas buscando seu espaço. É um fenômeno real?

MADELEINE - É verdade, muitas delas revisitando períodos especiais da música. É simbólico que isso esteja acontecendo logo após uma grande crise. Sempre que há um boom na economia, logo depois vem uma crise, e no bojo dessa crise uma grande produção cultural. Acho que isso explica um pouco. Outra coisa que mudou é que as mulheres estão mais independentes, têm uma voz mais ativa na sociedade atualmente. Nós sabemos o que queremos. Há 70 anos, mulheres não eram bandleaders nem podiam ser. Agora, estamos no controle não só das nossas vidas, mas das nossas carreiras, das nossas ideias, da nossa produção.

E como você definiria o seu disco novo? Ele apresenta um novo caminho?

MADELEINE - Não sei ainda. Mas prossegue na tradição do jazz. Estou me empenhando em fazer mais com menos, é a única coisa que posso dizer a respeito.

Pode me dizer o nome das canções novas que vai cantar aqui?

MADELEINE - Não sei se será útil. Para que saber o nome de uma música sem saber como ela é, sem saber o que ela diz?

Bom, pode ser inútil, mas também pode ser interessante para quem gosta de você.

MADELEINE - Uma das que certamente vou cantar tem nome de mulher, Ophelia.

Que é personagem shakespeariana, uma mulher que deseja um homem que lhe é proibido...

MADELEINE - É verdade. Sobre a canção, vocês farão o juízo, prometo cantá-la aí em São Paulo.

Seu novo disco será um álbum melancólico, como os primeiros, ou mais para cima, como foi Bare Bones?

MADELEINE - Durante certo tempo, a melancolia parecia uma característica básica de toda canção que eu cantava. Tinha a ver com a escolha de repertório, com os compositores e sua circunstância histórica. Mas não era só melancolia. Há sentimentos imprecisos, contraditórios às vezes, que revelam felicidade e tristeza ao mesmo tempo. Para mim, sempre se tratou de revelar meus verdadeiros sentimentos. Eu acredito que um bom entendimento da tristeza, dos sentimentos agudos, tudo isso é importante para a pessoa ser realmente feliz.

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