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País realiza primeiro leilão de energia eólica



14/12/2009 | 07:03


Os 10 mil MW (megawatts) de projetos inscritos para o primeiro leilão de energia eólica do Brasil, marcado para hoje, despertaram o interesse da indústria mundial de equipamentos elétricos. Empresas como a alemã Siemens, a argentina Impsa e a dinamarquesa Vestas já planejam a abertura de fábricas no País para atender à demanda das novas usinas movidas a vento. Os projetos, no entanto, estão associados ao sucesso do leilão.

No total, 339 empreendimentos - com capacidade equivalente a mais de dois terços de Itaipu ou uma vez e meia o complexo hidrelétrico do Rio Madeira - foram habilitados para disputar contratos de fornecimento de energia durante 20 anos com as distribuidoras, a partir de 1º de julho de 2012.

No leilão, todos os investidores darão lances a partir do preço mínimo estipulado, de R$ 189 o MWh. Vence aquele que oferecer o maior deságio. Essa energia será contratada sob a modalidade de "reserva" (acima da demanda do mercado) para dar segurança ao sistema nacional. Nesse caso, a compradora da energia é a CCEE (Câmara de Comercialização de Energia Elétrica), associação dos agentes do setor elétrico, que repassará o custo às distribuidoras.

"É claro que nem todos os projetos sairão vencedores da disputa. Se forem contratados entre 2 mil e 2,5 mil MW já será um sucesso estrondoso", afirma o presidente da Abeeólica (Associação Brasileira de Energia Eólica), Lauro Fiuza. Isso significaria investimentos entre R$ 10 bilhões e R$ 12,5 bilhões apenas para levantar as usinas, considerando que o custo de 1 MW está em torno de R$ 5 milhões. Para Fiuza, o leilão dará uma boa sinalização sobre o futuro da energia eólica no Brasil.

O governo definiu o preço inicial em R$ 189 o MWh - considerado muito baixo por alguns investidores. O valor está bem acima do preço da energia hídrica (R$ 78,87 o MWh, da Hidrelétrica de Santo Antônio, e R$ 71,4, de Jirau, no Rio Madeira).

 

Custo no Brasil é 60% maior que na Europa e EUA

O custo para construir uma central eólica no Brasil ainda é 60% maior que na Europa e nos Estados Unidos. Segundo o presidente da Abeeólica (Associação Brasileira de Energia Eólica), Lauro Fiuza, para a instalação de cada megawatt (MW) no País, precisa-se investir R$ 5 milhões.

"Boa parte desse valor deve-se à elevada carga tributária. Se houvesse uma desoneração de todos os impostos, o custo cairia 30%", afirma Fiuza, que tem trabalhado na criação de um regime especial, batizado de Renovento, para incentivar a energia eólica. A medida divulgada na semana passada pelo ministro da Fazenda, Guido Mantega, vai nessa direção.

Ele anunciou o fim do IPI (Imposto sobre Produtos Industrializados para esse tipo de equipamento, que resultará em queda de 5% no custo total do projeto. O presidente da EPE (Empresa de Pesquisa Energética), Maurício Tolmasquim, lembra ainda que as usinas eólicas serão enquadradas no Reide (Regime Especial de Incentivos para o Desenvolvimento da Infraestrutura) e estarão isentas de PIS e Cofins na aquisição de bens e serviços para implementar os projetos.

"Todos esses benefícios são um sinal do nosso interesse pela energia eólica", diz Tolmasquim, em resposta às incertezas da indústria em relação aos próximos passos do País nessa energia. Segundo o executivo, essa fonte de energia faz parte das metas levadas pelo Brasil a Copenhague. "Ainda não definimos qual a periodicidade dos leilões, mas vou definir no próximo plano decenal qual será a participação da eólica na matriz nacional." Segundo dados da Abeel (Agência Nacional de Energia Elétrica), hoje o Brasil tem 36 parques eólicos, com potência de 605 MW (megawatts). No mundo, a capacidade instalada soma cerca de 120 mil MW, com crescimento médio de 27% ao ano, entre 1990 e 2008. (Da AE) 



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País realiza primeiro leilão de energia eólica


14/12/2009 | 07:03


Os 10 mil MW (megawatts) de projetos inscritos para o primeiro leilão de energia eólica do Brasil, marcado para hoje, despertaram o interesse da indústria mundial de equipamentos elétricos. Empresas como a alemã Siemens, a argentina Impsa e a dinamarquesa Vestas já planejam a abertura de fábricas no País para atender à demanda das novas usinas movidas a vento. Os projetos, no entanto, estão associados ao sucesso do leilão.

No total, 339 empreendimentos - com capacidade equivalente a mais de dois terços de Itaipu ou uma vez e meia o complexo hidrelétrico do Rio Madeira - foram habilitados para disputar contratos de fornecimento de energia durante 20 anos com as distribuidoras, a partir de 1º de julho de 2012.

No leilão, todos os investidores darão lances a partir do preço mínimo estipulado, de R$ 189 o MWh. Vence aquele que oferecer o maior deságio. Essa energia será contratada sob a modalidade de "reserva" (acima da demanda do mercado) para dar segurança ao sistema nacional. Nesse caso, a compradora da energia é a CCEE (Câmara de Comercialização de Energia Elétrica), associação dos agentes do setor elétrico, que repassará o custo às distribuidoras.

"É claro que nem todos os projetos sairão vencedores da disputa. Se forem contratados entre 2 mil e 2,5 mil MW já será um sucesso estrondoso", afirma o presidente da Abeeólica (Associação Brasileira de Energia Eólica), Lauro Fiuza. Isso significaria investimentos entre R$ 10 bilhões e R$ 12,5 bilhões apenas para levantar as usinas, considerando que o custo de 1 MW está em torno de R$ 5 milhões. Para Fiuza, o leilão dará uma boa sinalização sobre o futuro da energia eólica no Brasil.

O governo definiu o preço inicial em R$ 189 o MWh - considerado muito baixo por alguns investidores. O valor está bem acima do preço da energia hídrica (R$ 78,87 o MWh, da Hidrelétrica de Santo Antônio, e R$ 71,4, de Jirau, no Rio Madeira).

 

Custo no Brasil é 60% maior que na Europa e EUA

O custo para construir uma central eólica no Brasil ainda é 60% maior que na Europa e nos Estados Unidos. Segundo o presidente da Abeeólica (Associação Brasileira de Energia Eólica), Lauro Fiuza, para a instalação de cada megawatt (MW) no País, precisa-se investir R$ 5 milhões.

"Boa parte desse valor deve-se à elevada carga tributária. Se houvesse uma desoneração de todos os impostos, o custo cairia 30%", afirma Fiuza, que tem trabalhado na criação de um regime especial, batizado de Renovento, para incentivar a energia eólica. A medida divulgada na semana passada pelo ministro da Fazenda, Guido Mantega, vai nessa direção.

Ele anunciou o fim do IPI (Imposto sobre Produtos Industrializados para esse tipo de equipamento, que resultará em queda de 5% no custo total do projeto. O presidente da EPE (Empresa de Pesquisa Energética), Maurício Tolmasquim, lembra ainda que as usinas eólicas serão enquadradas no Reide (Regime Especial de Incentivos para o Desenvolvimento da Infraestrutura) e estarão isentas de PIS e Cofins na aquisição de bens e serviços para implementar os projetos.

"Todos esses benefícios são um sinal do nosso interesse pela energia eólica", diz Tolmasquim, em resposta às incertezas da indústria em relação aos próximos passos do País nessa energia. Segundo o executivo, essa fonte de energia faz parte das metas levadas pelo Brasil a Copenhague. "Ainda não definimos qual a periodicidade dos leilões, mas vou definir no próximo plano decenal qual será a participação da eólica na matriz nacional." Segundo dados da Abeel (Agência Nacional de Energia Elétrica), hoje o Brasil tem 36 parques eólicos, com potência de 605 MW (megawatts). No mundo, a capacidade instalada soma cerca de 120 mil MW, com crescimento médio de 27% ao ano, entre 1990 e 2008. (Da AE) 

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