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Timão escala reservas e esvazia clássico

Preocupado com a semifinal da Copa do Brasil, o técnico Mano Menezes poupa os titulares contra o Santos


Anderson Fattori
Especial para o Diário

31/05/2009 | 07:05


O desequilibrado calendário brasileiro esvaziou um dos clássicos mais importantes do País. Santos e Corinthians entram no gramado da Vila Belmiro, às 16h (Globo e Bandeirantes), pelo Brasileiro, para um duelo diferente. O Peixe com força máxima, já o Timão...

Preocupado com o confronto de volta das semifinais da Copa do Brasil, quarta-feira, diante do Vasco da Gama, o técnico Mano Menezes resolveu mandar a campo um time completamente reserva.

Apesar de poupar os principais jogadores, afirmou que não abriu mão dos três pontos e que confia no potencial do grupo. Mano Menezes fez questão de ressaltar que é uma equipe diferente, mas apenas no nome dos jogadores e não na vontade de ganhar. "Quem veste a camisa do Corinthians sabe da importância que é e tem competência para defendê-la. Vai ser uma partida altamente competitiva, uma disputa forte."

Mano não acredita que o duelo tenha gosto de revanche para os santistas, ainda engasgados com a perda do título do Paulistão. "Isso não tem mais como descontar, já aconteceu, o Corinthians é o campeão", resumiu.

Do outro lado, o contestado elenco do Peixe voltou a sorrir após a bela goleada sobre o Fluminense, no Maracanã, na última rodada. A equipe está embalada, mas a informação de que o Corinthians jogará com time reserva tirou parte do encanto da partida. Para os santistas, derrotar o rival nessas circunstâncias não terá a mesma importância dos últimos duelos, válidos pelo título paulista.

Temendo que os jogadores ficassem um pouco desmotivados por não enfrentar os principais jogadores corintianos, Mancini fez preleções mostrando que com o time B corintiano pode ser até mais difícil que o titular. "São todos bons jogadores, acostumados ao trabalho do Mano há mais de um ano e que precisam aproveitar a oportunidade porque vão ter poucas chances de mostrar serviço no futuro. Acredito até que o Santos poderia ter mais facilidade diante dos titulares porque o foco deles está na Copa do Brasil e o pensamento no Vasco", ressaltou o comandante santista. (com AE)

Júlio Cesar sonha fechar o gol de olho no futuro no Parque São Jorge

O Corinthians ainda não perdeu clássicos no ano e a missão de tentar que o retrospecto se mantenha (quatro vitórias e quatro empates) recaiu sobre os reservas. Diante de um Santos empolgado e com sede de vingança, o goleiro Júlio Cesar faz sua estreia na temporada garantindo que não será uma roubada e prometendo fechar o gol por um lugar ao sol.

O camisa 22 sabe que Felipe, seguindo com o bom desempenho, logo vai para a Europa ou chegará à Seleção Brasileira e ele terá a chance de,enfim, herdar a posição. "O Rogério Ceni e o Marcos (é fã do palmeirense) ficaram muito tempo na reserva até se firmarem. É preciso ter paciência", receitou. "Tive muita lição dentro do próprio Corinthians de que não vale a pena sair para equipes menores, pois quem sai não volta mais e sofre."

Os exemplos são os amigos de posição Marcelo, Rubinho e Yamada, que resolveram sair para ganhar experiência e até hoje sofrem para se firmar. "Fazer um jogo no Corinthians vale mais do que passar uma temporada inteira num time pequeno", exagerou Júlio, formado na base do clube, mas com poucos jogos no profissional. Foram oito em 2008 e nenhum em 2009.

Nem mesmo o fato de encarar um clássico incomoda. "Diante de time grande, temos mais espaços para jogar e somos testados. É melhor para aparecer", analisou o goleiro, que pretende orientar a defesa para não deixar que o adversário cumpra a promessa de vingança da decisão do Paulista.

"Vou gritar bastante, falar muito. O Neymar não pode ter espaço pois será, logo, um dos melhores do País. E temos de ficar espertos com o Kléber Pereira, pois se a bola sobra para ele, ele não perdoa." (da AE)

Antes fora dos planos, Molina vira titular e quer fazer história no Santos

Depois de recuperar Fabão, que estava de saída e se transformou em titular, o técnico Vágner Mancini redescobre Molina. O colombiano estava encostado, foi oferecido a vários clubes nos último meses, mas precisou de apenas duas chances no Campeonato Brasileiro para mandar o xodó Neymar para a reserva e se tornar o novo dono da camisa sete.

Agora, ele promete entrar para a história do clube. "Penso nisso todos os dias. Poucos gringos deixaram sua marca no Santos. E foram jogadores de defesa, como os goleiros Cejas e Rodolfo Rodrigues e o zagueiro Ramos Delgado. Por isso, quero me tornar o maior artilheiro estrangeiro de todos os tempos do clube", afirmou o colombiano, 29 anos.

À sua frente está apenas o argentino Etchevarrieta, que jogou no Peixe nos anos 1940 e marcou 20 gols. "Estou com 17 e, se continuar no time, em pouco tempo terei chance de fazer os quatro gols que me faltam", acrescentou.

Contra o Grêmio, Molina marcou e evitou a derrota da equipe na estreia no Brasileiro. E, na última rodada, fez mais um, deu passe para o gol de Madson e foi um dos destaques na goleada sobre o Fluminense.

Ao perceber que corria o risco de ter o nome incluído na lista de dispensas, Molina evitou dar entrevistas para não se comprometer e procurou se esforçar nos treinos para chamar a atenção do treinador.

"Antes do jogo contra o Grêmio, disse ao Mancini que não queria ir embora do Santos e queria ajudar o time no Campeonato Brasileiro. Ele acreditou em mim. O resto eu consegui com a minha esquerda. Ela sempre me ajudou nos momentos mais difíceis", concluiu. (da AE)



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Timão escala reservas e esvazia clássico

Preocupado com a semifinal da Copa do Brasil, o técnico Mano Menezes poupa os titulares contra o Santos

Anderson Fattori
Especial para o Diário

31/05/2009 | 07:05


O desequilibrado calendário brasileiro esvaziou um dos clássicos mais importantes do País. Santos e Corinthians entram no gramado da Vila Belmiro, às 16h (Globo e Bandeirantes), pelo Brasileiro, para um duelo diferente. O Peixe com força máxima, já o Timão...

Preocupado com o confronto de volta das semifinais da Copa do Brasil, quarta-feira, diante do Vasco da Gama, o técnico Mano Menezes resolveu mandar a campo um time completamente reserva.

Apesar de poupar os principais jogadores, afirmou que não abriu mão dos três pontos e que confia no potencial do grupo. Mano Menezes fez questão de ressaltar que é uma equipe diferente, mas apenas no nome dos jogadores e não na vontade de ganhar. "Quem veste a camisa do Corinthians sabe da importância que é e tem competência para defendê-la. Vai ser uma partida altamente competitiva, uma disputa forte."

Mano não acredita que o duelo tenha gosto de revanche para os santistas, ainda engasgados com a perda do título do Paulistão. "Isso não tem mais como descontar, já aconteceu, o Corinthians é o campeão", resumiu.

Do outro lado, o contestado elenco do Peixe voltou a sorrir após a bela goleada sobre o Fluminense, no Maracanã, na última rodada. A equipe está embalada, mas a informação de que o Corinthians jogará com time reserva tirou parte do encanto da partida. Para os santistas, derrotar o rival nessas circunstâncias não terá a mesma importância dos últimos duelos, válidos pelo título paulista.

Temendo que os jogadores ficassem um pouco desmotivados por não enfrentar os principais jogadores corintianos, Mancini fez preleções mostrando que com o time B corintiano pode ser até mais difícil que o titular. "São todos bons jogadores, acostumados ao trabalho do Mano há mais de um ano e que precisam aproveitar a oportunidade porque vão ter poucas chances de mostrar serviço no futuro. Acredito até que o Santos poderia ter mais facilidade diante dos titulares porque o foco deles está na Copa do Brasil e o pensamento no Vasco", ressaltou o comandante santista. (com AE)

Júlio Cesar sonha fechar o gol de olho no futuro no Parque São Jorge

O Corinthians ainda não perdeu clássicos no ano e a missão de tentar que o retrospecto se mantenha (quatro vitórias e quatro empates) recaiu sobre os reservas. Diante de um Santos empolgado e com sede de vingança, o goleiro Júlio Cesar faz sua estreia na temporada garantindo que não será uma roubada e prometendo fechar o gol por um lugar ao sol.

O camisa 22 sabe que Felipe, seguindo com o bom desempenho, logo vai para a Europa ou chegará à Seleção Brasileira e ele terá a chance de,enfim, herdar a posição. "O Rogério Ceni e o Marcos (é fã do palmeirense) ficaram muito tempo na reserva até se firmarem. É preciso ter paciência", receitou. "Tive muita lição dentro do próprio Corinthians de que não vale a pena sair para equipes menores, pois quem sai não volta mais e sofre."

Os exemplos são os amigos de posição Marcelo, Rubinho e Yamada, que resolveram sair para ganhar experiência e até hoje sofrem para se firmar. "Fazer um jogo no Corinthians vale mais do que passar uma temporada inteira num time pequeno", exagerou Júlio, formado na base do clube, mas com poucos jogos no profissional. Foram oito em 2008 e nenhum em 2009.

Nem mesmo o fato de encarar um clássico incomoda. "Diante de time grande, temos mais espaços para jogar e somos testados. É melhor para aparecer", analisou o goleiro, que pretende orientar a defesa para não deixar que o adversário cumpra a promessa de vingança da decisão do Paulista.

"Vou gritar bastante, falar muito. O Neymar não pode ter espaço pois será, logo, um dos melhores do País. E temos de ficar espertos com o Kléber Pereira, pois se a bola sobra para ele, ele não perdoa." (da AE)

Antes fora dos planos, Molina vira titular e quer fazer história no Santos

Depois de recuperar Fabão, que estava de saída e se transformou em titular, o técnico Vágner Mancini redescobre Molina. O colombiano estava encostado, foi oferecido a vários clubes nos último meses, mas precisou de apenas duas chances no Campeonato Brasileiro para mandar o xodó Neymar para a reserva e se tornar o novo dono da camisa sete.

Agora, ele promete entrar para a história do clube. "Penso nisso todos os dias. Poucos gringos deixaram sua marca no Santos. E foram jogadores de defesa, como os goleiros Cejas e Rodolfo Rodrigues e o zagueiro Ramos Delgado. Por isso, quero me tornar o maior artilheiro estrangeiro de todos os tempos do clube", afirmou o colombiano, 29 anos.

À sua frente está apenas o argentino Etchevarrieta, que jogou no Peixe nos anos 1940 e marcou 20 gols. "Estou com 17 e, se continuar no time, em pouco tempo terei chance de fazer os quatro gols que me faltam", acrescentou.

Contra o Grêmio, Molina marcou e evitou a derrota da equipe na estreia no Brasileiro. E, na última rodada, fez mais um, deu passe para o gol de Madson e foi um dos destaques na goleada sobre o Fluminense.

Ao perceber que corria o risco de ter o nome incluído na lista de dispensas, Molina evitou dar entrevistas para não se comprometer e procurou se esforçar nos treinos para chamar a atenção do treinador.

"Antes do jogo contra o Grêmio, disse ao Mancini que não queria ir embora do Santos e queria ajudar o time no Campeonato Brasileiro. Ele acreditou em mim. O resto eu consegui com a minha esquerda. Ela sempre me ajudou nos momentos mais difíceis", concluiu. (da AE)

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